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Tuesday, January 28, 2003
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Estrat�gias de futuro

Referi na cr�nica anterior que esta cidade-concelho precisa de ser pensada de novo. A voragem do tempo passa por Aveiro e se alguns definem e acreditam que esta cidade continua a ser bem definida, outros acreditam que Aveiro est� a ser criada de uma forma curiosa, pensada de determinada maneira mas sem eixos estruturantes. E como � importante pensar que uma cidade e um concelho (indissoci�veis) s�o muito daquilo que as suas pessoas s�o (sejam empreendedoras, mesquinhas, lentas ou eficazes) e que se reflectem, ou n�o, nas suas institui��es, acredito profundamente que esta regi�o precisa de um aban�o, externo ou interno para reagir de um certo bloqueio...

Aveiro n�o precisa de ter tudo. Mas conv�m que tenha algo que capta a aten��o das suas gentes. Precisa de ter cultura (no seu sentido mais lato), habita��o, zonas verdes (n�o gosto muito da express�o �espa�os verdes�, faz-me uma certa claustrofobia�), qualidade de vida� Acham que precisa mais alguma coisa?

Digam com sinceridade que Aveiro precisa de ter consensos? Digam que Aveiro precisa ter tudo? Eu digo, pelo menos, que precisamos ter caminhos e precisamos ter vis�o de futuro. E em que cidade e concelho queremos n�s viver nos pr�ximos 20 anos? N�o � esta a �nica pergunta que importa?

Eu, pelo menos, n�o quero viver numa cidade que tem casas e estradas e casas e estradas e que perdeu a sua virgindade pequena para ser uma pequena cidade grande com os seus defeitos e poucas das suas qualidades. Como espa�o geogr�fico, Aveiro precisa da sua hist�ria � patrim�nio, cultura e gentes � ainda mais vincada do que os outros espa�os�

Mas esta conversa sobre o futuro precisa voltar ao presente. Como lembrei na semana passada, temos um tecido associativo, bem, que precisa tamb�m de um aban�o� Algumas das situa��es mais curiosas passam com a �acultura��o� de alguns dos futuros membros ilustres da nossa terra, verdadeiros agentes de mudan�a que s�o afectados pelo mutismo reinante em Aveiro. � preciso despertar consci�ncias e mudan�as nesta cidade!

Um outro exemplo da falta de estrat�gia� ou pelo menos de uma melhor defini��o do que esta regi�o � a Rota da Luz. Independentemente das considera��es que pretendemos ter sobre a regi�o, acreditam sinceramente que as praias ir�o ser valorizadas no futuro? O futuro no turismo est� no PASSADO! Como a nossa tend�ncia � de destruir os habitats �naturais�, sejam eles constru�dos ou verdes, a fun��o maior do turismo ser� o regresso aos valores tradicionais. E Aveiro? Est� apostar nisso? Ou precisa de mudar?

E o concelho no seu todo? Quem acredita nesta terra j� visitou o concelho no seu todo? J� passeou por Sarrazola, Carregal, Bonsucesso, Picoto, Nariz? J� viu como est� a regi�o a crescer? De que forma? Pensada, definida, acertada, correcta, viva? � de pensar�

Tuesday, January 21, 2003
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Ainda o M�rioDuarte II

Na mesma edi��o, pr�xima de 23 de Janeiro, o Campe�o das Provincias vai publicar uma resposta, mais uma, e final, do mesmo amigo Gon�alo Fonseca. Transcrevo-a, dada a facilidade deste meio para a informa��o correcta e com tempo �til, de modo a que as nossas ac��es sejam julgadas pelos leitores.

A pol�mica terminou no jornal mas continuar� na Internet... :)

Esclarecimento da Presid�ncia da C�mara Municipal de Aveiro

Na edi��o do passado dia 16 de Janeiro de 2003 do Seman�rio Campe�o das Prov�ncias, foi publicada uma segunda cr�nica em resposta ao nosso esclarecimento sobre o processo de venda do Est�dio M�rio Duarte � Universidade de Aveiro, assinada por Jo�o Manuel Oliveira.

Por se retomar e reafirmar factos n�o ver�dicos, vale a pena retorquir.

Meu caro amigo Jo�o Oliveira :

Ainda antes de entrar na subst�ncia, h� uma premissa que dever� ser sempre salvaguardada quando argumentamos e discutimos pontos de vista diferentes � � o acreditar que ambos estamos de boa f� e aquilo que � afirmado por algu�m s� dever� ser contrariado se houver provas em contr�rio ou se estiverem em causa quest�es meramente conceptuais.

E n�o foi disso que se tratou.

Isto para dizer que, ao afirmarmos que a zona do Est�dio M�rio Duarte representaria para a C�mara um valor de 1,5 milh�es de contos e que esse valor faz parte do plano de pagamento da constru��o do novo est�dio, estamos a
confirmar n�o s� o que sempre foi dito como a deixar em aberto a possibilidade de esse valor ser ainda superior. Que n�o haja sobre isto a menor d�vida.

Por outro lado, � francamente desajustado da realidade pensar que aqueles que t�m obriga��es p�blicas e cujas decis�es tem consequ�ncias directas na vida das pessoas, gerem os seus compromissos com a leviandade semelhante � critica efectuada.

� �bvio que ningu�m apresenta um Estudo Urban�stico ou um Plano de Pormenor sem este estar suficientemente conclu�do para ser apreciado publicamente.
Mas tamb�m � evidente que ningu�m se atreve a falar sobre a mesma mat�ria se n�o houver previamente uma an�lise cuidada, uma ideia definida e as condicionantes avaliadas. E foi t�o somente isto que se passou.

A C�mara partiu para a elabora��o deste estudo que, mais tarde se transformar� em Plano de Pormenor, com v�rias premissas e uma delas � a salvaguarda do corredor verde entre o Parque D. Pedro e o Parque de Santiago.

Mas, quais Velhos do Restelo, a C�mara tamb�m fez uma proposta � Assembleia Municipal de Aveiro para que esta crie uma Comiss�o de Acompanhamento do Plano de Pormenor do M�rio Duarte.
E n�o � que esta proposta foi aceite e aprovada por unanimidade dos Partidos.
E n�o � que � data da primeira e da segunda cr�nica do meu amigo Jo�o Oliveira esta proposta j� constava na Ordem de Trabalhos da Assembleia Municipal.

Meu Caro Jo�o, penso que interpretaste mal as nossas palavras. E tomo esta tua interpreta��o como uma inevitabilidade das tuas novas fun��es em Lisboa para as quais desejos sinceramente os maiores sucessos. N�o se consegue estar em dois lados ao mesmo tempo muito menos quando o tempo � pouco para um s� lado.
Os tais Aveirenses que fal�vamos n�o eras tamb�m tu mas aqueles que, subtilmente, te fizeram chegar essas informa��es desconformes.

Mesmo que eu n�o fosse um adepto convicto da constru��o do Est�dio, que n�o � verdade, n�o o diria agora, deixava para quando ele estivesse constru�do, n�o fossem pensar que em tempo de �vacas magras� as convic��es se alteram.

Isto para te dizer que, ficarei sempre agradecido quando as manifesta��es de solidariedade se sustentarem em convic��es, mas sobre elas n�o ficarei de passar factura...

Pelo Gabinete da Presid�ncia
O Adjunto do Presidente da C�mara
a) Jos� Gon�alo Fonseca

Estrat�gias

Socializar � fundamental. Em especial quando nos permite desenvolver o pensamento e afinar as ideias que se v�o desenvolvendo no dia-a-dia. Permite alimentar d�vidas met�dicas, tirar certezas insofism�veis e criar ferramentas esclarecedoras dependendo da qualidades dos parceiros com que conversamos.
Este interl�dio permite marcar o ponto de situa��o sobre Aveiro. Sobre esta cidade mas tamb�m sobre uma regi�o e uma l�gica de cria��o/utiliza��o de recursos p�blicos que predomina.

Olhar para Aveiro-capital � tamb�m premissa essencial para compreender a cidade. Claro que para isso temos que partir da ideia que existe o objectivo de continuar a fazer de Aveiro a �Capital� de uma regi�o com uma multiplicitude de espa�os e de fun��es. S� que para isso existe uma l�gica de regi�o, mais do que uma l�gica de espa�os agregados e definidos por concelhos. Os autarcas, os eleitos pelas Assembleias e os cidad�os que os elegeram necessitam de pensar mais do que a expans�o do seu concelho. Algo que n�o lhes d� voto, � certo, mas a utopia que fizeram algo de melhor para todos.

A quest�o estrat�gica de cada concelho �, assim, n�o s� a necessidade de ver os seus recursos, a sua posi��o no todo como, a meu entender, a necessidade de ver o seu PAPEL nesse todo. Optar, fazer apostas � aquelas mat�rias que mais do que votos, custam votos e dinheiro � mas que s�o fundamentais para ser excel�ncia.

Claro que h� outra possibilidade: dar-se a todas as �reas fundamentais o mesmo e elas e os seus agentes, organicamente, decidem aquilo que pretendem fazer, nascem, morrem... � outra estrat�gia, t�o v�lida como qualquer outra mas que aniquila, com clareza, aquilo que cada regi�o tem de bom.

No que respeita a uma cidade-concelho como Aveiro, � importante referir tanto aquilo que � como aquilo que pretende ser. Aquilo que pretende mostrar ao mundo, aquilo que � capaz de dar vida. Algo que n�o entendo e que demonstra uma vis�o completamente diferente da minha �, essencialmente, uma coisa: ter algo s� para mostrar que se tem, sem defini��es � fui contra alguns dos projectos que j� n�o existem exactamente por isso...

Antes de falar no futuro � para esse dedicarei o pr�ximo artigo � gostava de falar nas direc��es que estamos a caminhar. Em termos de cidade, avan�a-se de forma decisiva para a conquista de espa�os soltos � Agras do Norte, Barrocas, Plano do Centro, 109 e continua��o da Avenida Dr. Louren�o Peixinho ir�o avan�ar por todos os espa�os livres de contru��o dentro dos chamados limites hist�ricos (109 e Mar). Em termos de tecido associativo, a situa��o � como �: uma A.I.D.A. que tem o mesmo problema de Aveiro face ao Porto (falta de peso), uma A.C.A. que, ao contr�rio dos seus associados e a exemplo da confedera��o do com�rcio, n�o sabe muito bem o que deve ser, e um conjunto de entidades com peso muito relativo: Miseric�rdia, entidades com liga��o � Igreja, Rot�rios, Lions e algumas associa��es culturais, umas mais vivas do que as outras. Isto sem falar no desporto em que com excep��o dos jogos grandes, o M�rio Duarte n�o enche, as colectividades amadoras est�o a lutar com dificuldades e v�o tentando sobreviver. E s� estou a falar da cidade...

PS � A intemp�rie estragou o rel�gio do Polis. Esperemos que seja apenas o rel�gio a estar atrasado...

Thursday, January 16, 2003
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A resposta - M�rio Duarte II

Eu gostava de falar nos problemas do temporal, das cheias e das quest�es preventivas mas n�o posso deixar de lado os esclarecimentos da C�mara Municipal de Aveiro em rela��o ao M�rio Duarte, publicados na passada semana e que se referiam ao artigo assinado em parceria com Nuno Arroteia e onde escrev�amos sobre o Est�dio M�rio Duarte. Com efeito, o esclarecimento assinado por Gon�alo Fonseca, um amigo que muito prezo, tem, todavia, tantos pontos por explicar como o pr�prio neg�cio. Refere ele que �os autores esquecem que, naquele valor, n�o se inclu�a apenas o terreno a adquirir pela Universidade, mas, tamb�m os outros terrenos na �rea envolvente. Ou seja, n�o � de excluir que a urbaniza��o da zona em causa possa significar um valor at� superior ao 1,5 milh�es de contos�.
A verdade � que, tal com � reconhecido no ponto 1, a possibilidade do Est�dio M�rio Duarte vir a ser alienado � Universidade de Aveiro vinha sendo equacionada publicamente e entre ambas as partes por um valor tamb�m ele p�blico, de 1,5 milh�es de contos. Atendendo a que os montantes envolvidos s�o agora menores, � �bvio que cabe � CMA informar que afinal o neg�cio j� n�o � o mesmo do que se tinha dado conhecimento �s entidades mencionadas�
Mais caricato � a quest�o sobre o fim ou n�o do �corredor verde�. Segundo Gon�alo Fonseca �� absolutamente falso que o projecto signifique o fim do �corredor� verde ligando a Baixa de Santo Ant�nio ao Parque de Santiago. Pelo contr�rio, pela primeira vez ser�o criadas condi��es para que esse �corredor� � actualmente inexistente - venha a ser criado e fru�do. Lamentavelmente, � a segunda vez que algu�m, sem nunca ter visto o projecto � at� porque ele ainda n�o existe � vem criticar a C�mara por um pecado que ela nunca quis cometer�.
Vamos por partes. Se enquanto n�o houver projecto eu n�o posso dizer que ele vai ser destru�do, tamb�m ningu�m da c�mara me pode garantir que ele vai ser mantido (como o senhor presidente da C�mara j� o afirmou). Por outro lado, n�o havendo projecto, curiosamente, j� a Direc��o-Geral do Patrim�nio deu um certo valor a um est�dio e tamb�m j� foram referidas � pela C�mara � �reas de constru��o� numa �rea sem projecto� E quando se referem cinco/seis pisos para o local do campo de treinos, apenas posso vir a pensar que o tal corredor verde possa vir a ser, efectivamente, um mero corredor�
Mas a argumenta��o mais grave est� explicita no ponto seguinte. Segundo Gon�alo Fonseca, a �C�mara est� a elaborar um estudo urban�stico para toda a zona assente em tr�s premissas: (1) baixa densidade de constru��o e c�rceas m�ximas de cinco/seis pisos; (2) preserva��o do campo de futebol; (3) criar o �corredor� verde entre o Parque D. Pedro e o de Santiago. Este estudo, a seu tempo, ser� objecto de aprecia��o pelos �rg�os competentes e por todos os interessados�.
CINCO/SEIS PISOS? Caros cidad�os de Aveiro, desloquem-se ao Parque e aos terrenos actualmente na posse do S.C.Beira-Mar e observem. Um espa�o ocupado pelo campo de treinos e pouco mais� imaginem o campo de futebol sem bancadas e imaginem que essa �rea ter� que ter uma ou mais vias de acesso. Imaginem aquelas premissas que acabaram de ser ditas� Imaginem que o espa�o actualmente existente na zona apenas tem moradias nesse local� Gostam do que est�o a imaginar?
Para al�m disso, atendendo � eventual pol�mica em torno dos destinos dos terrenos do M�rio Duarte, porque � que a CMA est� a elaborar um estudo urban�stico e n�o um plano de pormenor? � que um plano de pormenor obrigaria a um debate mais amplo, inclusiv�, teria que ser aprovado na Assembleia Municipal, e por isso, traria muito mais participa��o c�vica. Assim, provavelmente vai ser um plano escondido, s� da responsabilidade do executivo e em que muitos dos interessados nem saber�o da sua exist�ncia. E antes que me apontem o dedo: n�o tenho casa na zona e tamb�m n�o tenho interesses nenhuns nos locais que estou a comentar�
Caro Gon�alo Fonseca. S� n�o gostei mesmo do teu �ltimo ponto. Para quem te apoiou em projectos que poderiam levantar pol�micas, dizeres que sou �alguns Aveirenses procurem denegrir em vez de ajudar, enfatizem os riscos em vez de contribu�rem para os minorar, sejam maledicentes e nada construtivos. O Restelo, afinal, fica aqui t�o perto�, � no m�nimo curioso� E como nunca fui grande apoiante, muito pelo contr�rio, do est�dio municipal de trinta mil lugares.
Os novos do Restelo acreditam que h� outras prioridades, h� outras formas de fruir a cidade. Nunca se deve confundir cr�tica aberta e franca com formas destrutivas de actuar. Mas tamb�m n�o aceito que me tentem levar por caminhos que n�o sei se quero ir, dada a pouca confian�a que tenho na forma como me obrigam a ir� � que se h� coisa que n�o gosto � que me digam que a SOLU��O � uma, sem me dizer qual �

Wednesday, January 08, 2003
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Em rela��o ao artigo sobre o Est�dio M�rio Duarte, recebi, atrav�s do Campe�o das Prov�ncias a seguinte nota que foi publicada... Em rela��o a ela, responderei em breve...

Esclarecimento da Presid�ncia da C�mara Municipal de Aveiro


Na edi��o do passado dia 26 de Dezembro de 2002 do Seman�rio Campe�o das Prov�ncias, foi publicada uma pequena cr�nica sobre o processo de venda do Est�dio M�rio Duarte � Universidade de Aveiro, assinada por Jo�o Manuel Oliveira e Nuno Arroteia. Lamentavelmente, essa cr�nica baseia-se em �d�vidas� e deturpa os factos, faz insinua��es e afirma��es disparatadas, esquece o mais elementar dever de rigor e prejudica a reflex�o p�blica para a qual diz querer contribuir.

Importa por isso esclarecer o seguinte:

1. A possibilidade de o Est�dio M�rio Duarte vir a ser alienado � Universidade de Aveiro tem vindo a ser equacionada publicamente e entre ambas as partes, h� pelo menos dois anos, tendo disso conhecimento os �rg�os municipais (Executivo, Assembleia Municipal e Junta de Freguesia), e todas as entidades directa ou indirectamente envolvidas, formal ou informalmente (S. C . Beira-Mar, Federa��o Portuguesa de Futebol, Sociedade EURO 2004, UEFA e o Governo), sem que nenhuma delas tivesse manifestado alguma oposi��o em rela��o � entidade adquirente.
2. A aliena��o em causa far-se-� pelos valores estipulados na avalia��o efectuada pela Direc��o Geral do Patrim�nio, nos termos da lei. A delibera��o camar�ria respectiva versou sobre a minuta da opera��o e n�o foi, nem tinha que ser, comunicada ao S. C. Beira-Mar, perfeitamente conhecedor que estava das inten��es da C�mara.
3. � rotundamente falso que o est�dio �vai parar �s m�os da Universidade por pouco mais de um ter�o do que, h� pouco tempo, a c�mara queria pelo neg�cio (1,5 milh�es de contos...�dos terrenos do M�rio Duarte. Os autores esquecem que, naquele valor, n�o se inclu�a apenas o terreno a adquirir pela Universidade, mas, tamb�m os outros terrenos na �rea envolvente. Ou seja, n�o � de excluir que a urbaniza��o da zona em causa possa significar um valor at� superior ao 1,5 milh�es de contos.
4. � absolutamente falso que o projecto signifique o fim do �corredor� verde ligando a Baixa de S.to Ant�nio ao Parque de Santiago. Pelo contr�rio, pela primeira vez ser�o criadas condi��es para que esse �corredor� � actualmente inexistente - venha a ser criado e fru�do. Lamentavelmente, � a segunda vez que algu�m, sem nunca ter visto o projecto � at� porque ele ainda n�o existe � vem criticar a C�mara por um pecado que ela nunca quis cometer.
5. A C�mara est� a elaborar um estudo urban�stico para toda a zona assente em tr�s premissas: (1) baixa densidade de constru��o e c�rceas m�ximas de cinco/seis pisos; (2) preserva��o do campo de futebol; (3) criar o �corredor� verde entre o Parque D. Pedro e o de Santiago. Este estudo, a seu tempo, ser� objecto de aprecia��o pelos �rg�o competentes e por todos os interessados.
6. Decorrem negocia��es entre a C�mara e o S.C.Beira-Mar relativas a todos os aspectos associados � constru��o/gest�o do novo est�dio municipal e � desactiva��o do M�rio Duarte, cujos termos, a seu tempo, ser�o submetidas aos �rg�os competentes para aprecia��o e aprova��o.
7. A vinda do EURO 2004 em futebol e a constru��o do novo est�dio constituiu na altura uma grande vit�ria para Aveiro, celebrada por todos. � lament�vel, mas n�o surpreende que, perante a dimens�o do desafio e as dificuldades supervenientes que � necess�rio superar, alguns Aveirenses procurem denegrir em vez de ajudar, enfatizem os riscos em vez de contribu�rem para os minorar, sejam maledicentes e nada construtivos. O Restelo, afinal, fica aqui t�o perto.


O Gabinete da Presid�ncia da C�mara
Gon�alo Fonseca