segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2010
JANTAR DE CONFRATERNIZAÇÃO DA FAMILIA AURINEGRA
DATA E HORA: 26 de Fevereiro, pelas 19h30m;
LOCAL: Restaurante Solar das Estátuas.
INSCRIÇÕES (até 20/02/2010): TELF.: 234 910 100 / MAIL.: relacoes.publicas@beiramar.pt / Loja Amarela EMA e Loja Legea (Mário Duarte)
O SPORT CLUBE BEIRA-MAR assume um papel ímpar na história do desporto aveirense. O legado que o nosso clube vai deixando de geração em geração, é motivo de orgulho para todos os que sentem e amam o SC Beira-Mar.
A Instituição movimenta, hoje em dia, centenas de pessoas que se dividem em várias tarefas e que, em uníssono, clamam um só objectivo: Dignificar o nome e o emblema do SPORT CLUBE BEIRA-MAR.
Numa fase particularmente difícil (talvez a mais difícil de sempre!), consideramos este um momento importante para a afirmação do SCBM enquanto símbolo de uma região.
Este convite é pois endereçado a todos os que reconhecem a importância do Beira-Mar no quotidiano Aveirense.
Sabemos que são muitos aqueles que guardam o BEIRA num lugar muito particular do seu coração. Pois este é o momento dessa afirmação colectiva.
Atletas, ex. Atletas, Seccionistas, Colaboradores, Dirigentes, ex. Dirigentes, Sócios, Ex. Sócios, simpatizantes, aveirenses, amantes do desporto, pais, irmãos, amigos...contamos com todos.
Acreditamos que o jantar será um momento especial, uma data oportuna, onde se pretende uma agradável convivência de toda FAMÍLIA BEIRAMARENSE. Mas também estamos conscientes que a sua presença irá abrilhantar ainda mais este evento.
PREÇOS:
Adulto: 20 €
Criança (entre os 4 e os 10 anos): 10 €.
domingo, 7 de Fevereiro de 2010
Fase de Apuramento para o Europeu de 2012 na Polónia-Ucrania
Portugal já sabe em que grupo fica no Europeu de Futebol de 2012, cuja fase de qualificação começa em final de Setembro. Portugal era cabeça de série.
Grupo H (de cinco países, todos os resultados contam)
Portugal
Dinamarca
Noruega
Islândia
Chipre
Não vai ser fácil...
sábado, 6 de Fevereiro de 2010
Demissão?
O Primeiro Ministro mentiu. E num país que se quer sério, o Primeiro Ministro deveria ter-se demitido. E não sendo jurista, não entendo como o PGR e o Presidente do STJ não abriram, pelo menos, um inquérito. Ao PM ou a outros. Porque o Estado de Direito sentia-se, de certo, coxo com o que lhe estavam a preparar.
Mas como disse Rogério Alves, se o plano legal está fechado, há o plano ético. E nesse...
quarta-feira, 3 de Fevereiro de 2010
Faleceu Mário Gaioso
O JN já publicou uma pequena nota, disponível neste link.
segunda-feira, 1 de Fevereiro de 2010
O problema "Mário Crespo"
O texto abaixo foi hoje publicado no site do Instituto Sá Carneiro. Originalmente seria publicado no Jornal de Noticias. No entanto, segundo José Manuel Fernandes no seu Twitter, o director do JN não o aceitou para publicação, mandando-o retirar... Sem palavras!

O Fim da Linha
Terça-feira dia 26 de Janeiro. Dia de Orçamento. O Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro de Estado Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão e um executivo de televisão encontraram-se à hora do almoço no restaurante de um hotel em Lisboa. Fui o epicentro da parte mais colérica de uma conversa claramente ouvida nas mesas em redor. Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil (“um louco”) a necessitar de (“ir para o manicómio”). Fui descrito como “um profissional impreparado”. Que injustiça. Eu, que dei aulas na Independente. A defunta alma mater de tanto saber em Portugal. Definiram-me como “um problema” que teria que ter “solução”. Houve, no restaurante, quem ficasse incomodado com a conversa e me tivesse feito chegar um registo. É fidedigno. Confirmei-o. Uma das minhas fontes para o aval da legitimidade do episódio comentou (por escrito): “(…) o PM tem qualidades e defeitos, entre os quais se inclui uma certa dificuldade para conviver com o jornalismo livre (…)”. É banal um jornalista cair no desagrado do poder. Há um grau de adversariedade que é essencial para fazer funcionar o sistema de colheita, retrato e análise da informação que circula num Estado. Sem essa dialéctica só há monólogos. Sem esse confronto só há Yes-Men cabeceando em redor de líderes do momento dizendo yes-coisas, seja qual for o absurdo que sejam chamados a validar. Sem contraditório os líderes ficam sem saber quem são, no meio das realidades construídas pelos bajuladores pagos. Isto é mau para qualquer sociedade. Em sociedades saudáveis os contraditórios são tidos em conta. Executivos saudáveis procuram-nos e distanciam-se dos executores acríticos venerandos e obrigados. Nas comunidades insalubres e nas lideranças decadentes os contraditórios são considerados ofensas, ultrajes e produtos de demência. Os críticos passam a ser “um problema” que exige “solução”. Portugal, com José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e com o executivo de TV que os ouviu sem contraditar, tornou-se numa sociedade insalubre. Em 2010 o Primeiro-ministro já não tem tantos “problemas” nos media como tinha em 2009. O “problema” Manuela Moura Guedes desapareceu. O problema José Eduardo Moniz foi “solucionado”. O Jornal de Sexta da TVI passou a ser um jornal à sexta-feira e deixou de ser “um problema”. Foi-se o “problema” que era o Director do Público. Agora, que o “problema” Marcelo Rebelo de Sousa começou a ser resolvido na RTP, o Primeiro Ministro de Portugal, o Ministro de Estado e o Ministro dos Assuntos Parlamentares que tem a tutela da comunicação social abordam com um experiente executivo de TV, em dia de Orçamento, mais “um problema que tem que ser solucionado”. Eu. Que pervertido sentido de Estado. Que perigosa palhaçada.
Nota: Artigo originalmente redigido para ser publicado hoje (1/2/2010) na imprensa.
ACTUALIZADO: Leia a noticia do Expresso, com desenvolvimentos.
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Palavras-Chave: Ditadura, Governo, Jornalismo, PS
quinta-feira, 28 de Janeiro de 2010
Na hora - Carro acidentado na Avenida Lourenço Peixinho - Aveiro
Há minutos um carro ficou seriamente danificado na roda dianteira direita no que, ao que parece, terá sido o resultado do rebentamento de um cano na Avenida Lourenço Peixinho, junto à curva com a Rua Dr. Alberto Souto. Não causou feridos mas do susto e dos estragos... ninguém o livra. Os serviços municipalizados chegaram primeiro que a PSP.
quarta-feira, 27 de Janeiro de 2010
domingo, 24 de Janeiro de 2010
Notas sobre um Capitulo Gastronómico
quarta-feira, 20 de Janeiro de 2010
Sobre a decadência do Jornalismo em Aveiro (III - Final)
NÃO - Ao contrário do que aqui foi dito, não são os boletim informativos municipais que matam o jornalismo local. Se calhar é a falta de profissionalismo do jornalismo local e da FALTA DE RESPEITO DO GOVERNO pela lei que ele próprio criou que mata os meios de comunicação social. Com efeito, e em números redondos, um boletim informativo municipal custará cerca e 40 mil euros. Ora esse valor no máximo paga dois/três jornalistas. Mas isso se fosse só para um meio de comunicação social... Por outro lado, mal estão os jornalistas e o Boletim Municipal que seja concorrencial com os meios de comunicação social da zona.
Agora a lei que obriga 25 por cento das publicidades do Estado e entidades públicas a ser usada em Meios de Comunicação Social local, isso sim, é que não é cumprido.
NÃO - Pelo mesma ordem de razões, não são os assessores de imprensa e gabinetes de comunicação os culpados pela decadência do jornalismo em Aveiro ou em qualquer lado (salvo graves e gravosas excepções). Como já expliquei numa das respostas a este tema, uma estrutura de comunicação permite dar aos jornalistas aquilo que eles pretendem e também aquilo que eles procuram, visando atingir o interesse mútuo. Visa melhorar, abreviar, facilitar e permitir que não caiam na asneira...
SIM - É necessário e urgente repensar o tipo de jornalismo que se pratica e a forma como se trabalha. Há quem trabalhe bem em Aveiro mas ainda poderia ser melhor. O problema é que corremos o risco de deixar de ter jornalistas em Aveiro. Os jornais não estão a saber trabalhar os seus conteúdos e a dar-lhes o "toque" que permita que o consumidor esteja interessado na sua compra. Com Net e numa cidade pequena, muita coisa se sabe e os jornais têm que saber trabalhar isso. E não o estão a fazer.
TALVEZ - As rádios locais. Num concelho em que o panorama é uma desgraça e apenas a Rádio Terranova cumpre o que deve ser um rádio local, algo tem que ser pensado, a nivel governamental ou multimunicipal. Não quero rádios públicas mas estamos a passar por um momento em que só uma rádio cobre os jogos do principal clube da terra, onde os grandes jogos do basquetebol aveirense também só na Terranova... Estão a ver o que acontece se a crise também bate por lá???
SIM - O Rui Tukayana entristeceu-me com aquilo que escreveu. Tudo parece ser culpa de 2005. Não é. Das duas uma, ou os jornalistas locais ficaram de repente com falta de imaginação ou ficaram sem espaço. Mas é muito fácil culpar um executivo. Em especial quando ele não se defende, não é? :) Numa mudança de estilos, também teria sido fácil para mim responder-lhe que ele estava então era a ser "comido" pelo marketing. E quanto a uma questão que ele levanta, aqui vai mais uma resposta:
SIM, SIM, SIM - Um correspondente em Aveiro é claramente uma mais valia para o órgão de comunicação social que cá esteja. Nunca me esqueço de uma reportagem a um barco que estava a arder nuns estaleiros durante a reparação, há alguns anos atrás. A SIC ainda apanhou chamas, a RTP apanhou fumo e a TVI, que vinha de Coimbra, apanhou... a água dos bombeiros. Numa rádio de notícias como a TSF, nao se justifica um correspondente? Aveiro, Ílhavo, Estarreja, Águeda fervilham de vida.. e justificam. Só não vê quem não quer. O que se passa em Coimbra?
Mais uma pequena história: nos últimos dois anos, quando a TVI diminuiu drasticamente os seus efectivos em Coimbra, era certo e sabido que a jornalista vinha tentar fazer peças em Aveiro quando saia algum escândalo no JN. E só nessa altura :) É o jornalismo de seguida... que raramente dá valor acrescentado.
SEM DÚVIDA SIM - O jornalismo multimédia vai ser o futuro. Trabalhando bem os meios de proximidade e mantendo a qualidade e o valor do ser jornalístico e não propagandista, somente.
O jornalismo local tem múltiplos culpados e enormes virtudes. Mas sem dúvida que para mim, os principais culpados são muitos dos aveirenses. Em terra de liberdade e libertários de polemistas célebres e lutadores, Aveiro perdeu os seus tribunos. É pena quando nos últimos cinco anos somente me lembro, em artigos de opinião, de polémicas e artigos para recordar de Ulisses Pereira, Carlos Santos, Alberto Souto de Miranda, Domingos Cerqueira e Manuel António Coimbra,. E nos anteriores cinco, acrescento Walter Rossa e Amaro Neves a degladiarem-se com Alberto Souto (para além de também Ulisses Pereira). É pouco, muito pouco...
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Palavras-Chave: Erros dos Jornais, Jornalismo
O(a) primeiro(a) a sair
domingo, 17 de Janeiro de 2010
Pergunta rápida...
Qual deles é a voz do dono?
Francisco Assis ou Ricardo Rodrigues? É que quem faz isto não é inocente. Eles exprimiram duas opiniões com tom diferente porque alguém lhes disse para o fazerem. Mas um é líder e outro vice... Será?
Escrito por JMO às 18:03:00 5 Comentários Links a este post
Palavras-Chave: Governo, Presidência, PS
Sobre a decadência do Jornalismo em Aveiro (II)
Tendo em conta o cenário / realidade existente, deixo aqui alguns pontos da minha reflexão, evitando claramente as análises branco/preto num tema em que a multiplicidade de factores convergentes ao actual estado de situação será a melhor resposta.
a) Falta de Qualidade dos Jornalistas - Este é dos poucos argumentos que não uso para me referir ao actual estado dos meiso de comunicação em Aveiro. Se é verdade que as "redacções" em termos nacionais, populam de estagiários e juniores sem o devido enquadramento e "memória histórica", a verdade é que, mesmo existido alguns jornalistas fraquinhos em Aveiro, como em qualquer lado, não são razão para o actual panorama. A verdade é que a situação precária, os salários baixos, e os despedimentos fizeram sair do mercado valores seguros como o José Carlos Maximino, Arménio Bajouca, Susana Borges, Filipa Gaioso Ribeiro, a Anabela entre muitos outros mas quando o espírito empreendedor e a qualidade sobressaíram, é possível ter hoje jornalistas aveirenses ou que estiveram ligados a Aveiro nas redacções da TSF (Tukayana); TVI 24 (Rita Rodrigues); Público (Andreia Cunha Freitas); 24 Horas (Miguel Marujo), etc, etc, etc.
b) Erros de Modelo dos Jornais Nacionais - Em Portugal, os meios de comunicação social nacional andaram, nos últimos anos, com o auxílio de consultores nacionais ou internacionais, a tentar inventar novos conceitos e formas de reter um público que tem múltiplas formas de receber informação, opinião e dados. Mercê disso, os principais jornais generalistas, ao sabor da corrente, criaram ou fecharam espaços dedicados ao jornalismo de proximidade, dito local. Sem dúvida que os dois únicos jornais "nacionais" que apostam nesse tipo de jornalismo são o Correio da Manhã e o JN. A realidade dos dois é reflectida em Aveiro: enquanto um é mais do norte, tem uma delegação forte em Aveiro, o outro manteve-a mas nos últimos cortes... Cortou-a. Já o Público andou de asneira em asneira e o último modelo (o Cidades, ao domingo) não parece que resolva os problemas. Cortaram claramente com os colaboradores mas quiseram manter o espaço "local". Asneira. É que o "Local Porto" parece mesmo Local Porto - embora quisessem que aquilo fosse Local Norte/Centro a verdade é que as noticias do Porto surgem claramente sobredimensionadas em relação às outras. Isso não ajudou na manutenção da importância da delegação e, surgiu, claramente, o downsizing. O DN? Esse não é para aqui chamado. Porque nunca deu importância nenhuma ao local e a Aveiro. Tem um colaborador à peça e pouco mais que o país deles é Lisboa.
c) Falta de vitalidade do Tecido Económico - Um jornal deve ter uma racionalidade e um modelo de negócio adstritos. Ou então, desculpem os leitores, mas devem desconfiar dos intuitos do mesmo e do seu papel de "gatekeeper" e mediador/curador de informação. Ora no modelo de jornais locais, as assinaturas não dão para muito mais do que os custos de impressão. Tendo sido profundo conhecedor da estrutura de publicidade, das vendas e da forma de funcionar de projectos jornalísticos regionais, deu para constatar a falta de viatalidade do nosso tecido económico e do seu notório "apagamento" como motor da nossa economia e de Aveiro-contexto. É que muitas vezes, para além das apostas regionais racionais (as cadeiras de hard discount como o Lidl criaram "falsos jornais" para passar a mensagem dos seus produtos quando poderiam ter salvo e ajudado a manter inúmeras marcas locais) existem os chamados anúncios quase de responsabilidade "social". E quando a actividade económica está em crise, em especial aqueles produtos virados para o consumidor, é certo e sabido que são so jornais locais, com estruturas financeiras frágeis que irão sofrer.
d) Falta de vitalidade do Tecido Político e Social - A região de Aveiro está claramente subvalorizada no contexto político nacional. e com isso o impacto que a região tem nos media generalistas fica claramente diminuída. Os meiso de comunicação social nacionais não associam Aveiro com quase ninguém que valha a pena "falar" e lembro-me que nos programas nacionais que foram gravados em Aveiro, os nomes de características nacionais eram quase sempre os mesmos: Ângelo Correia; Bagão Felix e pouco mais. Precisamos exportar mais políticos, ter mais vida e a crítica é transversal a nossa sociedade. Afinal o problema não está só nos políticos mas sim na sociedade que temos. É que ao contrários dos "de Coimbra" (mesmo aqueles que só lá estudaram...) que têm orgulho em dizer que são de lá e defender os seus interesses, os de "Aveiro" parece que se escondem ou pouco querem saber!
e) Falta de espírito empreendedor ou objectivos - Em grande parte dos locais de província do país, os jornais que existem surgem de um grupo de sócios e/ou amigos que avança para o projecto. Em Aveiro, só dois meios locais surgiram, com pés e cabeça, dessa forma nas últimas décadas: o Campeão, do Lino Vinhal e "O Aveiro", primeira fase, ligado a elementos do PSD local. Foi pouco e é pouco. Todos dizem que o Diário de Aveiro precisava de concorrência (aliás, é uma verdade de La Palisse pois basta ver que não tendo concorrência, dão-se ao luxo de gerir notícias por vários dias) mas nenhuma concorrência surgiu...
f) Internet, Novos Media, e falta de Inovação - Este ponto, pelo meu conhecimento, dá quase para outro post. Basta lembrar que os meios de comunicação social local perderam o negócio da net, nunca souberam ser "âncoras" de projectos locais, as pessoas que estiveram à frente dos desígnios netianos em Aveiro nunca tiveram visão nem noção do que é o jornalismo e por isso as coisas não melhoraram, foram meramente circunstanciais.
Espero que tenham gostado. Mas ainda regressarei ao tema, na terceira parte, as das conclusões e reflexões pessoais.
Imagem: FreeDigitalPhotos.net
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Palavras-Chave: Erros dos Jornais, Jornalismo
sexta-feira, 15 de Janeiro de 2010
Sobre a decadência do Jornalismo em Aveiro (I)
Em termos de rádio, mantinham-se a Moliceiro, a Aveiro FM e na Gafanha a Terranova. A SIC estava em Aveiro, enquanto a TVI e RTP não.
O panorama no final de 2009 é, a todos os títulos, desolador. Continua o jornal diário, o Diário de Aveiro. Mas dos 5 semanários... O Litoral está morto, o Aveiro teve uma fase de grande pujança, outra de cortes, uma mudança de estilo e o grupo Lena fez o downsizing dele para Mensário (presumo que somente para não dizer que o fechou), o Ecos de Cacia, depois da morte do sr. Damião, passou também a mensal e sustentado pela Junta de Freguesia de Cacia; o Campeão está morto e por isso mantém-se somente o Correio do Vouga, com um facelifting gráfico há cerca de dois anos. Um semanário. A Lusa que já chegou a ter 3 jornalistas colaboradores mais um para a área do desporto, passou a ter somente um generalista mais um colaborador para o desporto.
Em termos de delegações de jornais nacionais foi a razia total. O Primeiro de Janeiro fechou e o Comércio do Porto também. Mais recentemente, já depois de 2005, o Público fechou a sua delegação, que contava com três jornalistas, para manter apenas um deles, e à peça (tem tido cada vez menos trabalho local...). Em 2008, Correio da Manhã fechou a sua delegação em Aveiro e o Jornal de Notícias despediu um jornalista da sua delegação mas ficou com o título de única delegação de jornal nacional. Nas televisões, nada mudou mas nas Rádios sim. A Moliceiro, que tinha sido vendida ao grupo de Pais do Amaral (RC, entre outras) foi antena para a Nostalgia e mais algumas marcas do grupo. Com os espanhóis da Prisa, passou a Rádio com notícias mas já é do conhecimento público que em 2010 volta a ser uma rádio de música pois vai passar para ser antena da M80. E 2010 será, igualmente, o ano em que a Aveiro FM deixa de ser uma rádio local, segundo o JN (e que em lugar nenhum foi desmentido).
Mas o Diário "As Beiras"também tinha delegação física em Aveiro em 2001 (deixou de ter delegação primeiro e jornalista depois) e mantinham-se e mantém-se por cá os colaboradores das rádios TSF, Antena 1, RR e pouco mais.
Com isso, Aveiro passa a ser uma cidade sede de concelho e de distrito (e de comunidade, pronto) que tem Um Diário; Um Semanário (propriedade da Diocese); Zero Rádios Locais (a de Ílhavo, Terranova, é que vai cobrir Aveiro); uma Delegação de um jornal nacional; um jornalista da Lusa e uma delegação de televisão...
Falemos das razões e do que isso cria em Aveiro num segundo post
Escrito por JMO às 13:33:00 7 Comentários Links a este post
Palavras-Chave: Erros dos Jornais, Jornalismo, Obituário














