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Thursday, July 17, 2003
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O est�dio... ida para Tribunal, parte I



Um dos dois problemas que a aquisi��o do Est�dio M�rio Duarte pela Universidade tinha conheceu novos desenvolvimentos hoje. O Tribunal de Conta vetou a aquisi��o...

Em declara��es � Ag�ncia Lusa o presidente da C�mara de Aveiro disse que "aventou hoje poder "colocar no mercado" os terrenos do Est�dio M�rio Duarte, caso seja imposs�vel "contornar" um veto do Tribunal de Contas sobre aliena��o do espa�o � Universidade local."

Mas h� mais. Alberto Souto disse, taxativamente que "Se n�o puder vender o espa�o � universidade, coloco-o no mercado", afirmou Alberto Souto (PS), salientando que, dessa forma, obter� maior receita."

A venda dos terrenos � Universidade foi acordada por 2,49 milh�es de euros, seguindo uma avalia��o da Direc��o Geral do Patrim�nio, e Alberto Souto diz que, "como cidad�o de Aveiro", preferia esta alternativa.

Nas suas declara��es � Lusa, o autarca admitiu que ainda seja poss�vel regularizar o processo em sede de recurso, "at� porque um dos ju�zes votou contra, e porque se trata de uma diverg�ncia de interpreta��o sobre o alcance e os limites da autonomia universit�ria".

A Inspec��o Geral de Finan�as j� tinha colocado este caso no Tribunal Administrativo de Coimbra, alegando a mesma quest�o: a autoridade da Universidade para fazer a aquisi��o.

Com este neg�cio por terra, resta-nos duas perguntas: o que ir� fazer Alberto Souto com os terrenos e como devolver � Universidade o que esta j� lhe pagou...

� que a "amea�a" de colocar os terrenos no mercado n�o pode ser de �nimo leve. N�o acredito que queira tentar retiro o uso desportivo/social dos terrenos em sede de PDM. Isso seria um crime. Se j� foi feito, crime � na mesma. Se permitir maior constru��o nos Armaz�ns Gerais, pior ainda... Uma rica embrulhada!

Em causa est� uma �rea de 16.800 metros quadrados, integrando o velho Est�dio Municipal M�rio Duarte e uma zona adjacente para constru��o.
O contrato-promessa, envolvendo a C�mara e os servi�os sociais da Universidade, foi assinado em 30 de Dezembro de 2002 e o pagamento foi acordado em duas presta��es de 1,245 milh�es de euros, uma das quais foi liquidada em 07 de Janeiro deste ano.

Pacheco Pereira e os blogs



Pacheco Pereira coloca o dedo na ferida em opini�o publicada hoje no P�blico. Como estes textos s� ficam dispon�veis durante 7 dias, cometi o pecado de coloc�-lo no meu reposit�rio de textos sobre novas tecnologias com a data de hoje.
A ideia base, correcta e just�ssima para um estudo sociol�gico sobre a sociedade portuguesa � que 2003 n�o fica para a hist�ria sem o arquivo dos blogs portugueses. Algo que � normal nos EUA, onde as publica��es electr�nicas, incluindo blogs, que o queiram podem requisitar um ISSN e ganhar algum estatuto legal. Para al�m disso, seria necess�rio criar uma estrutura que garantisse, a quem quissesse o "backup" dos dados. E fica a ideia: que tal criar um arquivo de blogs?
Algumas das partes mais curiosas do texto:

Uma parte muito significativa do retrato do Portugal contempor�neo perde-se todos os dias sem apelo nem agravo: a Internet portuguesa. Se bem que eu seja suspeito de querer fazer e guardar o mapa com o tamanho do pa�s que representa, ou seja tudo, nem por isso deixo de me preocupar com essa evapora��o invis�vel dos "bits", assim como de outras formas de "efemera", onde uma parte muito especial do nosso pa�s devia ficar para a mem�ria colectiva.

Guardamos e bem os jornais de par�quia, perdemos e mal as p�ginas pessoais, os fanzines obscuros, as revistas electr�nicas, os blogues apagados, os "sites" de futebol, os locais de raiva e paix�o, "hobbies" curiosos, p�ginas que duram a brevidade de uma campanha eleitoral, elogios e insultos (mais os insultos) nos "newsgroups", "chats" estudantis com linguagens �nicas, grafismos de "pastiche", mas reveladores de um gosto ou de escolhas de imita��o, m�sicas experimentais, prim�cias liter�rias, obsess�es, cultos, etc., etc. Deixo de parte outro aspecto, mais de arquivo do que de "biblioteca", do registo permanente de muita da actividade institucional, governo em particular, e que j� se faz usando correio electr�nico, que se apaga para sempre, sem o registo mais dur�vel do papel.

Veja-se o caso da blogosfera. A blogosfera devia ter um "dep�sito obrigat�rio" imediato. Os blogues, enquanto formas individualizadas de express�o, originais e �nicas, s�o uma voz imprescind�vel para se compreender o pa�s em 2003. Eles expressam um mundo et�rio, social, comunicacional, cultural, pol�tico que, sendo uma continua��o do mundo exterior, tem elementos "sui generis".

A lei que obriga ao dep�sito obrigat�rio est� completamente desactualizada, e uma nova lei est� a ser discutida h� tempo demais, sem andar para a frente. Algumas tentativas sem continuidade foram feitas na Biblioteca Nacional, incluindo um estudo em colabora��o com o ISCTE sobre o "arquivamento" da Internet, j� em 2001. Depois disso o que � que se fez?

Eu estou a fazer os poss�veis por alterar este estado de coisas.

Wednesday, July 16, 2003
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Pensamentos de Sao Jacinto



Depois de alguns dias de intervalo, para arrumar melhor o pensamento e diluir poss�veis resqu�cios de ideias feitas, aqui ficam as minhas notas de viagem sobre o Festival Dunas de S�o Jacinto
1) Sistema de transportes respondeu �s necessidades. Claro que no final dos concertos todos queriam ir embora cedo mas...
2) Sistema de entrada relativamente bom, embora n�o consiga extrapolar para o que aconteceria se estivesse mais gente.
3) Bons servi�os de apoio
4) Espa�o - muito espa�o
5) pouca gente - mas � melhor olhar para a nota seguinte
6) Um erro grave na busca pelo objectivo - Fazer um festival para todos � fazer um festival para ningu�m. Fazer para os mais velhos � uma aposta como qualquer outra, mas nesse caso era fundamental adequar as estruturas e os grupos ao conceito. Se queremos atingir um p�blico j� com filhos, est� correcto ter uma creche mas incorrecto come�ar a uma quinta. Se queremos agarrar certos "ouvintes" temos que pensar no que perdemos. Dias tem�ticos, grupos secund�rios que captassem mais gente... S�o tudo dados a ter em conta e que n�o estavam bem explicados...
6)Espero que tenha servido para a economia de S�o Jacinto...
7)Espero que continue, se forem corrigidos os erros.

Nota final - parab�ns (que at� apareceram reproduzidos no ecr�) � vereadora Mar�lia Martins. Dependendo dos custos, acredito que � uma aposta ganha. e mesmo tempo em conta esses...
Espero que com este espect�culo n�o se tenha hipotecado a pol�tica de juventude.

Monday, July 14, 2003
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As mocoes e as saidas...



Desta vez foi Ulisses Pereira, o pai, que deu a sua opini�o em rela��o � discuss�o da Assembleia Municipal. Aguardo a opini�o de Ant�nio Salavessa e dos restantes elementos...

Caro Jo�o Oliveira,

Desta vez � o �pai� que gostaria de comentar a discuss�o e vota��o da mo��o de censura apresentada pelo PCP � C�mara Municipal de Aveiro, na pessoa do seu Presidente, conforme a mo��o expressamente refere.
Como intr�ito, e n�o obstante o pedido de desculpas do meu filho (o do �caldeir�o), gostaria de dizer que estou genericamente de acordo com as suas notas relativas � remunera��o dos pol�ticos, embora tamb�m subscreva por inteiro o coment�rio do �Moliceiro�, pois n�o basta ser um excelente t�cnico para automaticamente se ser um bom pol�tico.

Quanto � discuss�o e vota��o da mo��o de censura apresentada pelo PCP, e muito bem defendida pelo Ant�nio Salavessa, gostaria de deixar tr�s notas:

1) Ao contr�rio do que muitos especulavam, at� o pr�prio Jo�o Oliveira, houve uma vota��o un�nime de todos os Partidos da Oposi��o (incluindo Presidentes de Junta) a favor desta mo��o de censura. S� os Presidentes de Junta que saltaram ou foram �obrigados� a saltar das bancadas dos Partidos da Oposi��o (Nariz e Requeixo) votaram contra. O que n�o admira, face ao namoro �socialista / presidencialista� que lhes � feito. Com certeza que os seus �fregueses� teriam um sentido de voto diferente face �s �ltimas facturas recebidas dos SMA (Servi�os Municipalizados de Aveiro). E, politicamente, h� que retirar as devidas conclus�es desta converg�ncia de opini�es e posi��es. O que estava em causa n�o eram quest�es ideol�gicas, mas o �pisar� dos interesses dos mun�cipes aveirenses.

2) Na realidade, estas facturas de �gua emitidas pelos SMA s�o completamente anacr�nicas. Convido todos a olharem com cuidado para as facturas que passaram a receber. Dois exemplos que conhe�o directamente: a) a factura da sede concelhia do PSD com um consumo de �gua muito pequeno: 25 �, dos quais o consumo de �gua efectivo corresponde apenas a 3 �; b) a factura da minha casa em S. Bernardo: 125 �, dos quais apenas 68 � s�o de consumo. O resto � �disponibilidade de �gua�, �taxa de res�duos s�lidos urbanos�, taxa de res�duos vari�vel�, �disponibilidade de saneamento�, �utiliza��o de saneamento�. N�meros mais do que significativos! Estamos a falar de facturas referentes a 2 meses, metodologia provavelmente adoptada para tirar proveito dos escal�es estabelecidos (e talvez n�o!). Enfim, Aveiro tem a �gua mais cara do Pa�s. E ser� para pagar directamente estes servi�os, ou outras op��es discut�veis do executivo camar�rio?

3) A sa�da intempestiva do Presidente da C�mara quando a bancada do PSD, na sua declara��o de voto final, referia quest�es concretas e construtivas, pedindo apenas abertura e disponibilidade para o estudo de alternativas ao crit�rio utilizado de indexa��o da taxa de res�duos s�lidos ao consumo da �gua, n�o surpreende a quem tem vindo a conhecer no Presidente da C�mara de Aveiro, um esp�rito e um comportamento cada vez mais autocr�tico no tratamento de quest�es p�blicas. Mesmo que tivesse alguma raz�o objectiva, este comportamento � democraticamente inaceit�vel. A democracia n�o se explica, sente-se e vive-se, n�o sendo propriedade de qualquer sector ideol�gico. H� quem �encha a boca� com a palavra democracia e depois actue desta maneira. Se os deputados municipais tivessem falta de educa��o c�vica e democr�tica, ausentando-se quando o Dr. Alberto Souto diz algumas coisas que os incomodam e ferem, e que penalizam os Aveirenses, sem conta seria as vezes que a Assembleia Municipal ficaria sem quorum de funcionamento...

Ulisses Pereira (pai)�Disclosure note�: Presidente da Concelhia do PSD



Thursday, July 10, 2003
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Mocao de censura, parte final!



�ma vista de olhos pelos jornais aveirenses permite observar coisas muito interessantes... Mas a principal � a da mo��o de censura feita pelo PCP � C�mara Municipal de Aveiro.
Gostava de ouvir os protagonistas, em especial os membros da minha lista de mailing muito embora o meu correio electr�nico esteja dispon�vel para todos. Mas enfim, h� pessoas que t�m um certo medo de dar a conhecer os seus argumentos em p�blico...

Pedindo desde j� desculpas, e por que n�o estive na Assembleia Municipal, transcrevo o texto do jornalista Rui Cunha, do Di�rio de Aveiro

Direita alia-se ao PCP mas mo��o n�o passa
Nem mesmo a alian�a entre direita e PCP serviu para fazer aprovar a mo��o de censura apresentada em Assembleia Municipal pelos comunistas

O PSD e o CDS/PP optaram por aliar-se ao PCP, mas a mo��o de censura � C�mara apresentada por iniciativa dos comunistas foi anteontem chumbada pela Assembleia Municipal (AM) de Aveiro. A primeira mo��o de censura alguma vez discutida na AM tinha por finalidade expressar o descontentamento do PCP pela indexa��o ao consuma da �gua da tarifa de res�duos s�lidos urbanos e por n�o ter sido revisto o contrato com a SUMA, empresa que presta servi�os de recolha de lixos no concelho.
�� uma forma de c�lculo injusta, contra a qual os aveirenses t�m protestado�, frisou Ant�nio Salavessa sobre a nova tarifa, em vigor h� poucos meses, revelando possuir um abaixo-assinado com quatro centenas de subscri��es.
Os argumentos do comunista geraram unanimidade entre toda a oposi��o. Para Jorge Nascimento (CDS/PP), a autarquia aveirense �est� penhorada � SUMA devido a uma volumosa d�vida que n�o consegue solver�, acrescentando Ant�nio Granjeia, do mesmo partido, que a C�mara deve �quela empresa uma verba correspondente a mais de 15 meses de servi�os.
Alberto Souto, presidente do munic�pio, acusou Ant�nio Salavessa de �prestar um mau servi�o � democracia� por ter apresentado uma mo��o de censura �sem prud�ncia e sem rigor� e visando apenas �ganhar um t�tulo nos jornais�.
O autarca socialista anunciou na AM ter renegociado com a SUMA um novo contrato de presta��o de servi�os, permitindo uma poupan�a de 500 mil euros anuais e garantindo uma melhoria na assist�ncia prestada. �N�o estamos ref�m da SUMA, estamos � muito satisfeitos com o servi�o�, vincou Alberto Souto, lembrando que Aveiro �� a cidade mais limpa do pa�s na sua categoria de popula��o�. Acrescentou ainda que esta empresa pratica dos pre�os mais baratos do mercado.
A indexa��o da tarifa de res�duos s�lidos ao consumo de �gua � o sistema �menos injusto�, afirmou o presidente da autarquia, explicando que esta metodologia de c�lculo � aplicada por dezenas de c�maras do pa�s. �� direita, ao centro e � esquerda, todos acham que � o melhor m�todo�, disse, destacando ser �injusto� se a autarquia optasse por aplicar uma tarifa fixa a todos os mun�cipes. O modelo poder�, contudo, sofrer melhoramentos, disse Alberto Souto, acrescentando que h� cidad�os isentos do pagamento. �Ficava-lhe bem retirar a mo��o�, concluiu o autarca, dirigindo-se a Ant�nio Salavessa. A mo��o acabaria por ser votada, recolhendo 15 votos a favor e 21 contra.

O incidente

Era quase meia-noite e a sess�o da Assembleia Municipal aproximava-se rapidamente do final. Manuel Ant�nio Coimbra lia a declara��o de voto do PSD referente � mo��o de censura afirmando que a C�mara de Aveiro n�o se havia mostrado aberta e dispon�vel para estudar propostas de aperfei�oamento do modelo de cobran�a da tarifa de res�duos s�lidos urbanos. Alberto Souto, presidente da autarquia, irritado com a acusa��o � que j� havia sido repetida pelo social-democrata pelo menos duas vezes na mesma sess�o �, levantou-se da mesa, pegou na sua mala e abandonou a sala.
Frases da Assembleia Municipal

��PCP de Aveiro ataca PCP do resto do pa�s� � o t�tulo que poderia sair desta Assembleia Municipal�
Filipe Neto Brand�o (PS), lembrando que o PCP pratica a indexa��o dos res�duos s�lidos ao consumo de �gua em algumas c�maras onde � poder

�A indexa��o � �gua � uma pol�tica que n�o faz parte dos princ�pios aut�rquicos do PCP, e eu tenho dito isso v�rias vezes�
Ant�nio Salavessa (PCP)

�Esta mo��o � um cart�o vermelho � C�mara�
Ant�nio Santos Costa (CDS/PP)

�Assuntos como as taxas incitam � demagogia, e o PCP n�o resistiu�
Raul Martins (PS)

�O coelho que Alberto Souto tirou da cartola deve merecer a indigna��o da Assembleia Municipal�
Ant�nio Salavessa, sobre o an�ncio de que o contrato com a SUMA foi renegociado pela C�mara sem conhecimento da AM

�Consta por a� que a SUMA amea�ou terminar os servi�os prestados � C�mara de Aveiro por falta de pagamento�
Ant�nio Salavessa

�Alberto Souto colocou a C�mara de Aveiro num atoleiro�
Jorge Nascimento (CDS/PP)

�Se algu�m merece censura � Ant�nio Salavessa�
Alberto Souto, presidente da C�mara

�No PS costumam dizer que sou de direita. Agora o CDS chama-me socialista de proveni�ncia radical�
Raul Martins


Saliento que gostava de ouvir todos os intervenientes, por isso DESAFIO-OS a escrever. Mas deixo j� uma nota em jeito de coment�rio: Com as cit��es que leio aqui, demonstrou-se mais uma vez o feitio autocr�tico de Alberto Souto... O que n�o ajuda nada a conseguir ter uma vis�o saud�vel dos seus feitos � frente da CMA...


Afirmacoes



O nosso leitor Moliceiro voltou a entrar fundo em alguns dos problemas de Aveiro.

"H� muito que Aveiro n�o exporta pol�ticos. Que n�o tem pol�ticos com voz nacional. Nos anos mais recentes, o paradigma do pol�tico aveirense foi o inenarr�vel Candal. Foi a nossa gl�ria. Afrontou o Portas com um charuto trancado nos queixos e os jornais gostaram. Resultado: o Portas � ministro e o Candal j� n�o escandaliza. A verdade � que depois do Vale Guimar�es, adepto do Belenenses, Aveiro cultivou um umbigo pacato e pac�vio. Perspicaz e diletante, o Dr. Soares l� foi buscar o Vale Guimar�es para seu mandat�rio. Tratou-se do reconhecimento que os aveirenses nunca lhe souberam prestar. Quem se lembra dos cabe�as de lista �s elei��es para deputados do distrito de Aveiro? Do �ngelo. Do Pacheco. Do Mendes. Reparo que s� citei gente do PSD. Dos do PS j� nem sei quem s�o. Importamos pol�ticos, isso sim. Nunca li, dessa gente, uma estrat�gia para o distrito. Ou, pelo menos, assumirem que o distrito, pelo menos o de Aveiro, como entidade pol�tica, n�o tem futuro. O Vale Guimar�es, esse, tinha uma ideia: a da coes�o federativa do distrito porque sabia n�o existir uma coes�o natural, espont�nea. O que se pode pensar de uma cidade que aturou, sem inc�modo, um Gir�o? Ou de um distrito que suportou, sem sobressalto, um Mada�l?

Tuesday, July 08, 2003
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Aveirenses bloguistas procuram-se

Gostava de ficar a conhecer outros blogues e bloguistas aveirenses, quer escrevam sobre a regiao quer nao. Escrevam-me ou deixem comentario com o contacto


Monday, July 07, 2003
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Ordenados dos politicos - Texto de Ulisses Pereira (filho)



Dado o brilhantismo da cronica, acredito que os comentarios nao se farao tardar!

Em primeiro lugar, queria dar os parab�ns ao Jo�o pela qualidade das participa��es neste �cantinho� que j� vai sendo de visita obrigat�ria di�ria. Em segundo lugar, gostaria de pedir desculpas por vir tocar num tema que j� foi aqui discutido mas que, por falta de tempo a que o caldeir�o me obriga, n�o tive possibilidade de escrever sobre ele.

N�o sou pol�tico, nem tenho ambi��o a ter qualquer carreira pol�tica. Talvez por isso, esteja � vontade para escrever sobre isso sem medo de n�o alinhar pelo que � politicamente correcto. Compreendo que quem v� a votos tenha que ter esse g�nero de preocupa��o, mas a minha rela��o com as urnas de voto � s� mesmo para eu ir l� colocar a cruzinha no papel.

N�o vou aqui falar da forma como a maioria das pessoas sobe na carreira pol�tica. A maior parte dos leitores deste espa�o conhece bem o interior dos partidos e sabe bem como o jogo de influ�ncias, o favor aqui retribu�do ali, a vingan�a - entre outros �fant�sticos� motivos � s�o decisivos para a ascens�o a lugares de relevo na pol�tica a pessoas cuja compet�ncia � pouco mais do que med�ocre.

O que quero falar � sobre os ordenados dos pol�ticos. Pode parecer criminoso, em tempo de depress�o (fujo a sete p�s da palavra �recess�o�) econ�mica, dizer que os pol�ticos deviam ser melhor remunerados. Mas a verdade � que enquanto os pol�ticos n�o forem melhor pagos, continuaremos a n�o ter os melhores nos lugares de decis�o pol�tica.

Perdoem-me os v�rios pol�ticos que l�em este espa�o (o meu pai inclu�do) mas, na minha opini�o, os mais competentes Homens (leia-se �homens e mulheres�) n�o est�o na pol�tica e deveriam estar.

Face � med�ocre qualidade de alguns dos pol�ticos actuais, diria que muitos deles s�o at� demasiado bem pagos! Contudo, isso n�o invalida que eu ache que a elite da classe pol�tica tenha que ser muito bem paga (ao n�vel dos gestores de topo das maiores empresas nacionais), sob pena de continuarmos a n�o termos � frente dos mais importantes �rg�os legislativos e executivos do nosso pa�s, as mais competentes pessoas.

Sei que muitos daqueles que est�o a ler estas linhas, estar�o j� cheios de vontades de dizer que a pol�tica � muito mais do que uma mera forma de ganhar uns tost�es e �, sobretudo, um servi�o prestado ao pa�s. Concordo completamente, mas hoje em dia n�o podemos estar apenas a contar com o esp�rito altru�sta de alguns. � imperioso que se consigam reunir um elevado n�mero de argumentos que aliciem as �grandes cabe�as� deste pa�s a abra�arem a actividade pol�tica.

Recordo-me, por exemplo, da vontade que o Dr. Dur�o Barroso tinha em ter o Dr. Ant�nio Carrapatoso, administrador da Vodafone Telecel, no seu Governo. Quando fiz as contas, verifiquei que, caso aceitasse o convite, o Dr. Ant�nio Carrapatoso ia ganhar num ano aquilo que ganha, actualmente, num m�s. Surpreendeu algu�m que ele tivesse declinado o convite? A mim n�o...

Olhem para a nossa Assembleia da Rep�blica e analisem a qualidade dos deputados que a constituem. � claro que h� v�rios deputados com muito n�vel, mas confesso conhecer alguns que n�o t�m qualidade para pertencerem �quela casa. Se l� est�o � pela forma como a ascens�o na carreira pol�tica � feita e pelo facto de l� faltarem dezenas de potenciais deputados que n�o est�o interessados em l� estar, devido ao facto de n�o ser aliciante economicamente.

Muitos rejeitam o aumento das remunera��es da classe pol�tica pelas dificuldades econ�micas do pa�s, mas eu pergunto: Quantos milh�es, no m�dio/longo prazo, produziria a mais o nosso pa�s caso estivessem � frente dos seus destinos as pessoas mais competentes? Seria o aumento dos ordenados dos membros do Governos que iria fazer aumentar a crise? E, em rela��o aos deputados, porque n�o aumentar os seus vencimentos e reduzir o n�mero de deputados, tornando esta medida vi�vel e sem custos adicionais?

Claro que, aqueles que pertencem aos partidos e lidam diariamente com a �guerra dos lugares� come�a logo a argumentar contra esta �ltima hip�tese, sob pena do Parlamento ser desvirtuado. � facilmente compreens�vel o �nervoso miudinho� que deles se apodera quando se toca neste assunto, pois passaria a ser cada vez mais complicado o degradante jogo de bastidores para colocar na AR alguns frutos de favores.

O que eu estou aqui a escrever n�o � original. J� v�rios pol�ticos se manifestaram no sentido do aumento do vencimento dos deputados. O que � certo � que, na altura da verdade (leia-se �na hora de alterar a lei�), come�am a pensar nos votos, a temer a reac��o popular e � como � seu apan�gio � abandonam a ideia, receando a perda de popularidade.

Quero ver � frente do meu pa�s, as mais competentes pessoas. Quero que as pessoas n�o deixem de ser deputados ou ministros porque n�o s�o bem pagas. Quero que as mais competentes pessoas do meu pa�s o liderem. Gostava que, um
dia, as pessoas percebessem que pagar mais aos pol�ticos, em vez de custar dinheiro ao pa�s, no longo prazo, daria muito dinheiro a Portugal.
Eu sei que � politicamente incorrecto dizer isto. Eu sei que muitos pol�ticos n�o dizem isto porque s�o pol�ticos. Eu sei que n�o sou pol�tico e, por isso, posso dizer � vontade o que acho sem medo de nada. E o que eu acho � que os pol�ticos deviam ser mais bem pagos. Mesmo que isso n�o bastasse para resolver os problemas da nossa classe pol�tica. Mas tenho a certeza que, caso sentissem os seus lugares amea�ados, muitos dos nossos pol�ticos fariam muito melhor do que o que fazem hoje.

Ulisses Miguel Couceiro Pereira (o filho)
www.caldeiraodebolsa.com

um moliceiro an�nimo



Um nosso leitor, an�nimo, com o nome de Moliceiro acha que nao temos sociedade civil. Ficam aqui os seus coment�rios, que devemos n�ps comentar! Eu aguardo o meu pr�ximo texto para falar sobre o assunto...

aveiro n�o tem sociedade civil. � uma cidade que foi perdendo a mem�ria ap�s o crescimento delirante que o dr. gir�o protagonizou. h� algo de pat�tico numa cidade que tem uma universidade mas n�o tem uma cultura. um dia destes, passando na avenida, agora assassinada pelo souto com a passagem disnevelada, vi o artur fino, o do teatro e da pintura. n�o pude deixar de pensar: ele conseguiu ser maior do que a cidade.

Friday, July 04, 2003
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Um texto de qualidade



Jos� Pacheco Pereira � um descomprometido, um vision�rio, por vezes, e um fatalista paciente.
A sua cr�nica no Abrupto sobre aquilo que aconteceu entre o presidente Berlusconi e o eurodeputado alem�o � importante.

� importante por v�rios motivos: para podermos perceber, enfim, aquilo que se passou. Para termos o ambiente vivido, algo que grande parte dos outros jornais n�o refere, diabolizando o presidente Berlusconi. Algo tamb�m para voltar a lan�ar o debate sobre a import�ncia dos blogs, das pessoas medi�ticas e das novas formas de jornalismo. Ou pelo menos da forma como temos que ver o jornalismo.

Recomendo vivamente que leiam. E que digam o que sentem.


Thursday, July 03, 2003
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As institui��es



Enquanto aguardamos, com a sensa��o que n�o serve para nada mas o prazer que o debate pol�tico d�, o balan�o da mo��o de censura do PCP (e comportamento da oposi��o PSD/CDS) gostava que debatessemos o papel da sociedade c�vil no futuro de Aveiro.

Sociedade civil � um eufemismo curioso para designar as estruturas e cidad�os individuais que, n�o estando ligados a estruturas de governo, tentam intervir no processo participativo e pol�tico. Exclui-se, � claro, os partidos pol�ticos, que j� s�o formados para essa interven��o e por isso n�o se enquadram no t�tulo.

Por esta defini��o, parte-se do princ�pio que �sociedade civil� deve ter a for�a para �alavancar� e trabalhar em �reas complementares ou fundamentais, colmatando erros do Estado ou entrando em sectores n�o cobertos ou deficientemente garantidos.

As associa��es empresariais, desportivas, entidades de servi�os, institui��es ligadas ao ensino, cultura, justi�a social s�o alguns dos exemplos que � poss�vel dar. E ter� que ser com essas entidades que criamos uma nova cidade e uma nova cultura.

Aquilo que irei iniciar aqui, entrecortado com as informa��es para um Aveiro melhor (e mais informado), � o debate necess�rio sobre as v�rias institui��es. Apelo para o vosso desafio pois o blog � de todos. Quem quer come�ar?