Continua a troca de comentários nos jornais... Acutilantes:
Escusadas indignidades
Havia fundadas razões para prever que os vencedores não saberiam respeitar os vencidos. E aí está a confirmação. Em vez de se afirmarem pela construção de Aveiro e por valores da elevação cívica, não resistem à tentação de tentarem denegrir a obra e o homem. Procuram insultar o túmulo político, à míngua de vida própria para mostrar. Não têm respeito por quem perdeu, nem decoro em exibir a indigência do espírito e não me querem deixar morrer em paz. Assim seja, vou ressuscitando à medida do que for necessário para defender a honra e o bom nome de pessoas que não têm culpa de ser competentes e sérias e de ter estado comigo num projecto que marcou o futuro de Aveiro.
1- Sobre a PDA e o contrato celebrado com o Dr. Miguel Lemos está já tudo explicado. Resta só que sanearam o Dr. Miguel Lemos ao abrigo do «período experimental», o que é juridicamente delicioso para alguém que trabalha há quatro anos na empresa?Claro que há sempre vigários políticos para sermonear a sarra e a sarna moral que lhes dá púlpito, sacristães a mando de inspirações de dissimulados, que têm de fazer esconder a sua própria cobardia, cegos que não querem ver e gente que vê como lhe convém. Os tribunais são o foro próprio para penalizar este tipo de insídias caluniosas. Só queria recordar, por muito que isso custe à ignorância e à muita inteligência de alguns, que, mesmo durante a construção do estádio, a PDA não parou, tendo sido desenvolvido o Plano do Parque e aprovado o Campo de Golfe, além da aquisição de dezenas de parcelas de terrenos.
2- O Dr. José Gonçalves é um economista respeitado e por todos considerado. Foi contratado, como foram outros economistas do PSD - cujo nome posso revelar - e escolhido por ser um bom profissional e um bom político. Teve um notável desempenho como vereador. Enquanto esteve à frente do Aveiro Basquete, não recebeu um cêntimo por isso. O Jaime Borges foi um excelente vereador da cultura e ninguém se lembrou de contestar a sua indigitação para o Teatro Aveirense, justíssima. O Gonçalo Fonseca desempenhou as funções de adjunto do Presidente da Câmara, nos termos da lei ? tal como o Presidente Élio Maia está legalmente a fazer ? e, enquanto esteve à frente do Aveiro Basquete, também não recebeu um cêntimo por isso. E não é verdade que eu o tivesse deixado cair: renunciou, por razões de coerência, devido a questões internas do PS.
3- A Dra. Mabília Condesso é uma profissional excepcional, que foi assistente universitária na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e cujo curriculum a põe ao abrigo de despudoradas insinuações sobre a valia do seu trabalho. É minha esposa e foi saneada por razões políticas da Simria e prejudicada profissionalmente, apenas por ser minha esposa ? quando o PSD tomou de assalto o poder na empresa. Esse assalto foi já julgado ilegal pelo Supremo Tribunal de Justiça. O Senhor Administrador ilegal continua lá. Não haverá ninguém nesta maioria que tenha um pingo de vergonha ?
4- No exercício das funções de Presidente de Câmara sempre procurei fazer indigitações para os lugares remunerados em função da competência técnica e da confiança política, mas, também, em função de alguma representatividade de todas as forças políticas. Por isso, tive que ouvir algumas queixas do PS: quando indiquei o Prof. Celso Santos, do PP, para a AMRIA ou quando impedi que o Dr. Virgílio Nogueira, do PSD, fosse despedido da Orquestra das Beiras, ou quando convidei o Dr. João Pedro Dias, do PP, para a Assembleia Geral da Polis, ou quando contratei estudos a profissionais respeitados do PSD e admiti militantes do PSD e do PP e em muitas outras situações que não vale a pena, para já, recordar. Não haverá nesta maioria quem tenha memória e um pingo de vergonha ?
5- Os laços de sangue não devem penalizar o exercício profissional. Estamos de acordo. Mas qual é o curriculum do irmão do senhor vereador para gerir empresas? Os aveirenses têm o direito de saber. E o senhor Presidente do PSD de Aveiro, Dr. Ulisses Manuel, vai acumular o lugar na PDA, com o lugar remunerado que vem assumindo, na directa dependência do Governo do Partido Socialista ? Os aveirenses têm o direito de saber.
6- Os aveirenses sabem e os documentos provam-no que, enquanto Presidente de Câmara, nunca atribuí qualquer lugar remunerado a algum familiar ou a algum responsável partidário. A actual maioria já não pode dizer o mesmo. Que o façam, é lá com eles e com a sua forma de estar na política. Mas o que era escusado, é a indignidade de tentarem conspurcar o bom-nome de terceiros. E escusam de me obrigar a lembrar mais tristes casos. De me cuspirem no túmulo, ainda me tornam um fantasma. E os fantasmas podem incomodar mais do que os mortos.
Alberto Souto de Miranda
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terça-feira, 6 de dezembro de 2005
Continuam os artigos de opinião...
E o artigo de opinião de Manuel Prior no Diário de Aveiro de ontem, segunda-feira
O LOBO VESTIDO (mais uma vez) DE CORDEIRO
Estranhamente, inesperadamente, quem desertou da vida autárquica aveirense, quem não assumiu o mandato como vereador que lhe foi conferido pelos Aveirenses e não respeitou o sufrágio dos mesmos, aparece agora a defender posições que muitos acreditavam terem sido assumidas sem o seu pleno conhecimento, o que motiva o profundo desconforto dos seus antigos apoiantes.
Quem foi derrotado de uma forma tão clara nas eleições autárquicas do passado dia 9 de Outubro vem agora a público para defender uma situação insustentável, seja do ponto de vista político, moral, ético ou empresarial.
O Partido Socialista parece começar a compreender o que aconteceu e que motivou a derrocada eleitoral de Outubro no Município de Aveiro. Alberto Souto continua, indiferente à realidade e à verdade, a pintar um modelo virtual que todos reconhecem hoje ser mais do que virtual, constituir um autêntico pesadelo.
Com o maior dos ?à vontades? refere que determinadas decisões foram tomadas porque estava convicto de que ia ganhar, que toda a gente julgava que ele ia ganhar as eleições. Mas é assim que se tomam as decisões, que se respeitam as vontades que devem ser colectivamente assumidas?
Existem questões levantadas no artigo que publicou no Diário de Aveiro do passado dia 3 do corrente mês de Dezembro, que suscitam um amplo conjunto de perplexidades, relativamente a um caso que para a opinião pública é claro. Decisões relevantes tomadas no âmbito de uma empresa de capitais maioritariamente públicos (neste caso municipais), à revelia do executivo municipal, à revelia da Assembleia Municipal, em vésperas de eleições autárquicas, não podem ser justificadas. Devem ser é objecto de um pedido de desculpas, o que naturalmente Alberto Souto não fará, na linha da atitude autista que nos últimos anos assumiu perante os Aveirenses, e que eles devidamente avaliaram no passado dia 9 de Outubro.
Não se percebe, e era bom que o Alberto Souto e a Visabeira explicassem como é que seria a Visabeira a suportar os encargos com o salário do Dr. Miguel Lemos (conforme Alberto Souto), quando o mesmo era funcionário da PDA.
Como seria bom que a Visabeira esclarecesse se foi ela que propôs a contratação do Dr. Miguel Lemos como Director Geral da PDA ou, se pelo contrário, foi o próprio Dr. Alberto Souto que a sugeriu.
E são afirmações como estas, no mínimo estranhas ? para não dizer mais -, que podem conduzir a conclusões que nos parecem precipitadas, quanto à forma como foi conduzido a avaliação das propostas de abertura do capital da PDA a um parceiro estratégico privado.
Também não se percebe o incómodo do Dr. Alberto Souto pelo facto do Dr. Miguel Lemos auferir mais de 4.000 ? ilíquidos para gerir duas empresas municipais, a EMA e a PDA, durante o seu mandato. Se a situação não era justa, competiria ao Dr. Alberto Souto corrigi-la, ou ao próprio não a aceitar. Mas na altura do desenvolvimento da construção do Estádio, quando era o trabalho inerente ao PDA?
Seria também curioso conhecer a opinião da Visabeira sobre quem esteve na origem da proposta desta contratação para Director Geral da PDA. Se a Visabeira, se o próprio Alberto Souto? É que nos parece que a Empresa de Viseu começa a ter as costas muito largas para culpas que não são delas, nem para pressupostos trazidos à colação pelo próprio Alberto Souto.
Que, à sua maneira muito peculiar, entra por caminhos minimamente lamentáveis, que a sua oposição nunca trouxe para a praça pública em Aveiro e que, apenas um mês e meio depois de copiosamente derrotado nas urnas, não se coíbe de percorrer.
Fala de amigos em lugares que decorrem de opções municipais, e ele próprio refere no seu artigo dois seus amigos que estiveram também em idêntica situação (Miguel Lemos e José Gonçalves); fala de voracidades partidárias, e esquece todas aquelas que teve (Jaime Borges para o Teatro Aveirense, Gonçalo Fonseca ? que depois deixou cair nas condições que conhecemos ? para o Aveiro Basket, e por aí adiante). E fala, lamentavelmente, de familiares, como se os cidadãos não tivessem direito a uma vida própria, e tivessem que ser penalizados pelos laços de sangue que possam ter. Se assim fosse, muitos se interrogariam porque é que a sua esposa tinha uma simpática avença na SIMRIA, enquanto a gestão da mesma esteve entregue aos socialistas.
É preciso ter memória, respeito pelos outros e, em especial, pelo voto democrático dos cidadãos eleitores. Que não são só bons e legítimos quando ganhamos. Haja esse decoro mínimo.
Em véspera de um tributo, que esperamos não seja dedicado aos problemas tremendos deixados ao Município, e dos quais ? dia a dia ? infelizmente se conhecem novos contornos, era desejado que o bom senso do Alberto Souto tivesse vencido
E sabe, Dr. Alberto Souto, as hienas e abutres aparecem quando se deixa carne em putrefacção no terreno, e quem a deixou foi o senhor ?
Manuel Prior
Dep. Municipal
do PSD/Aveiro
O LOBO VESTIDO (mais uma vez) DE CORDEIRO
Estranhamente, inesperadamente, quem desertou da vida autárquica aveirense, quem não assumiu o mandato como vereador que lhe foi conferido pelos Aveirenses e não respeitou o sufrágio dos mesmos, aparece agora a defender posições que muitos acreditavam terem sido assumidas sem o seu pleno conhecimento, o que motiva o profundo desconforto dos seus antigos apoiantes.
Quem foi derrotado de uma forma tão clara nas eleições autárquicas do passado dia 9 de Outubro vem agora a público para defender uma situação insustentável, seja do ponto de vista político, moral, ético ou empresarial.
O Partido Socialista parece começar a compreender o que aconteceu e que motivou a derrocada eleitoral de Outubro no Município de Aveiro. Alberto Souto continua, indiferente à realidade e à verdade, a pintar um modelo virtual que todos reconhecem hoje ser mais do que virtual, constituir um autêntico pesadelo.
Com o maior dos ?à vontades? refere que determinadas decisões foram tomadas porque estava convicto de que ia ganhar, que toda a gente julgava que ele ia ganhar as eleições. Mas é assim que se tomam as decisões, que se respeitam as vontades que devem ser colectivamente assumidas?
Existem questões levantadas no artigo que publicou no Diário de Aveiro do passado dia 3 do corrente mês de Dezembro, que suscitam um amplo conjunto de perplexidades, relativamente a um caso que para a opinião pública é claro. Decisões relevantes tomadas no âmbito de uma empresa de capitais maioritariamente públicos (neste caso municipais), à revelia do executivo municipal, à revelia da Assembleia Municipal, em vésperas de eleições autárquicas, não podem ser justificadas. Devem ser é objecto de um pedido de desculpas, o que naturalmente Alberto Souto não fará, na linha da atitude autista que nos últimos anos assumiu perante os Aveirenses, e que eles devidamente avaliaram no passado dia 9 de Outubro.
Não se percebe, e era bom que o Alberto Souto e a Visabeira explicassem como é que seria a Visabeira a suportar os encargos com o salário do Dr. Miguel Lemos (conforme Alberto Souto), quando o mesmo era funcionário da PDA.
Como seria bom que a Visabeira esclarecesse se foi ela que propôs a contratação do Dr. Miguel Lemos como Director Geral da PDA ou, se pelo contrário, foi o próprio Dr. Alberto Souto que a sugeriu.
E são afirmações como estas, no mínimo estranhas ? para não dizer mais -, que podem conduzir a conclusões que nos parecem precipitadas, quanto à forma como foi conduzido a avaliação das propostas de abertura do capital da PDA a um parceiro estratégico privado.
Também não se percebe o incómodo do Dr. Alberto Souto pelo facto do Dr. Miguel Lemos auferir mais de 4.000 ? ilíquidos para gerir duas empresas municipais, a EMA e a PDA, durante o seu mandato. Se a situação não era justa, competiria ao Dr. Alberto Souto corrigi-la, ou ao próprio não a aceitar. Mas na altura do desenvolvimento da construção do Estádio, quando era o trabalho inerente ao PDA?
Seria também curioso conhecer a opinião da Visabeira sobre quem esteve na origem da proposta desta contratação para Director Geral da PDA. Se a Visabeira, se o próprio Alberto Souto? É que nos parece que a Empresa de Viseu começa a ter as costas muito largas para culpas que não são delas, nem para pressupostos trazidos à colação pelo próprio Alberto Souto.
Que, à sua maneira muito peculiar, entra por caminhos minimamente lamentáveis, que a sua oposição nunca trouxe para a praça pública em Aveiro e que, apenas um mês e meio depois de copiosamente derrotado nas urnas, não se coíbe de percorrer.
Fala de amigos em lugares que decorrem de opções municipais, e ele próprio refere no seu artigo dois seus amigos que estiveram também em idêntica situação (Miguel Lemos e José Gonçalves); fala de voracidades partidárias, e esquece todas aquelas que teve (Jaime Borges para o Teatro Aveirense, Gonçalo Fonseca ? que depois deixou cair nas condições que conhecemos ? para o Aveiro Basket, e por aí adiante). E fala, lamentavelmente, de familiares, como se os cidadãos não tivessem direito a uma vida própria, e tivessem que ser penalizados pelos laços de sangue que possam ter. Se assim fosse, muitos se interrogariam porque é que a sua esposa tinha uma simpática avença na SIMRIA, enquanto a gestão da mesma esteve entregue aos socialistas.
É preciso ter memória, respeito pelos outros e, em especial, pelo voto democrático dos cidadãos eleitores. Que não são só bons e legítimos quando ganhamos. Haja esse decoro mínimo.
Em véspera de um tributo, que esperamos não seja dedicado aos problemas tremendos deixados ao Município, e dos quais ? dia a dia ? infelizmente se conhecem novos contornos, era desejado que o bom senso do Alberto Souto tivesse vencido
E sabe, Dr. Alberto Souto, as hienas e abutres aparecem quando se deixa carne em putrefacção no terreno, e quem a deixou foi o senhor ?
Manuel Prior
Dep. Municipal
do PSD/Aveiro
O artigo de Alberto Souto no DA de Sábado
Para leitura e comentário, aqui fica o artigo de Alberto Souto no DA de sábado passado.
A PDA, as hienas e os abutres
O contrato que a PDA celebrou com o Dr. Miguel Lemos, através do qual este assumiu as funções de Director Executivo da empresa, tem dado azo a comentários malévolos e delirantes, a insinuações e processos de intenção absolutamente lamentáveis, que, infelizmente, grassam entre os mais incautos ou apenas entre os mal informados. Não posso caucionar, com o meu silêncio, a tremenda injustiça que está a ser perpetrada. Importa por isso esclarecer.
1. A questão da remuneração.
Convém que as pessoas saibam que, durante quatro anos, o Dr. Miguel Lemos geriu as duas empresas municipais (a PDA e a EMA) apenas recebendo salário numa delas (a EMA); ou seja, poupou ao Município, durante quatro anos, um vencimento que seria necessário pagar a terceiros na PDA. Convém que as pessoas saibam que o montante a receber pelo Dr. Miguel Lemos, líquido, era de 3500 ? e não de 5600 ?, como se quis deixar crer. Passou a ganhar mais do que o Presidente da Câmara? É verdade. É o que acontece com os Administradores das empresas públicas que ganham mais do que os ministros que as tutelam. Mas não ganha o dobro, como também se pôs a circular, apenas mais 500?. O que é que isso tem de extraordinário? Convém salientar que o ajustamento no vencimento era mais do que justo. Convém que as pessoas saibam que quem iria suportar o encargo financeiro seria a Visabeira e não os cofres da Câmara. Convém recordar que o Dr. Miguel Lemos, através da PDA, já tinha feito o Município ganhar 1 milhão e 300 mil ?. Sobretudo, convém não esquecer, que o Dr. Miguel Lemos é o responsável pelo sucesso concursal de um dos mais importantes e estratégicos projectos que Aveiro tem para o futuro: o Parque Desportivo de Aveiro, um investimento que pode atingir os 90 milhões de ?.
A sua remuneração era, por isso, baixa em relação ao futuro do projecto e justíssima em relação ao passado de ganhos estratégicos e financeiros que o Dr. Miguel Lemos conseguiu para Aveiro.
E foi negociada com a Visabeira, que, convém lembrar, é o investidor que arrisca o capital e deve saber por quanto é que deve ser remunerado um gestor para um investimento desta dimensão e responsabilidade.
Mas tudo isto se quer fazer esquecer, talvez por mesquinhas invejas, talvez por antipatias mal resolvidas, talvez na vã tentativa de que ninguém repare na voracidade partidária de colocar responsáveis partidários (o Dr. Ulisses Pereira ? Presidente da Concelhia do PSD) e familiares (o Dr. Gilberto Ferreira, irmão do vereador Pedro Ferreira), na Administração da PDA.
2.A questão de ter feito parte do júri.
É verdade que o Dr. Miguel Lemos, juntamente com o Dr. José Gonçalves e o Dr. Amândio Canha, fez parte do júri que escolheu a Visabeira, no âmbito de um procedimento concursal. Mas convém lembrar que o concurso foi efectuado com toda a isenção e objectividade e que ninguém teve dúvidas que a proposta da Visabeira foi a melhor. Os demais concorrentes nem sequer impugnaram. A Assembleia Municipal aprovou os termos do concurso e os seus resultados. Mais tarde, a Visabeira lembrou-se de propor a contratação do Dr. Miguel Lemos como Director Executivo da PDA. Nada mais natural: é um gestor com provas dadas e cuja qualidade e seriedade a Visabeira pôde constatar; primeiro, durante o processo concursal e, depois, durante o processo negocial do acordo para social. E é, seguramente, a pessoa que conhece o projecto melhor do que ninguém. O Presidente da PDA avalizou a respectiva contratação, cônscio, também, de que era a solução ideal para o sucesso do projecto.
Dizer que há algo de errado nisto é insinuar que houve algum cambalacho no processo de escolha da Visabeira e deve motivar um processo crime contra os autores de tal difamação. Eu sei que, nos tempos que correm, começa a ser difícil acreditar na seriedade das pessoas, mas, por favor, faça-se um esforço por não esquecer que ainda há pessoas honestas à frente de concursos públicos e que não condicionam a sua decisão senão a critérios objectivos. São livres por isso. No caso do Dr. Miguel Lemos, a sua honestidade deixou-o livre para continuar a trabalhar na empresa que construiu e onde já estava há quatro anos sem receber um cêntimo ! Dito de outro modo: faria algum sentido impedir a contratação do Dr. Miguel Lemos, penalizando-o por ter tido sucesso no concurso e ter garantido a sua idoneidade, assim prestigiando Aveiro e beneficiando o seu futuro ? Não andarão muitos a ver o mundo ao contrário ?
3. A questão da contratação antes das eleições
Sendo justa a remuneração e totalmente transparente a sua contratação, o ?crime? residiria, então, no facto de ela ter ocorrido propositadamente pouco tempo antes das eleições e não cessar com o fim do mandato autárquico, impedindo, assim, o novo executivo de trabalhar com quem entendesse. Ora, o propósito nunca existiu. E o impedimento também não.
Em primeiro lugar, toda a gente sabe que eu julgava ganhar as eleições. Eu e toda a gente. Mas parece que toda a gente já se esqueceu. A contratação do Dr. Miguel Lemos foi, pois, feita de boa fé, avalizada por mim a pensar no futuro e para que não se atrasasse um projecto que é essencial para Aveiro.
Em segundo lugar, é verdade que os lugares de Direcção não cessam automaticamente como os de Administrador, mas, como estávamos convictos de ganhar, isso é irrelevante. O que é mais importante, é o facto de o Dr. Miguel Lemos, não tendo filiação partidária, elegantemente, ter colocado o lugar à disposição para negociar com a nova Câmara, a solução que esta entendesse conveniente.
Em vez de haver uma solução de consenso, de seriedade, frontalidade e respeito por quem Aveiro tanto deve, optou-se por anunciar um ?escândalo? sem consistência, sem nunca terem falado com o visado.
4. A justiça que é devida ao Dr. Miguel Lemos
Aveiro deve muito à capacidade de gestão e de pensamento estratégico do Dr. Miguel Lemos. Foi ele o gestor que desenvolveu o marcante projecto das BUGAS, foi ele que organizou as fantásticas Conferências do Milénio, foi ele que organizou a inolvidável passagem do Milénio, foi ele que negociou e geriu ? com grande sucesso e muita capacidade para superar impossíveis - a construção atempada do novo Estádio Municipal para o Euro 2004, foi ele que fez aprovar o campo de golfe, foi ele que geriu a EMA com lucros até o Beira-Mar descer de divisão, foi ele que lançou e concebeu o Parque Desportivo de Aveiro e que garantiu o sucesso do concurso.
Fez tudo isto, sem mácula, tendo sido objecto de todas as auditorias e mais algumas, praticamente sozinho e sempre injustamente remunerado. Transigindo mal com a incompetência de muitos e a prosápia de outros. Levando a defesa do interesse público e das finanças públicas ao limite da contenda pessoal e com prejuízo para si mesmo. É um homem brilhante e polivalente, com imaginação e cultura, rigoroso e profissional, que cumpriu metas e objectivos de que Aveiro muito se deve orgulhar.
O que ele deu a ganhar a Aveiro não tem preço. O que lhe estão a fazer é uma enorme injustiça. Não é apenas uma ingratidão, é uma indignidade. Soltaram-se agora os abutres e as hienas. Mas que se cuidem no seu abocanhar imundo. A vida dá muitas voltas. E são prematuras as notícias de alguns cadáveres.
Alberto Souto
A PDA, as hienas e os abutres
O contrato que a PDA celebrou com o Dr. Miguel Lemos, através do qual este assumiu as funções de Director Executivo da empresa, tem dado azo a comentários malévolos e delirantes, a insinuações e processos de intenção absolutamente lamentáveis, que, infelizmente, grassam entre os mais incautos ou apenas entre os mal informados. Não posso caucionar, com o meu silêncio, a tremenda injustiça que está a ser perpetrada. Importa por isso esclarecer.
1. A questão da remuneração.
Convém que as pessoas saibam que, durante quatro anos, o Dr. Miguel Lemos geriu as duas empresas municipais (a PDA e a EMA) apenas recebendo salário numa delas (a EMA); ou seja, poupou ao Município, durante quatro anos, um vencimento que seria necessário pagar a terceiros na PDA. Convém que as pessoas saibam que o montante a receber pelo Dr. Miguel Lemos, líquido, era de 3500 ? e não de 5600 ?, como se quis deixar crer. Passou a ganhar mais do que o Presidente da Câmara? É verdade. É o que acontece com os Administradores das empresas públicas que ganham mais do que os ministros que as tutelam. Mas não ganha o dobro, como também se pôs a circular, apenas mais 500?. O que é que isso tem de extraordinário? Convém salientar que o ajustamento no vencimento era mais do que justo. Convém que as pessoas saibam que quem iria suportar o encargo financeiro seria a Visabeira e não os cofres da Câmara. Convém recordar que o Dr. Miguel Lemos, através da PDA, já tinha feito o Município ganhar 1 milhão e 300 mil ?. Sobretudo, convém não esquecer, que o Dr. Miguel Lemos é o responsável pelo sucesso concursal de um dos mais importantes e estratégicos projectos que Aveiro tem para o futuro: o Parque Desportivo de Aveiro, um investimento que pode atingir os 90 milhões de ?.
A sua remuneração era, por isso, baixa em relação ao futuro do projecto e justíssima em relação ao passado de ganhos estratégicos e financeiros que o Dr. Miguel Lemos conseguiu para Aveiro.
E foi negociada com a Visabeira, que, convém lembrar, é o investidor que arrisca o capital e deve saber por quanto é que deve ser remunerado um gestor para um investimento desta dimensão e responsabilidade.
Mas tudo isto se quer fazer esquecer, talvez por mesquinhas invejas, talvez por antipatias mal resolvidas, talvez na vã tentativa de que ninguém repare na voracidade partidária de colocar responsáveis partidários (o Dr. Ulisses Pereira ? Presidente da Concelhia do PSD) e familiares (o Dr. Gilberto Ferreira, irmão do vereador Pedro Ferreira), na Administração da PDA.
2.A questão de ter feito parte do júri.
É verdade que o Dr. Miguel Lemos, juntamente com o Dr. José Gonçalves e o Dr. Amândio Canha, fez parte do júri que escolheu a Visabeira, no âmbito de um procedimento concursal. Mas convém lembrar que o concurso foi efectuado com toda a isenção e objectividade e que ninguém teve dúvidas que a proposta da Visabeira foi a melhor. Os demais concorrentes nem sequer impugnaram. A Assembleia Municipal aprovou os termos do concurso e os seus resultados. Mais tarde, a Visabeira lembrou-se de propor a contratação do Dr. Miguel Lemos como Director Executivo da PDA. Nada mais natural: é um gestor com provas dadas e cuja qualidade e seriedade a Visabeira pôde constatar; primeiro, durante o processo concursal e, depois, durante o processo negocial do acordo para social. E é, seguramente, a pessoa que conhece o projecto melhor do que ninguém. O Presidente da PDA avalizou a respectiva contratação, cônscio, também, de que era a solução ideal para o sucesso do projecto.
Dizer que há algo de errado nisto é insinuar que houve algum cambalacho no processo de escolha da Visabeira e deve motivar um processo crime contra os autores de tal difamação. Eu sei que, nos tempos que correm, começa a ser difícil acreditar na seriedade das pessoas, mas, por favor, faça-se um esforço por não esquecer que ainda há pessoas honestas à frente de concursos públicos e que não condicionam a sua decisão senão a critérios objectivos. São livres por isso. No caso do Dr. Miguel Lemos, a sua honestidade deixou-o livre para continuar a trabalhar na empresa que construiu e onde já estava há quatro anos sem receber um cêntimo ! Dito de outro modo: faria algum sentido impedir a contratação do Dr. Miguel Lemos, penalizando-o por ter tido sucesso no concurso e ter garantido a sua idoneidade, assim prestigiando Aveiro e beneficiando o seu futuro ? Não andarão muitos a ver o mundo ao contrário ?
3. A questão da contratação antes das eleições
Sendo justa a remuneração e totalmente transparente a sua contratação, o ?crime? residiria, então, no facto de ela ter ocorrido propositadamente pouco tempo antes das eleições e não cessar com o fim do mandato autárquico, impedindo, assim, o novo executivo de trabalhar com quem entendesse. Ora, o propósito nunca existiu. E o impedimento também não.
Em primeiro lugar, toda a gente sabe que eu julgava ganhar as eleições. Eu e toda a gente. Mas parece que toda a gente já se esqueceu. A contratação do Dr. Miguel Lemos foi, pois, feita de boa fé, avalizada por mim a pensar no futuro e para que não se atrasasse um projecto que é essencial para Aveiro.
Em segundo lugar, é verdade que os lugares de Direcção não cessam automaticamente como os de Administrador, mas, como estávamos convictos de ganhar, isso é irrelevante. O que é mais importante, é o facto de o Dr. Miguel Lemos, não tendo filiação partidária, elegantemente, ter colocado o lugar à disposição para negociar com a nova Câmara, a solução que esta entendesse conveniente.
Em vez de haver uma solução de consenso, de seriedade, frontalidade e respeito por quem Aveiro tanto deve, optou-se por anunciar um ?escândalo? sem consistência, sem nunca terem falado com o visado.
4. A justiça que é devida ao Dr. Miguel Lemos
Aveiro deve muito à capacidade de gestão e de pensamento estratégico do Dr. Miguel Lemos. Foi ele o gestor que desenvolveu o marcante projecto das BUGAS, foi ele que organizou as fantásticas Conferências do Milénio, foi ele que organizou a inolvidável passagem do Milénio, foi ele que negociou e geriu ? com grande sucesso e muita capacidade para superar impossíveis - a construção atempada do novo Estádio Municipal para o Euro 2004, foi ele que fez aprovar o campo de golfe, foi ele que geriu a EMA com lucros até o Beira-Mar descer de divisão, foi ele que lançou e concebeu o Parque Desportivo de Aveiro e que garantiu o sucesso do concurso.
Fez tudo isto, sem mácula, tendo sido objecto de todas as auditorias e mais algumas, praticamente sozinho e sempre injustamente remunerado. Transigindo mal com a incompetência de muitos e a prosápia de outros. Levando a defesa do interesse público e das finanças públicas ao limite da contenda pessoal e com prejuízo para si mesmo. É um homem brilhante e polivalente, com imaginação e cultura, rigoroso e profissional, que cumpriu metas e objectivos de que Aveiro muito se deve orgulhar.
O que ele deu a ganhar a Aveiro não tem preço. O que lhe estão a fazer é uma enorme injustiça. Não é apenas uma ingratidão, é uma indignidade. Soltaram-se agora os abutres e as hienas. Mas que se cuidem no seu abocanhar imundo. A vida dá muitas voltas. E são prematuras as notícias de alguns cadáveres.
Alberto Souto
sábado, 3 de dezembro de 2005
No Diário de Aveiro de hoje
há duas peças sobre o assunto PDA, sendo uma um artigo de opinião de Alberto Souto de Miranda desmontando o que ele conseidera um ataque mesquinho contra Miguel Lemos. Não está online e estou a tentar disponibilizar, caso o DA mo permita.
sexta-feira, 2 de dezembro de 2005
Eu peço alguma calma...
aos anónimos. Há coisas que eu até concordo com vocês, mas não posso deixar passar os comentários que estão a pedir para colocar online... Sorry...
Uma entrevista corajosa de Pedro Ferreira
Pedro Ferreira, responsável pelas Finanças na Câmara de Aveiro deu hoje uma entrevista corajosa ao Diário de Aveiro. Para ler, aqui.
Miguel Lemos responde no DA
Um artigo de opinião de Miguel Lemos no Diário de Aveiro
Para lerem e comentarem.
Eu pessoalmente, não me revejo em críticas... Porque não comento o salário em causa e porque na grande divergência com este senhor - a sua competência e o seu trabalho realizado - temos visões muito diferentes.
Para lerem e comentarem.
Eu pessoalmente, não me revejo em críticas... Porque não comento o salário em causa e porque na grande divergência com este senhor - a sua competência e o seu trabalho realizado - temos visões muito diferentes.
PDA vai rescindir contrato, segundo o JN
Segundo o JN de hoje, a PDA vai rescindir o contrato com Miguel Lemos.
O excerto que foca esse ponto resume o caso assim:
A Câmara Municipal de Aveiro já informou Miguel Lemos que vai rescindir o contrato que o liga à empresa municipal PDA-Parque Desportivo de Aveiro, confirmou ontem o JN junto de fontes ligadas ao processo. Miguel Lemos ocupa o cargo de director executivo da PDA e tem um vencimento de 5800 euros, cerca do dobro do que aufere o presidente da Câmara de Aveiro, por exemplo. A decisão é irreversível e já foi comunicada à Visabeira, o parceiro privado que detém 49% da PDA (a autarquia possui 51%).
(...)Apesar do contrato de quatro anos com Miguel Lemos prever uma indemnização (pagamento dos salários até à data em que termina o vínculo), a Câmara defende que a rescisão poderá ser efectuada sem qualquer custo para os cofres do município. Esta posição, sabe o JN, baseia-se em pareceres jurídicos, internos e externos à Câmara, unânimes em considerar que a rescisão poderá ser feita com base no período experimental do contrato. O ordenado de Miguel Lemos é apenas um dos factores que o actual executivo camarário, de maioria PSD-CDS/PP, não aceita relativamente ao director executivo da PDA. O outro é a forma considerada "eticamente inaceitável", ainda segundo as mesmas fontes, como Miguel Lemos passou de administrador da PDA para director executivo da mesma no espaço de um mês, passando a ganhar muito mais do que auferia anteriormente. (...)
O JN não conseguiu ontem falar com Pedro Reis, representante da Visabeira na administração da PDA, mas a empresa já conhece a posição da Câmara. Mesmo que a saída de Miguel Lemos não tenha sido muito bem "digerida" pelo grupo económico de Viseu, não há outra alternativa que não seja um entendimento (...)
O excerto que foca esse ponto resume o caso assim:
A Câmara Municipal de Aveiro já informou Miguel Lemos que vai rescindir o contrato que o liga à empresa municipal PDA-Parque Desportivo de Aveiro, confirmou ontem o JN junto de fontes ligadas ao processo. Miguel Lemos ocupa o cargo de director executivo da PDA e tem um vencimento de 5800 euros, cerca do dobro do que aufere o presidente da Câmara de Aveiro, por exemplo. A decisão é irreversível e já foi comunicada à Visabeira, o parceiro privado que detém 49% da PDA (a autarquia possui 51%).
(...)Apesar do contrato de quatro anos com Miguel Lemos prever uma indemnização (pagamento dos salários até à data em que termina o vínculo), a Câmara defende que a rescisão poderá ser efectuada sem qualquer custo para os cofres do município. Esta posição, sabe o JN, baseia-se em pareceres jurídicos, internos e externos à Câmara, unânimes em considerar que a rescisão poderá ser feita com base no período experimental do contrato. O ordenado de Miguel Lemos é apenas um dos factores que o actual executivo camarário, de maioria PSD-CDS/PP, não aceita relativamente ao director executivo da PDA. O outro é a forma considerada "eticamente inaceitável", ainda segundo as mesmas fontes, como Miguel Lemos passou de administrador da PDA para director executivo da mesma no espaço de um mês, passando a ganhar muito mais do que auferia anteriormente. (...)
O JN não conseguiu ontem falar com Pedro Reis, representante da Visabeira na administração da PDA, mas a empresa já conhece a posição da Câmara. Mesmo que a saída de Miguel Lemos não tenha sido muito bem "digerida" pelo grupo económico de Viseu, não há outra alternativa que não seja um entendimento (...)
quinta-feira, 1 de dezembro de 2005
Souto acusa todos de "Inveja"
Esta não podia deixar passar. Caro Raul Martins, Pedro Silva, eu próprio e os Ulisses e Gilbertos desta vida: Alberto Souto acusa-nos a todos de inveja porque, depois de impostos, Miguel Lemos só ganha 680 contos dos antigos...
E?
Mas alguém aqui, nesta blog, falou do valor em causa? Eu não, que me lembre o Dr. Raul Martins também não. E nos comentários, somente alguns.
O que se está a falar aqui é de uma escolha de um elemento que fez parte do juri de um concurso e ex-administrador de uma empresa para ser o director geral da mesma empresa com um contrato de quatro anos quando se sabia que o sócio maioritário dessa empresa (CMAveiro) ia a votos passado um mês. Contrato leolino não pelos valores mas por ser de 4 anos e não admitir periodo experimental.
Quanto a Miguel Lemos ter sido um gestor de duas empresas e ganar por uma, queria lembrar ao presidente da C.M.Aveiro que estava no direiro dele de não aceitar essa situação. Queria lembrar ao Dr. Alberto Souto que o estudo de viabilidade económico-financeira da EMA é fraquissimo e foi gozado por todas as bancadas na A.Municipal (lembra-se) e a qualidade do da PDA (ambos da autoria de Miguel Lemos) não é melhor pois "apaga" toda a concorrência que os vários equipamentos poderiam ter - até eu fazia melhor.
Do historial dele na EMA e na PDA, desculpe mas lembro-me de não ter conseguido nenhuma acção de marketing brilhante das que pretendia. Também vi construir um estádio que POUCO ou nenhum APROVEITAMENTO comercial tem - aliás, dos que foram construidos de novo deve ser o pior nessa categoria e nada ter conseguido fazer lá de relevante ou de impacto nacional.
Quanto à PDA, a empresa apenas está a iniciar-se.
Quanto à noticia do Público, que transcrevo abaixo (agradeço ao Rui Baptista a citação, correctissima do pontpo de vista profissional) apenas pergunto uma coisa, dada a insistência de RB no assunto: o contrato foi assinado com a Visabeira ou acordado com a mesma e assinado pela PDA. Deveria ser isso que queria dizer.
A situação de Miguel Lemos é perto do insustentável e eu, se fosse a Visabeira, deixava-o cair. Mas alguém entende que uma empresa que vai pôr milhões num projecto tenha escolhido e "aguente" um director geral que não está nas boas graças do accionista maioritário. Esquisito. Se a Visabeira gosta assim tanto das qualidades de Miguel Lemos tem uma forma simples de o demonstrar: contrate-o para outro empreendimento qualquer...
Noticia do Público (disponível aos assinantes aqui)
Câmara de Aveiro pondera forçar a saída de Miguel Lemos do Parque Desportivo
Rui Baptista
O ex-administrador da PDA passou a director executivo na véspera das eleições, com
um salário superior a cinco mil euros
A Câmara Municipal de Aveiro está a ponderar a possibilidade de exercer os direitos conferidos pela sua posição como accionista maioritário da empresa municipal Parque Desportivo de Aveiro (PDA) para forçar a saída de Miguel Lemos do cargo de director executivo, para o qual foi contratado um par de meses antes das eleições autárquicas de 10 de Outubro. Existe vontade política para dispensar Lemos, mas o facto de este ter um contrato de quatro anos com a Visabeira (parceira da autarquia no PDA, com 49 por cento do capital) e de receber um salário ilíquido de 5800 euros são obstáculos aos desejos da maioria PSD/CDS-PP. Entretanto, o ex-presidente da câmara municipal, Alberto Souto, já saiu em defesa de Miguel Lemos, resumindo o caso a "uma ridícula questão de invejas".
Miguel Lemos era administrador da EMA (Empresa Municipal de Aveiro, que gere o novo estádio municipal) e da PDA. Nessa condição, presidiu ao júri de análise de propostas relativas ao concurso de aumento de capital da PDA e a abertura de 49 por cento do capital a um parceiro privado. O júri propôs à câmara a entrada da Visabeira como parceiro estratégico para o desenvolvimento do projecto, o que foi aprovado por unanimidade.
No início desta semana, ficou a saber-se que Miguel Lemos deixou os cargos de administrador do PDA em Julho, assinando no mês seguinte um contrato com a Visabeira como director executivo do PDA. O caso está a causar grande mal-estar dentro da coligação maioritária na câmara e até no seio do PS. Num texto publicado no blogue http://aveirolx.blogspot.com (mantido pelo ex-jornalista João Oliveira), o socialista Raul Martins (que, na data da assinatura do contrato entre Lemos e a PDA, era líder da bancada do PS na Assembleia Municipal) queixa-se de não ter sido informado da situação por Alberto Souto, o que, "no mínimo, teria sido um gesto de gentileza pessoal e política". E aconselha Miguel Lemos a abandonar o cargo voluntariamente, dizendo mesmo que se a actual câmara forçar a sua saída isso não pode "ser interpretado como um saneamento político".
Souto sai em defesa
de Lemos
Miguel Lemos já fez saber, no entanto, que está disposto a cumprir o contrato de quatro anos como director executivo do PDA. E ontem viu Alberto Souto sair em sua defesa. Em declarações ao PÚBLICO, o ex-autarca (que passou a professor de Direito Comercial na Faculdade de Direito de Lisboa) garante que não vê nenhuma ilegalidade nem conflito de interesses na posição de Miguel Lemos. E diz mesmo que Lemos está finalmente a receber um salário à altura das suas responsabilidades, pois, durante muitos anos, acumulou os cargos de administrador da EMA e do PDA recebendo apenas o vencimento de uma das empresas. "Os ataques a Miguel Lemos são uma realidade que não posso aceitar", diz, frisando que, depois de impostos, o novo director executivo do PDA recebe "apenas 680 contos na moeda antiga".
Questionado sobre se não teria sido mais sensato esperar pelo desfecho das eleições autárquicas para depois dar luz verde à passagem de Lemos para o cargo de director executivo, Souto dá uma resposta franca: "Toda a gente sabia que contávamos ganhar as eleições". O ex-edil refere ainda que a Visabeira não colocou nenhum entrave à passagem de Miguel Lemos de administrador a director executivo. "Temos que deixar estas decisões a quem está a investir no projecto", diz, resumindo tudo a um caso "inveja".
O ex-autarca, que está retirado da vida política, admite vir a público dar a sua versão se a actual câmara continuar a dar sinais públicos de que está descontente com a situação financeira herdada da gestão socialista. Numa entrevista à rádio Terra Nova, o vereador Pedro Ferreira antecipou que a dívida real da autarquia aveirense pode situar-se nos 170 milhões de euros. Para Souto, esses números estão incorrectos. "Estão a misturar dívidas de longo e curto prazo e ainda os encargos contraídos com a construção do estádio", resume, fixando a dívida de curto prazo da câmara em cerca de "20 milhões de euros".
Quanto à divida, voltamos amanhã, depois de ler a entrevista de Pedro Ferreira ao DA
E?
Mas alguém aqui, nesta blog, falou do valor em causa? Eu não, que me lembre o Dr. Raul Martins também não. E nos comentários, somente alguns.
O que se está a falar aqui é de uma escolha de um elemento que fez parte do juri de um concurso e ex-administrador de uma empresa para ser o director geral da mesma empresa com um contrato de quatro anos quando se sabia que o sócio maioritário dessa empresa (CMAveiro) ia a votos passado um mês. Contrato leolino não pelos valores mas por ser de 4 anos e não admitir periodo experimental.
Quanto a Miguel Lemos ter sido um gestor de duas empresas e ganar por uma, queria lembrar ao presidente da C.M.Aveiro que estava no direiro dele de não aceitar essa situação. Queria lembrar ao Dr. Alberto Souto que o estudo de viabilidade económico-financeira da EMA é fraquissimo e foi gozado por todas as bancadas na A.Municipal (lembra-se) e a qualidade do da PDA (ambos da autoria de Miguel Lemos) não é melhor pois "apaga" toda a concorrência que os vários equipamentos poderiam ter - até eu fazia melhor.
Do historial dele na EMA e na PDA, desculpe mas lembro-me de não ter conseguido nenhuma acção de marketing brilhante das que pretendia. Também vi construir um estádio que POUCO ou nenhum APROVEITAMENTO comercial tem - aliás, dos que foram construidos de novo deve ser o pior nessa categoria e nada ter conseguido fazer lá de relevante ou de impacto nacional.
Quanto à PDA, a empresa apenas está a iniciar-se.
Quanto à noticia do Público, que transcrevo abaixo (agradeço ao Rui Baptista a citação, correctissima do pontpo de vista profissional) apenas pergunto uma coisa, dada a insistência de RB no assunto: o contrato foi assinado com a Visabeira ou acordado com a mesma e assinado pela PDA. Deveria ser isso que queria dizer.
A situação de Miguel Lemos é perto do insustentável e eu, se fosse a Visabeira, deixava-o cair. Mas alguém entende que uma empresa que vai pôr milhões num projecto tenha escolhido e "aguente" um director geral que não está nas boas graças do accionista maioritário. Esquisito. Se a Visabeira gosta assim tanto das qualidades de Miguel Lemos tem uma forma simples de o demonstrar: contrate-o para outro empreendimento qualquer...
Noticia do Público (disponível aos assinantes aqui)
Câmara de Aveiro pondera forçar a saída de Miguel Lemos do Parque Desportivo
Rui Baptista
O ex-administrador da PDA passou a director executivo na véspera das eleições, com
um salário superior a cinco mil euros
A Câmara Municipal de Aveiro está a ponderar a possibilidade de exercer os direitos conferidos pela sua posição como accionista maioritário da empresa municipal Parque Desportivo de Aveiro (PDA) para forçar a saída de Miguel Lemos do cargo de director executivo, para o qual foi contratado um par de meses antes das eleições autárquicas de 10 de Outubro. Existe vontade política para dispensar Lemos, mas o facto de este ter um contrato de quatro anos com a Visabeira (parceira da autarquia no PDA, com 49 por cento do capital) e de receber um salário ilíquido de 5800 euros são obstáculos aos desejos da maioria PSD/CDS-PP. Entretanto, o ex-presidente da câmara municipal, Alberto Souto, já saiu em defesa de Miguel Lemos, resumindo o caso a "uma ridícula questão de invejas".
Miguel Lemos era administrador da EMA (Empresa Municipal de Aveiro, que gere o novo estádio municipal) e da PDA. Nessa condição, presidiu ao júri de análise de propostas relativas ao concurso de aumento de capital da PDA e a abertura de 49 por cento do capital a um parceiro privado. O júri propôs à câmara a entrada da Visabeira como parceiro estratégico para o desenvolvimento do projecto, o que foi aprovado por unanimidade.
No início desta semana, ficou a saber-se que Miguel Lemos deixou os cargos de administrador do PDA em Julho, assinando no mês seguinte um contrato com a Visabeira como director executivo do PDA. O caso está a causar grande mal-estar dentro da coligação maioritária na câmara e até no seio do PS. Num texto publicado no blogue http://aveirolx.blogspot.com (mantido pelo ex-jornalista João Oliveira), o socialista Raul Martins (que, na data da assinatura do contrato entre Lemos e a PDA, era líder da bancada do PS na Assembleia Municipal) queixa-se de não ter sido informado da situação por Alberto Souto, o que, "no mínimo, teria sido um gesto de gentileza pessoal e política". E aconselha Miguel Lemos a abandonar o cargo voluntariamente, dizendo mesmo que se a actual câmara forçar a sua saída isso não pode "ser interpretado como um saneamento político".
Souto sai em defesa
de Lemos
Miguel Lemos já fez saber, no entanto, que está disposto a cumprir o contrato de quatro anos como director executivo do PDA. E ontem viu Alberto Souto sair em sua defesa. Em declarações ao PÚBLICO, o ex-autarca (que passou a professor de Direito Comercial na Faculdade de Direito de Lisboa) garante que não vê nenhuma ilegalidade nem conflito de interesses na posição de Miguel Lemos. E diz mesmo que Lemos está finalmente a receber um salário à altura das suas responsabilidades, pois, durante muitos anos, acumulou os cargos de administrador da EMA e do PDA recebendo apenas o vencimento de uma das empresas. "Os ataques a Miguel Lemos são uma realidade que não posso aceitar", diz, frisando que, depois de impostos, o novo director executivo do PDA recebe "apenas 680 contos na moeda antiga".
Questionado sobre se não teria sido mais sensato esperar pelo desfecho das eleições autárquicas para depois dar luz verde à passagem de Lemos para o cargo de director executivo, Souto dá uma resposta franca: "Toda a gente sabia que contávamos ganhar as eleições". O ex-edil refere ainda que a Visabeira não colocou nenhum entrave à passagem de Miguel Lemos de administrador a director executivo. "Temos que deixar estas decisões a quem está a investir no projecto", diz, resumindo tudo a um caso "inveja".
O ex-autarca, que está retirado da vida política, admite vir a público dar a sua versão se a actual câmara continuar a dar sinais públicos de que está descontente com a situação financeira herdada da gestão socialista. Numa entrevista à rádio Terra Nova, o vereador Pedro Ferreira antecipou que a dívida real da autarquia aveirense pode situar-se nos 170 milhões de euros. Para Souto, esses números estão incorrectos. "Estão a misturar dívidas de longo e curto prazo e ainda os encargos contraídos com a construção do estádio", resume, fixando a dívida de curto prazo da câmara em cerca de "20 milhões de euros".
Quanto à divida, voltamos amanhã, depois de ler a entrevista de Pedro Ferreira ao DA
PND faz propostas à C.M. Aveiro
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