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Tuesday, September 30, 2003
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Outra novidade interessante



Este blog sauda o duplo regresso de Gir�o Pereira � pol�tica. Eleito, de forma mais do que merecida, para o Senado do PP, um lugar pouco mais do que honor�fico, aquilo que saudamos � a sua vice-presid�ncia da CDR Centro, a trabalhar com Carlos Pereira Coelho. Aveiro fica com uma voz em Coimbra, uma voz que conhece esta terra e muito lutou por ela...

Novidades em Aveiro



Est� prevista para hoje a primeira sess�o da Assembleia Municipal e prev�-se pol�mica pela certa... O PCP andou durante o Ver�o a promover a contesta��o ao aumento da tarifa de res�duos s�lidos em Aveiro e a sua indexa��o ao consumo da �gua, que segundo eles, "est�o a ser objecto da contesta��o centenas de cidad�os do Concelho, atrav�s de abaixo assinado dirigido aos �rg�os da autarquia".
Considerando que os aveirenses n�o podem ser obrigados a tapar os buracos financeiros criados pelos erros da C�mara Municipal, os subscritores repudiam, em particular, o violento aumento da tarifa dos res�duos s�lidos � a taxa do lixo � bem como a indexa��o dessa tarifa ao consumo da �gua, e reclamam a r�pida correc��o desta decis�o.
Sem �gua ou com ela, promete-se pol�mica. Ser� que os lideres concelhios n�o gostavam de debater aqui, no Notas, esta discuss�o?

PS - Para quem seguiu a discuss�o do turismo aqui no Blog, talvez goste de passar pelo anfiteatro do DEGEI, na Universidade de Aveiro, no pr�ximo dia 2, quinta-feira, pelas 21 horas. A convite do PSD local, v�o estar c� o secret�rio de Estado do Turismo, Luis Correia da Silva e Carlos Costa, do DEGEI.

Wednesday, September 24, 2003
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Rancores na blogosfera...????



Caro Manuel Pinto e Caro Frederico Ferreira,

Esta mat�ria (a da separa��o e rancor de uma comunidade por outra) j� tinha sido discutida no encontro mas acredite que n�o acreditava muito no que nos tinham contado. Chegado a casa, pesquisei pela Internet e descobri um texto, no m�nimo ridiculo, por parte de Eduardo Sousa, do Cafeina. Na altura, apeteceu-me escrever este texto mas achei que era uma pequena voz e que n�o me devia "ralar". Dado que Frederico Ferreira insiste no tema, que me tem aborrecido h� v�rios anos, passo a deixar a minha opini�o muito cr�tica. E caso queiram continuar a discuss�o, irei replicar este texto no meu blog...

Desde 1995 que estou ligado de alguma forma ao jornalismo e �s novas tecnologias. Acreditam que o tipo de falso elitismo (o verdadeiro n�o � assim...) destes senhores j� vem dessa altura? Quando a saudosa cyber.net surgiu, e da qual me orgulho de ter pertencido desde o 10� n�mero, j� os Velhos do Restelo achavam que o excessivo "hype" iria estragar o seu cantinho escuro onde viviam. Quando surgiram tecnologias que permitiam a cria��o de p�ginas Web de forma autom�tica, mais uma vez este tipo de mentalidades tacanhas apareceu. Quando o IRC nacional (de cuja rede tenho o orgulho de a ter conhecido apenas com os testers de cada uma das universidades e providers nacionais) explodiu em numero de utilizadores, o mesmo se passou e assim sucessivamente, de cada vez que aparecia algo que proporcionava a mais utilizadores aquilo que era o "hype" e do qual este tipo de senhores tinha a chave sagrada.

N�o entendem que o mediatismo � passageira. Para eles, a cria��o do Blogger e do Blogspot tem o mesmo dom de sacril�gio que os amigos betinhos descobrirem aquela tasca com bifes maravilhosos que eles sabiam e perante a qual guardavam segredo. Ou da praia especialmente bonita que tem como utilizador habitual o Marcelo ou o Marques Mendes. Esquecem-se que o mediatismo apenas serve para dar a conhecer. Tornar algo de bom num espa�o conhecido por uma maioria. Que essa maioria tem o direito de existir, meus caros, e de conhecer determinadas t�cnicas e conhecimentos.

Esquecem-se que sem um conhecimento inicial, n�o se separa os utilizadores interessantes daqueles que apenas acham que � uma moda e que mais cedo ou mais tarde ir�o sair do meio. T�m uma vis�o totalit�ria, de um elitismo falso. Destilam �dio e para terem raz�o deturpam TUDO.
Basta lembrar que Frederico nos remete para o gueto "blogspot"... Ai, ai... parece a conversa dos Microsoft-haters... Basta lembrar que Pedro Fonseca escreve sobre o fen�meno, na "A Capital" e no "P�blico-Computadores" h� mais do que um ano e meio. Que, caso n�o saibam, o Ant�nio Granado n�o tem "blogspot" no nome. Algu�m discute a qualidade do 35mm? Ou da qualidade de um Socioblogue?

A falta de conhecimento hist�rico do fen�meno Internet (julgam-se os "senhores" quando deviam ter respeito por aqueles que mandaram emails em VAC e conheceram o Netscape 1.0... que curiosamente s�o mais humildes que eles) e de um sentido de respeito pela democracia � impressionante.

Por mim, sempre estive do lado da �NICA comunidade de bloggers... Porque quem entende que existem duas ou mesmo mais, s�o as pessoas que come�am a matar essa mesma comunidade.

Cumprimentos
Jo�o "Notas entre Aveiro e Lisboa" Oliveira

PS - Quem como eu, que estou actualmente em fun��es na UMIC n�o pode, por maioria de raz�o, defender guetos, defender este tipo de falsos elitismos...

Maiorias aut�rquicas



Maiorias aut�rquicas Recentemente, regressaram as not�cias sobre a mudan�a da lei eleitoral aut�rquica, mat�ria importante neste altura pois os partidos pol�ticos e os independentes dever�o ter um certo espa�o de tempo para saber, como se diz em linguagem corrente, �com que linhas se cosem�...
Os partidos da maioria parlamentar, PSD e CDS/PP, segundo os jornais, j� chegaram a um acordo pol�tico e preparam-se para apresentar na pr�xima semana, na Assembleia da Rep�blica, o seu projecto conjunto de Lei Eleitoral para as Autarquias. O PSD, por exemplo, quer dar aos autarcas algo em troca da limita��o de mandatos (tamb�m prevista), em que os presidentes de c�mara v�o poder ficar no cargo apenas por 12 anos. E essa compensa��o passa, no imediato, pela reformula��o do sistema eleitoral, para que o vencedor da elei��o num dado concelho possa escolher pelo menos metade da verea��o e, dessa forma, garantir uma maioria para governar. Mesmo n�o tendo 50% dos votos dos eleitores. Isto de forma a ser validos j� nas pr�ximas elei��es e n�o somente em 2009!
O conceito que deve ser aprovado passa por uma f�rmula em que o primeiro candidato da lista vencedora para a Assembleia Municipal � eleito presidente da C�mara. E permitindo que a oposi��o aut�rquica, como pretende o CDS, tamb�m possa entrar nos executivos camar�rios. Uma preocupa��o dos populares que se explica pelo facto de se ter reduzido drasticamente a sua implanta��o aut�rquica ao n�vel de presid�ncias de c�mara nas elei��es aut�rquicas mais recentes.
No caso de Aveiro, n�o me choca muito, embora sejamos um munic�pio com tr�s partidos relativamente fortes. O que � obrigat�rio � o refor�o de poderes da Assembleia Municipal e o respeito da autarquia pela Assembleia Municipal, assim elegida a uma verdadeira voz das popula��es.
O que acham?

Tuesday, September 23, 2003
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Encontro de Blogs em Braga



Eu bem sei que este texto pouco tem a ver com Aveiro mas � por demais importante deixar a minha impress�o do que se passou em Braga na quinta e sexta-feira passadas. Ali�s, um encontro que valeu por muito mais do que apenas falar sobre blogs. Neste "post" deixo a minha opini�o, e o link mas seguem mais dois posts, um com algumas notas e outro com uma informa��o sobre blogs regionais.

Gostei de Braga. Do encontro mas n�o s�. A parte o facto de terem centrado o di�logo numa l�gica de jornalismo, natural para quem estuda a �rea ou trabalha profissionalmente nela, ouviram-se declara��es muito importantes e a reter. Jo�o Luis Nogueira foi sem duvida o teorizador da blogosfera, enquanto os jornalistas de servi�o - Pedro Fonseca e Ant�nio Granado, deixaram-nos com mais perguntas do que respostas - "defeito profissional".

Mas antes do outro post, deixo-vos com o link das fotografias. Quem quiser qualidade fotogr�fica, mande-me um email!

Menos apartamentos



A Marina levanta mais uma opini�o, que este blog recolhe e d� a conhecer. Jorge Greno questiona a capacidade imobili�ria do local. Ora leia:
"Uma marina na Barra ir� certamente aimentar a qualidade do turismo que ali temos. Um ou dois hot�is tmab�m me parecem �teis, at� porque h� falta de equipamentos hoteleiros na zona de Aveiro. 200 ou 250 vivendas, a 4 habitantes por cada, ser�o no m�ximo mais 1000 residentes, o que tamb�m me parece n�o causar problema. Agora os apartamentos, bem que os poderiam construir noutro lado, pois parece-me que a� o projecto j� passa a ser de turismo massificado."


Friday, September 19, 2003
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Braga - encontro de weblogs



o Notas... est� em Braga neste momento e acabou de apresentar o blog no primeiro encontro nacional de weblogs, a decorrer no campus da UMinho...

Mais tarde ir� dar mais novidades desta participa��o e fotografias do evento!


Wednesday, September 17, 2003
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Marina da Barra - nova forma de ver o problema


Susana Esteves deixa-nos outros pontos de vista sobre a Marina. Coloca pontos de interroga��o no projecto sobre a capacidade e localiza��o...

Uma coisa s�o a falta de infra-estruturas e equipamentos para a pr�tica da vela na Ria de Aveiro, outra coisa � a marina nos moldes em que est� prevista...
A C�mara de �lhavo tem, e muito bem, incentivado este desporto e criado algumas condi��es quer para a navega��o de recreio quer para os pescadores. Tamb�m tem sido neste concelho que surgiram v�rios portos de abrigo, ao contr�rio de Aveiro, onde a C�mara n�o passa de inten��es...
No entanto, a Marina da Barra, tal como est� projectada, acaba por ser um avultado investimento imobili�rio com uma marina � volta. Al�m do mais, como dever�s saber, h� poucas marinas em Portugal com a capacidade que se pretende dar a esta. Outros locais, que j� fazem parte do circuito normal da descida de barcos para a Am�rica Latina ou para o Mediterr�neo, disp�em de menos postos de amarra��o e est�o com lota��o reduzida excepto num curto per�odo de tempo no ano.
Outro aspecto a considerar � a capacidade de carga tur�stica da povoa��o da Barra, inclu�ndo o escoamento vi�rio. At� do barco d� para ver como est� actualmente, n�o �...
N�o quero com isto dizer que o projecto deva ser posto de parte mas n�o devem ser tomadas decis�es de �nimo leve. A Torralta, no seu tempo, tamb�m era um projecto tur�stico fabuloso...
� parte preocupa��es com a rentabilidade do investimento, a situa��o ideal seria: v�rios portos de abrigos ("depois" da ponte para permitir a atracagem a embarca��es maiores) ou, pelo menos,uma redu��o da componente imobili�ria.
Muito mais haveria a dizer sobre o assunto mas n�o faltar�o oportunidades...

Tuesday, September 16, 2003
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Marina da Barra - outra perspectiva



Pedro Soares deixa-nos uma perspectiva da Marina da Barra

Tenho um barco. Grande demais para poder estar ancorado na Costa Nova. Limitado pela ponte. Resta-me entrar na "guerra" das amarra��es da antiga lota de Aveiro. Num clube muitas vezes gerido como um grupo de amigos (espero que seja passado) e que gere um pont�o de amarra��o, sem grandes comdi��es, num canal sujeito a correntes fortes e a muito vento.

� um facto que a regi�o de aveiro, apesar de ter condi��es para a pr�ctica da vela, n�o tem muitas estruturas de apoio, e por outro lado, n�o esta dotada de infraestruturas que permitam acolher barcos em passagem, pelo menos se tiverem um dada dimens�o.

A marina � uma necessidade. Uma necessidade como foco de dinamiza��o turistica, para terra e e para o mar, como ponto de apoio aos navegantes, como polo de desenvolvimento da regi�o.
Entre leix�es e figueira, n�o ha um local onde se possa parar um barco acima de 10m.

E o que ser� da ria de Aveiro e de toda esta zona, se n�o se fizerem projectos desta natureza.

acho que um projecto destes tem que ser viabilizado, e que mais do que o viabilizar, ste deve ser considerado como projecto �ncora para o desenvolvimento sustentado de toda a ria de Aveiro.

Devem ser definido e incentivada a possibilidade de fazer pequenas marinas e pequenos cais associados ao desenvolvimento sustentado ao longo de toda a ria de aveiro

E igualmente acho que se deve aproveitar esta oportunidade para criar mecanismos e condi��es que possibilita uma utiliza��o racional e mais plena da ria, quer atrav�s de defini��o de dragagens e cria��o de reais condi��es de navegabilidade, quer pela dinamiza��o de um conjunto de servi�os e actividades ligadas � ria.

Acho que se deve encarar este projecto como uma abertura e uma base para fazer da ria de Aveiro algo vivo, e conhecido.

Monday, September 15, 2003
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Mais um coment�rio... da mesma opini�o!




Manuel Fernandes Thomaz tamb�m esteve presente no est�gio e pensa desta forma directa.
"Tamb�m vi o espect�culo do 9� est�gio de bailado (at� porque tinha um filha inscrita) e tamb�m acompanhei a pol�mica em volta dos cortes de subs�dios.
Gostava apenas de dizer que sem tirar m�rito a todos os professores de Aveiro, cuja compet�ncia, na maior parte dos casos � inatac�vel, o esp�rito deste tipo de iniciativas culturais � precisamente o de proporcionar metodologias e t�cnicas diferentes daquelas a que os nossos mi�dos est�o habituados, na medida em que muitos dos mi�dos, e principalmente mi�das, s�o alunos(as) dos professores aveirenses durante o normal ano lectivo.
A iniciativa de convidar professores de outras paragens, neste caso, tem o m�rito de fazer com que os mi�dos (as) aveirenses aprendam coisas novas e tenham contacto com pessoas e realidades diferentes. N�o significa de modo nenhum que os professores aveirenses s�o piores do que os outros. Tamb�m n�o significa que os professores estrangeiros s�o melhores. N�o s�o melhores nem piores. S�o apenas diferentes, e � precisamente a� que reside a mais valia e o interesse desta iniciativa. Por isso, n�o misturemos as coisas.
Se n�o h� dinheiro para convidar mais professores estrangeiros, que se assuma isso mesmo. Afinal, os tempos s�o de crise! N�o tentemos � encontrar outras justifica��es que neste caso mais podem parecer desculpas de mau pagador."



Saturday, September 13, 2003
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Est�gio de Bailado...



Depois de qutro imensas horas de comboio consegui chegar a tempo de assistir ao espect�culo/mostra final dos alunos do nono est�gio de bailado que decorreu num Centro Cultural e de Congressos recheado de pais e av�s felizes e de crian�as e adolescentes cheios de alegria.

Acompanhei, � dist�ncia, a pol�mica gerada � olta do corte do subs�dio ao dito e pensava escrever algo que fosse simp�tico. E quero. quero dizer que deviamos ter um d�cimo est�gio. E muito mais.

Mar�lia Martins foi ao palco a convite do professor espanhol (presumo eu) que coordenou o est�gio e para quem viveu durante tantos anos aquele mundo como seu, teve o azar de defender uma posi��o d�ficil do seu colega da "cultura" Manuel Rodrigues. � que quem coordena � ele. E ao tentar justificar o pouco dinheiro e o recurso a professores (competent�ssimos) de Aveiro. ela cometeu uma gaffe pouco simp�tica. Dizer que � preciso situa��es destas para mostrar que o que � nacional � bom foi no m�nimo caricato, mais a mais em frente ao coordenador e excelente comunicador...

Marilia, pe�o-lhe tr�s coisas: 1) que tente que haja um d�cimo... 2) que n�o fa�a fretes destes. 3) N�o tente desulpar-se em pol�tica porque quem fica mal vista � a Marilia.

Um est�gio de qualquer �rea, costuma ser o final ou in�cio de algo muito bom. Reconhe�o as capacidades e a qualidade de alguns dos professores de aveiro mas quero salientar que este tipo de exerc�cios costuma ser feito com qualidade e professores que habitualmente nao conhe�am os alunos. para motiv�-los, para lhes dar algo mais. Decerto concorda comigo.


Thursday, September 11, 2003
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Ribau lembra o "buraco legal"



Dada a import�ncia do tema, transcrevo integralmente o take da Lusa... (mil perd�es e alguns direitos de autor)
solicito opini�es!

Aveiro, 11 Set (Lusa) - O presidente da Associa��o de Munic�pios da Ria de Aveiro (AMRia), Ribau Esteves, pediu hoje ao governo que acelere a cria��o de uma ag�ncia regional para eliminar o vazio de poder na gest�o da �rea lagunar.

Desde 2001 que n�o existe uma entidade gestora da �rea da Ria de Aveiro, que compreende 11 munic�pios, repartidos por 1.469 quil�metros quadrados e com um popula��o global de 694.600 habitantes.

Nesse ano, foi criado o Departamento da Ria de Aveiro (DRIA) para substituir a Administra��o do Porto de Aveiro enquanto gestora da �rea da laguna, mas essa entidade nunca chegou a ser instalada.

Ribau Esteves, autarca social-democrata de �lhavo e l�der da Distrital do PSD/Aveiro, considerou "muito importante" a reuni�o que manteve hoje com o secret�rio de Estado do Ordenamento do Territ�rio, mas escusou-se a "dar nota p�blica" de detalhes e o Minist�rio do Ambiente tamb�m nada adiantou.

O presidente da AMRia tem reclamado, desde o in�cio deste mandato aut�rquico, que o governo crie uma entidade gestora da ria de Aveiro com um modelo similar ao do Instituto de Navegabilidade do Douro (IND), embora diferente na subst�ncia das suas compet�ncias.

O organismos reclamado geriria n�o s� quest�es ligadas � navegabilidade na ria, mas tamb�m as ligadas � conserva��o da natureza e qualifica��o ambiental, gest�o dos canais urbanos e do dom�nio p�blico mar�timo.

No modelo preconizado, o organismo seria participado por todas as entidades com interesses na lagoa, teria autonomia administrativa e financeira e a sua sede seria em Aveiro.


Wednesday, September 10, 2003
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Realidades das �reas metropolitanas...




Manuel Fernandes Thomaz d� conta da realidade das �reas metropolitanas que conhece...

REALIDADES "N�o esgotando de modo algum a discuss�o sobre as �reas Metropolitanas, aproveito esta minha primeira interven��o sobre este assunto para olhar a experi�ncia das �nicas �reas metropolitanas que existem no pa�s e que s�o as de Lisboa e Porto. N�o conhecendo em pormenor o que se passa em Lisboa, posso no entanto, dar a minha opini�o do que conhe�o do funcionamento da AMP, pois pude conviver ao longo dos �ltimos 7 anos com os v�rios protagonistas que tentaram dinamizar e p�r ao servi�o das popula��es esta realidade que foi a �rea metropolitana do Porto.

Apenas com o prop�sito de enquadrar as �reas metropolitanas de Lisboa e Porto refere-se que a Lei de Cria��o das �reas Metropolitanas de Lisboa e do Porto (LAMLP) data de 1991, sendo portanto relativa a uma realidade necessariamente diferente da de hoje, mas que mesmo assim � com base na sua aplica��o que podemos avaliar o desempenho destas duas AM ao longo dos �ltimos anos.

Como � sabido e de acordo com esta lei o governo metropolitano � constitu�do pela Assembleia Metropolitana, pela Junta Metropolitana e pelo Conselho Metropolitano. Destes, a Junta � o org�o executivo, a Assembleia o org�o deliberativo e o Conselho o org�o consultivo.

Ainda de acordo com esta lei as principais fun��es dos governos metropolitanos s�o:
-articular/coordenar o investimento municipal ao interesse supramunicipal, em especial nos dom�nios do transporte colectivo, urbano e sub-urbano e tamb�m da rede vi�ria de n�vel metropolitano, saneamento, abastecimento de �gua, protec��o do ambiente, �reas verdes, protec��o civil, etc..
-acompanhar a prepara��o e a implementa��o dos planos directores municipais e do plano metropolitano
-ser consultado nos processos de investimento p�blico do governo central e em investimentos dos fundos comunit�rios

No que respeita ao financiamento, os governos metropolitanos recebem transfer�ncias do OE e das autarquias que os comp�em.

Depois deste enquadramento vou dar a minha opini�o quanto aos problemas que se t�m verificado no funcionamento das AMLP, que como j� disse baseiam-se nos contactos que mantive com dirigentes da AMP e na leitura de relat�rios (ex. "As Grandes �reas Urbanas - Contributos para a Defini��o de Alternativas ao Modelo Institucional Vigente, Margarida Pereira e Carlos Nunes Silva") elaborados com o objectivo de avaliar o desempenho destas AM e propor modelos alternativos.

- O facto das Juntas Metropolitanas (o org�o executivo) serem constitu�das, por iner�ncia de cargo, pelos presidentes de C�mara da �rea, prejudica a operacionalidade deste org�o, quer pela dimens�o excessiva do org�o (18 elementos na AML e 9 na AMP), quer pela indisponibilidade destes, j� que a gest�o municipal � demasiado absorvente e foi essencialmente para isso que foram mandatados e � a essa escala que t�m que prestar contas ao eleitorado. Quantas vezes ouvimos o Dr. Santana Lopes ou o Dr. Rui Rio a falar em nome do governo metropolitano? Talvez e apenas no dia de elei��es aut�rquicas, para v�r quem vai ser o presidente!!! E em nome das respectivas autarquias? Sempre!! Parece claro!!! Para culmatar esta defici�ncias criaram-se grupos de trabalho ligados a mat�rias que se entenderam mais relevantes, mas a aus�ncia de um quadro t�cnico ao n�vel da AM fez com que se recorresse a t�cnicos e acessores municipais. Constata-se que apesar disso poucas iniciativas de �mbito metropolitano tiveram seguimento. Veja-se por exemplo a �rea dos transportes colectivos e rede vi�ria, considerada uma prioridade para as AM. Ser� que as popula��es que trabalham na zona de Lisboa ou Porto t�m a vida facilitada a este n�vel??? N�o me parece.

-Ao n�vel das rela��es institucionais verifica-se que as AM t�m-se assumido mais como grupo de press�o junto do governo, e ao n�vel consultivo os presidentes consideram que as AM t�m sido quase irrelevantes. Mesmo internamente, as decis�es das AM n�o s�o vinculativas para os munic�pios, sendo apenas aplicadas se, e quando, da� adv�m benef�cios para o n�vel local.

-Relativamente ao aspecto consultivo regista-se um incumprimento sistem�tico da Administra��o Central no que respeita ao preceito "..dar parecer sobre os investimentos do governo central..". De facto registam-se protestos, na Junta da AML, por nunca ter sido poss�vel � AML pronunciar-se atempadamente sobre o PIDDAC.

-Regista-se ainda uma evidente predisposi��o dos autarcas em n�o intervir nas decis�es dos demais munic�pios, n�o se permitindo uma articula��o efectiva dos investimentos municipais com �mbito municipal. Por oposi��o, por exemplo, � AMRia, que o tem feito exemplarmente, sem precisar de ser AM.

-Podemos por isso opinar que a desresponsabiliza��o do governo central e a dif�cil aplica��o de orienta��es metropolitanas por parte dos munic�pios s�o duas raz�es fortes para a avalia��o negativa que os respectivos protagonistas t�m vindo a fazer. N�o nos esque�amos que no quadro desta lei as decis�es metropolitanas n�o s�o vinculativas para os munic�pio, o que � agravado pelo facto dos membros serem em primeira ordem politicamente respons�veis ao n�vel municipal.

Deixo ent�o para o debate em que medida o novo enquadramento das novas �reas Metropolitanas, aprovado em Maio deste ano, vem culmatar aquilo que os pr�prios protagonistas das duas �nicas experi�ncias de AM identificam como fragilidades graves no modelo das AMLP e que levaram um amigo meu e ex-presidente da AMP a afirmar que a AMP est� completamente esgotada h� muito tempo!!!!!"


Monday, September 08, 2003
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Pedro Soares analisa a componente financeira e emocional da escolha...

Quanto ao assunto em causa, acho que a realidade que se ficciona hoje vai corresponder ao real futuro daqui a uns anos, com as consequentes e inevit�veis reorganiza��es financeiras.

Confesso que muito pessoalmente oscilo entre um mal necess�rio, de ocupar a classe pol�tica, limitados que forem os mandatos, e o eterno mal adiado de por uma vez uniformizar esta manta de retalhos de organiza��es e estruturas supramunicipais.

O que � certo, � que se tem que reorganizar, se deve faz�-lo de uma vez e com responsabilidade e responsabiliza��o, e olhando de uma forma global aos custos reais, sejam eles de funcionamento ou sociais.

Mas como sempre, no caso concreto, os problemas n�o surgem nos centros, mas nas fronteiras.... em que meio vai estar Aveiro daqui a dez anos, com que concelhos parceiros vai estar reunido nesta estrutura supramunicipal? Como ser� que nos vamos debater com os "moiros do sul" e os "caragos do norte", j� que felizmente, temos uma fornteira marinha, e a que dist�ncia do interior se conseguem manter as hordas dos invasores?


Domingos multifacetado...




Domingos Cerqueira disse ao Di�rio de Aveiro, em declara��es prestadas sobre o mercado abastecedor demolido durante o fim de semana que "Uma mudan�a que foi �imposta� por for�a da constru��o da nova esta��o ferrovi�ria de Aveiro, mas �que n�o podia ser adiada por muito mais tempo atendendo �s p�ssimas condi��es do velho mercado, h� demasiados anos a funcionar como provis�rio�, defendeu Domingos Cerqueira. O autarca lamenta as �condi��es deplor�veis em que aquelas pessoas t�m estado a trabalhar h� tantos anos, em estruturas abarracadas terceiro-mundistas e de p�ssimos acessos�, disse, indo mais longe: �aquele mercado s� n�o foi uma vergonha maior porque estava escondido das vistas dos mun�cipes�.

Pergunto simplesmente: Domingos Cerqueira n�o � o vereador dos mercados e feiras desde que Alberto Souto foi para a C�mara?


Areas metropolitanas, associa��es de municipios...



Areas metropolitanas, associa��es de municipios... Um dos assuntos pouco discutidos no mundo "real" da pol�tica � o das �reas metropolitanas, comunidades urbanas, associa��es intermunicipais. Ou melhor, � discutido na pra�a p�blica quando surgem propostas de lei mas muito pouco executado na vida real...

Como j� lembrei aqui v�rias vezes, normalmente os munic�pios n�o trabalham em conjunto. Basta ver a realidade, palp�vel, de todos os dias. Desde as estradas municipais agradavelmente esburacadas que se transformam em "autoestradas" mal passam a linha de concelho at� ao turismo mal promovido, �s zonas industriais em partes distintas de cada concelho, aos problemas de transportes intermunicipais...

S� quando h� coisas muito espec�ficas � que trabalham em conjunto. Em Aveiro at� j� se maltratam as cidades-irm�!

Lan�o o desafio. o que pensam das �reas metropolitanas, do futuro do distrito?


Friday, September 05, 2003
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E a pista de Cacia



� j� no pr�ximo dia 12 que ser� conhecido o veredicto em rela��o ao estudo de impacto ambiental da pista do Rio Novo do Principe e respectivas recupera��es da �rea, que t�o importantes se tornam para a Vila de Cacia. � de frisar que em mat�ria de obras paradas e pouca informa��o, h� in�meros locais do nosso concelho que devem estar a desesperar. Basta que venham umas chuvadas um pouco mais fortes e... ser� a desgra�a...

Nota final para uma reportagem e uma sondagem internacional que saiu ontem... Os portugueses s�o sempre os mesmos... Cerca de 70 por cento consideram que a UE deve ser igualmente uma superpot�ncia... mas somos os mesmos que consideramos que o principal problema � a imigra��o (o nosso querido "racismo leve") e dizemos que andamos a gastar dinheiro a mais em ajuda econ�mica a outros pa�ses e que o aumento de gastos militares n�o � bom... ah, ok...


Wednesday, September 03, 2003
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Marina da Barra



Est� em discuss�o p�blica o Estudo de Impacte Ambiental da Marina da Barra e noutros locais "f�sicos" que est�o bem explicitos nesta p�gina. E � sobre o projecto, marginalmente, e sobre a Ria que vos quero falar...

N�o pretendo dar senten�as. Essas d�o os ju�zes. Ainda para mais quando est�o decerto a ler isto pessoas mais qualificadas do que eu e que, espero eu, gostem de participar sobre este projecto.

A Marina da Barra est� envolta em pol�mica desde o seu in�cio. Foi mesmo criado um movimento, �Pelo Futuro da Barra� que reclama preju�zos ambientais e imobili�rios. Esta associa��o de moradores argumenta (em todos os jornais e para quem os quer ouvir) que um ter�o dos 58 hectares ser�o ocupados com 130 moradias, 420 apartamentos, dois hot�is e parques de estacionamento para 2.200 ve�culos, o que ir� ter repercuss�es nefastas no ambiente daquela zona. Em parte concordo. Noutra n�o. Profundamente.

Para come�ar n�o acredito nestes n�meros, que por mais do que uma vez foram referidos claramente com as ocupa��es m�ximas permitidas � e se o promotor atingir esses n�meros n�o atinge o objectivo de turismo que se prop�e, estou certo.
Por outro lado, acho curioso que o Movimento n�o lembre aquilo que � b�sico. A quest�o das infraestruturas rodovi�rias... Defendo h� muito um comboio ligeiro para a Barra. Porque � que Aveiro e �lhavo nunca se entenderam?

A Ria tem de ser vivida de um ponto vista ambiental, econ�mico e de sociedade. Podemos recuperar as caracter�sticas antigas mas temos que mostrar a nossa paix�o pela �gua. E sem uma marina a s�rio...

Desafio os leitores a falar sobre este assunto. Este post � um come�o, n�o um fim...