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segunda-feira, 31 de março de 2003
Estádio e Hospital
(esta peça é Web only podendo, como qualquer uma das outras, ser comentada... Aliás, aguardam-se comentários das partes envolvidas)
Vamos a factos.
O Diário de Aveiro de hoje e o Noticias de Aveiro referem ambos que a Câmara Municipal de Aveiro já tem uma localização para o Hospital. Curioso. Curioso falarem nisso e e o DA dar-lhe destaque quando eu (enquanto jornalista do Litoral) e todos os outros órgãos de comunicação social na altura referiram esta localização. Falo de uma das assembleias mais polémicas dos últimos anos, em que foi possibilitada a presença e as afirmações de Rui Brito para algo que agora foi denunciado.
Nessa assembleia geral, sob pressão de uma data para entrega de candidatura comunitária, Rui Brito - que conseguiu intervir fora de todas as regras - e a Câmara quase que "obrigaram" a Assembleia a aprovar o protocolo de cedência das instalações dos antigos Armazéns Gerais, com a alegria da Junta de Freguesia de São Bernardo, que ficaria com espaço para as associações culturais da freguesia. E a habitação social (e não só) pois existiriam terrenos para vender...
O CDS, que pugnava pelo novo Hospital não teve a mínima hipotese.
Como se mudam os tempos - leia-se a situação política, financeira, administrações - e as vontades. Agora o Hospital Distrital de Aveiro tem outro administrador (não PS), a Câmara Municipal de Aveiro diz que tem um espaço no PDM definido e o que quer é ganhar dinheiro com os terrenos.
Para comentar!
quarta-feira, 26 de março de 2003
Ja repararam que o Festival que se irá realizar nas Dunas de São Jacinto está a tornar-se um Festival de Mortos-Vivos... Depois de uns Doors agora INXS. Isto é, bandas que já não têm os seus mais conhecidos elementos, que estiveram mortas e enterradas e que querem ganhar uns tostões. Será que não conseguem ir buscar bandas interessantes, que estejam no auge?
Para isso mais vale as Piedras Rolantes... Rolling Stones!
terça-feira, 25 de março de 2003
A vitória
Alberto Souto de Miranda ganhou as eleições para a Federação Distrital de Aveiro do Partido Socialista. Por cerca de 10 por cento. Duzentos votos em pouco mais de dois mil. É um número significativo para quem se inscreveu no PS depois da derrota de 17 de Março. E tem significados curiosos.
Em primeiro lugar, há que confirmar que a vitória é claramente dos descontentes de José Mota. Nas últimas eleições já tinha ficado demonstrado que um conjunto de personalidades estava claramente contra José Mota e o problema agora agravou-se. Duas ou três concelhias são mais do que suficientes para dar esta diferença de votos. Devido a isso, a vitória de Alberto Souto demonstra algo: o PS distrital está dividido, a campanha não ajudou a nenhuma união, pelo contrário e pelo meio, há outras feridas...
Para o governo autárquico camarário, Alberto Souto já não pode contar com a sua independência. A partir de agora está comprometido com estratégias partidárias nacionais e com posições distritais. Para além disso, Alberto Souto perdeu, no caminho, um braço direito importante – Gonçalo Fonseca.
Alguém, do círculo próximo, vai ter que desbloquear contactos, estabelecer as pontes que um adjunto político com o perfil de Gonçalo Fonseca tinha. E para um autarca que desde sempre se tem rodeado de poucas ou nenhumas pessoas – deixando cair alguns, como José Gonçalves – e mantendo outros como Miguel Lemos, vamos ver como as coisas se resolvem...
Entretanto, como é que fica a situação distrital e concelhia? Bem, esquecendo a estrutura não personificada dos comunistas, que devido ao método de Hondt dificilmente terão direito a mais do que alguns elementos de uma ou outra assembleia de freguesia – pois em deputados ainda mais difícl é – e Bloco de Esquerda, há um confronto curioso.
A nível distrital, Ribau Esteves e Alberto Souto darão espectáculo. Ao primeiro, convém manter uma estrutura sólida, um bom relacionamento com os deputados e a quantidade de câmaras conquistadas. De Alberto Souto já referi atrás mas a condicionante é óbvia: manter ou ganhar é a única missão. António Pinho, remetido ao papel de CDS terá que apaziguar as suas hostes e evitar as feridas abertas contra o PSD devido à derrocada das últimas autárquicas.
No concelho, as coisas estão mais “esquisitas”. Filipe Neto Brandão e Ulisses Pereira estão em posição diferente, tal como Miguel Capão Filipe. Enquanto este último comanda uma superestrutura sem equipa, Ulisses Pereira tem a vida mais facilitada – no passado, o PSD era um partido que não sabia criticar e não tinha maneira de o fazer – mas terá que claramente se definir em relação aos seus vereadores na Câmara. Não parecem faces da mesma moeda... Já Filipe Neto Brandão terá em mente aquilo que todos têm: o seu “seguro de vida” Alberto Souto na Câmara em 2005? Ou não? Da derrota à vitória vai a mesma distância que o inverso.
Em primeiro lugar, há que confirmar que a vitória é claramente dos descontentes de José Mota. Nas últimas eleições já tinha ficado demonstrado que um conjunto de personalidades estava claramente contra José Mota e o problema agora agravou-se. Duas ou três concelhias são mais do que suficientes para dar esta diferença de votos. Devido a isso, a vitória de Alberto Souto demonstra algo: o PS distrital está dividido, a campanha não ajudou a nenhuma união, pelo contrário e pelo meio, há outras feridas...
Para o governo autárquico camarário, Alberto Souto já não pode contar com a sua independência. A partir de agora está comprometido com estratégias partidárias nacionais e com posições distritais. Para além disso, Alberto Souto perdeu, no caminho, um braço direito importante – Gonçalo Fonseca.
Alguém, do círculo próximo, vai ter que desbloquear contactos, estabelecer as pontes que um adjunto político com o perfil de Gonçalo Fonseca tinha. E para um autarca que desde sempre se tem rodeado de poucas ou nenhumas pessoas – deixando cair alguns, como José Gonçalves – e mantendo outros como Miguel Lemos, vamos ver como as coisas se resolvem...
Entretanto, como é que fica a situação distrital e concelhia? Bem, esquecendo a estrutura não personificada dos comunistas, que devido ao método de Hondt dificilmente terão direito a mais do que alguns elementos de uma ou outra assembleia de freguesia – pois em deputados ainda mais difícl é – e Bloco de Esquerda, há um confronto curioso.
A nível distrital, Ribau Esteves e Alberto Souto darão espectáculo. Ao primeiro, convém manter uma estrutura sólida, um bom relacionamento com os deputados e a quantidade de câmaras conquistadas. De Alberto Souto já referi atrás mas a condicionante é óbvia: manter ou ganhar é a única missão. António Pinho, remetido ao papel de CDS terá que apaziguar as suas hostes e evitar as feridas abertas contra o PSD devido à derrocada das últimas autárquicas.
No concelho, as coisas estão mais “esquisitas”. Filipe Neto Brandão e Ulisses Pereira estão em posição diferente, tal como Miguel Capão Filipe. Enquanto este último comanda uma superestrutura sem equipa, Ulisses Pereira tem a vida mais facilitada – no passado, o PSD era um partido que não sabia criticar e não tinha maneira de o fazer – mas terá que claramente se definir em relação aos seus vereadores na Câmara. Não parecem faces da mesma moeda... Já Filipe Neto Brandão terá em mente aquilo que todos têm: o seu “seguro de vida” Alberto Souto na Câmara em 2005? Ou não? Da derrota à vitória vai a mesma distância que o inverso.
terça-feira, 18 de março de 2003
Pequenas coisas
Caro Ribau Esteves, porque não dá uma ajuda à Associação dos Amigos da Ria e do Barco Moliceiro e à sua empresa de inserção? Basta estipular que, por ano, cada autarquia da Associação de Municípios da Ria adquira um barco moliceiro. São cerca de 10000 euros, ou perto disso e mantém uma actividade meritória, dá vida à laguna e as populações e o turismo agradece!
Pois, é que a mesma empresa já não vai contar com a iniciativa da Câmara de Aveiro, que desde 1998 – ou melhor, nesse ano – garantiu a aquisição de 25 embarcações. Ora, como desde 1998 a 2002 saíram seis, que não estão autorizados a navegar pelo Instituto Marítimo-Portuário num processo esquisito – a média não é simpática e tínhamos que esperar até 2010 por todos. Mas como Alberto Souto afirmou em recente reunião de Câmara que o ritmo vai abrandar…
A mesma reunião de Câmara, a avaliar pelos jornalistas, deve ter sido uma sucessão de “mea culpa”. Não é que foi dito (e transcrito por Júlio Almeida) que “Quanto ao ferry-boat adquirido pelo município, continuam as negociações com a Administração Portuária de Aveiro (APA) para a criação de um cais no terminal comercial. "Entendemos que a solução proposta é compatível com a actividade portuária e não implica grandes obras", disse Alberto Souto. O autarca espera ainda um acordo, apesar da APA já ter dado a entender que não poderia ceder o espaço em causa”.
Isto significa uma coisa: Alberto Souto adquiriu um ferry-boat sem prever o espaço onde ele vai atracar? Significa que o mesmo barco poderá estar seis/um ano/até a Câmara pagar parado enquanto se esgrimem opiniões sobre a localização, a empresa que faz as obras, o cais.
Ao mesmo tempo, os habitantes de São Jacinto, que estão à espera do estudo da “ponte” vão ter que voltar ao antigamente, pois supostamente as lanchas de transporte de passageiros provocam problemas nas margens da ria e por isso… autocarro para o Forte da Barra … Sem comentários. Tudo isto já mete água e nem precisei falar do uso industrial para os terrenos dos actuais estaleiros navais e outros que lá se instalem num espaço onde parece que cabe tudo…
Para finalizar, e numa altura em que se fala em guerra – ou já se pratica pois tudo pode ficar desactualizado em horas, quanto mais em dias - queria lembrar a magnífica ferramenta que têm à vossa frente. Com efeito, a Internet continua a ser algo de fundamental para a informação – ao contrário de certos pensadores. Por isso, não se esqueçam de dar uma olhada para os vossos computadores se acharem que as explicações da televisão não o são ou se querem saber mais para além do óbvio
Pois, é que a mesma empresa já não vai contar com a iniciativa da Câmara de Aveiro, que desde 1998 – ou melhor, nesse ano – garantiu a aquisição de 25 embarcações. Ora, como desde 1998 a 2002 saíram seis, que não estão autorizados a navegar pelo Instituto Marítimo-Portuário num processo esquisito – a média não é simpática e tínhamos que esperar até 2010 por todos. Mas como Alberto Souto afirmou em recente reunião de Câmara que o ritmo vai abrandar…
A mesma reunião de Câmara, a avaliar pelos jornalistas, deve ter sido uma sucessão de “mea culpa”. Não é que foi dito (e transcrito por Júlio Almeida) que “Quanto ao ferry-boat adquirido pelo município, continuam as negociações com a Administração Portuária de Aveiro (APA) para a criação de um cais no terminal comercial. "Entendemos que a solução proposta é compatível com a actividade portuária e não implica grandes obras", disse Alberto Souto. O autarca espera ainda um acordo, apesar da APA já ter dado a entender que não poderia ceder o espaço em causa”.
Isto significa uma coisa: Alberto Souto adquiriu um ferry-boat sem prever o espaço onde ele vai atracar? Significa que o mesmo barco poderá estar seis/um ano/até a Câmara pagar parado enquanto se esgrimem opiniões sobre a localização, a empresa que faz as obras, o cais.
Ao mesmo tempo, os habitantes de São Jacinto, que estão à espera do estudo da “ponte” vão ter que voltar ao antigamente, pois supostamente as lanchas de transporte de passageiros provocam problemas nas margens da ria e por isso… autocarro para o Forte da Barra … Sem comentários. Tudo isto já mete água e nem precisei falar do uso industrial para os terrenos dos actuais estaleiros navais e outros que lá se instalem num espaço onde parece que cabe tudo…
Para finalizar, e numa altura em que se fala em guerra – ou já se pratica pois tudo pode ficar desactualizado em horas, quanto mais em dias - queria lembrar a magnífica ferramenta que têm à vossa frente. Com efeito, a Internet continua a ser algo de fundamental para a informação – ao contrário de certos pensadores. Por isso, não se esqueçam de dar uma olhada para os vossos computadores se acharem que as explicações da televisão não o são ou se querem saber mais para além do óbvio
Palavras-Chave:
Alberto Souto,
APA,
ferry-boat,
Internet,
PS
quinta-feira, 13 de março de 2003
Especial - Basket e Finanças
Escrevo esta nota especial, apenas disponivel na web - não será publicada no Campeão das Provincias para suscitar um certo debate entre vós perante as duas mais recentes noticias politicas em Aveiro, que embora não pecando pela "novidade" demonstrando ou deixam a entender algo...
Em concreto, refiro-me à decisão de Gonçalo Fonseca, caro colega da mailing-list associada a este weblog, de demitir-se da assessoria camarária que vinha desenvolvendo junto da C.M.Aveiro desde 1998. Com efeito, esta saída, que tentei esclarecer durante os últimos dois dias, só pode demonstrar duas coisas: uma aposta pessoal - que eu não acredito - ou o desfazer de uma relação pessoal motivada pelo constante desgaste de Gonçalo Fonseca (por causa da Aveiro Basket) e porventura, pelas eleições para o PS distrital.
Gostava que comentassem este assunto, estando este espaço disponível para receber um texto do Gonçalo ou de qualquer um dos outros subscritores.
O segundo assunto prende-se com o financiamento para o estádio e com as queixas - políticas - sobre o IC1, proferidas por Alberto Souto.
Como outras coisas que serão tema de uma próxima crónica, Alberto Souto garante que tudo está próximo de estar resolvido: só que nem o Beira-Mar assinou o protocolo, nem, segundo algumas informações, os terrenos expropriados estão todos pagos - isto não confirmo nem a situação de lease-back e os empréstimos estão completamente terminados. E a situação financeira da Câmara agrava-se...
Esperam-se comentários!
Em concreto, refiro-me à decisão de Gonçalo Fonseca, caro colega da mailing-list associada a este weblog, de demitir-se da assessoria camarária que vinha desenvolvendo junto da C.M.Aveiro desde 1998. Com efeito, esta saída, que tentei esclarecer durante os últimos dois dias, só pode demonstrar duas coisas: uma aposta pessoal - que eu não acredito - ou o desfazer de uma relação pessoal motivada pelo constante desgaste de Gonçalo Fonseca (por causa da Aveiro Basket) e porventura, pelas eleições para o PS distrital.
Gostava que comentassem este assunto, estando este espaço disponível para receber um texto do Gonçalo ou de qualquer um dos outros subscritores.
O segundo assunto prende-se com o financiamento para o estádio e com as queixas - políticas - sobre o IC1, proferidas por Alberto Souto.
Como outras coisas que serão tema de uma próxima crónica, Alberto Souto garante que tudo está próximo de estar resolvido: só que nem o Beira-Mar assinou o protocolo, nem, segundo algumas informações, os terrenos expropriados estão todos pagos - isto não confirmo nem a situação de lease-back e os empréstimos estão completamente terminados. E a situação financeira da Câmara agrava-se...
Esperam-se comentários!
terça-feira, 11 de março de 2003
A questão financeira
Escrevo no dia em que Isaltino de Morais, Ministro das Cidades, Ordenamento do Território e Ambiente (note-se a ordem…) dizia aos microfones de uma rádio que a questão da qualidade e do desenvolvimento de uma cidade deviam ter em conta factores muito importantes de meio ambiente e qualidade de vida. Na mesma entrevista, lembrava um conjunto de questões que poderiam alterar o “governo” das cidades e muitas… mesmo muitas, referiam a questão financeira.
A verdade é que Alberto Souto, em Aveiro, também se vem queixando do mesmo: falta de dinheiro e a questão económica. O mesmo dizem os seus fornecedores, ou pelo menos os que tiveram coragem para se tornarem fornecedores da Câmara de Aveiro nestes últimos tempos. Queixa-se Alberto Souto da crise económica, queixa-se do Governo – ele agora já não é independente, é candidato à distrital do PS – e lembra que as finanças da Câmara estão dependentes de questões ligadas à construção – sisas, derramas, etc, taxas e mais taxas.
Infelizmente é verdade. Infelizmente devem os eleitores saber que quando se queixam de construções a mais em Aveiro, de prédios mais altos, o problema é uma questão financeira. Significou que a Câmara de Aveiro quis construir algo e que por isso há que ter verbas…
Claro que o cidadão que não dá conta das verbas camarárias deve olhar para a cidade e lembrar-se dos investimentos feitos, das verbas atribuídas, das apostas em determinado sector/espaço. E tirar as suas conclusões.
Sem dúvida que a Câmara de Aveiro está em dificuldades. A SAD Aveiro Basket já teve que tomar uma decisão corajosa para não obrigar o seu principal accionista (a própria Câmara) a colocar ainda mais dinheiro no final do ano). Já a ACASA, uma entidade que dá assistência médica e social a funcionários autárquicos, não pode fazer o mesmo. Tem que esperar que a Câmara pague aquilo que deve.
As casas de habitação social, as freguesias no geral e as suas infraestruturas básicas sofrem do mesmo problema. O dinheiro não chega para tudo. Não chega para o Estádio, não chega para as apostas que se fazem e para as obras na cidade. Não chega para os fornecedores, como o PCP vem dizendo desde há muito…
Para finalizar esta semana, convém referir um último pormenor. É que os “arrumadores” de Aveiro, ou melhor, eu gostava de corrigir, os sem-abrigo de Aveiro não são muitos. Acho que não precisavam de uma conferência de imprensa. Acho que Marília Martins, uma lufada de ar fresco na Câmara, não precisava de mostrar que faz. Com a quantidade de entidades ligadas ao apoio social, devia resolver o assunto. Sabe que a preocupação é de muitos…
PS - Só uma última nota: segundo o calendário do Euro'2004, o estádio de Aveiro vai receber dois jogos, sendo que nesses dois jogos, há uma equipa
que repete o Estádio: a menos cotada do grupo... Um jogo contra o cabeça de série do grupo e outro com a terceira equipa ... Grandes jogos, sem dúvida!
A verdade é que Alberto Souto, em Aveiro, também se vem queixando do mesmo: falta de dinheiro e a questão económica. O mesmo dizem os seus fornecedores, ou pelo menos os que tiveram coragem para se tornarem fornecedores da Câmara de Aveiro nestes últimos tempos. Queixa-se Alberto Souto da crise económica, queixa-se do Governo – ele agora já não é independente, é candidato à distrital do PS – e lembra que as finanças da Câmara estão dependentes de questões ligadas à construção – sisas, derramas, etc, taxas e mais taxas.
Infelizmente é verdade. Infelizmente devem os eleitores saber que quando se queixam de construções a mais em Aveiro, de prédios mais altos, o problema é uma questão financeira. Significou que a Câmara de Aveiro quis construir algo e que por isso há que ter verbas…
Claro que o cidadão que não dá conta das verbas camarárias deve olhar para a cidade e lembrar-se dos investimentos feitos, das verbas atribuídas, das apostas em determinado sector/espaço. E tirar as suas conclusões.
Sem dúvida que a Câmara de Aveiro está em dificuldades. A SAD Aveiro Basket já teve que tomar uma decisão corajosa para não obrigar o seu principal accionista (a própria Câmara) a colocar ainda mais dinheiro no final do ano). Já a ACASA, uma entidade que dá assistência médica e social a funcionários autárquicos, não pode fazer o mesmo. Tem que esperar que a Câmara pague aquilo que deve.
As casas de habitação social, as freguesias no geral e as suas infraestruturas básicas sofrem do mesmo problema. O dinheiro não chega para tudo. Não chega para o Estádio, não chega para as apostas que se fazem e para as obras na cidade. Não chega para os fornecedores, como o PCP vem dizendo desde há muito…
Para finalizar esta semana, convém referir um último pormenor. É que os “arrumadores” de Aveiro, ou melhor, eu gostava de corrigir, os sem-abrigo de Aveiro não são muitos. Acho que não precisavam de uma conferência de imprensa. Acho que Marília Martins, uma lufada de ar fresco na Câmara, não precisava de mostrar que faz. Com a quantidade de entidades ligadas ao apoio social, devia resolver o assunto. Sabe que a preocupação é de muitos…
PS - Só uma última nota: segundo o calendário do Euro'2004, o estádio de Aveiro vai receber dois jogos, sendo que nesses dois jogos, há uma equipa
que repete o Estádio: a menos cotada do grupo... Um jogo contra o cabeça de série do grupo e outro com a terceira equipa ... Grandes jogos, sem dúvida!
segunda-feira, 3 de março de 2003
Aveiro e o basquetebol
Aveiro é a capital do basquetebol.
Foi com esta “imagem de marca” que passei a minha infância, a minha adolescência. Pequenas diferenças, um pouco por todo o lado, davam brilho a essa designação: tabelas de basquetebol um pouco por todo o lado, professores de Educação Física que eram treinadores das melhores equipas nacionais, e muitas equipas da nossa região na divisão maior do basquetebol nacional – com a Ovarense a chegar mesmo ao título de campeã nacional.
Quando começou a competição profissional de basquetebol pensei que esse poderio poderia ser ampliado. Ao contrário, por percalços e deslizes, uns políticos, outros nem por isso, o poderio só tem sido esvaziado.
O processo do Aveiro Basket começou, infelizmente, mal desde o início e não melhorou nada com os patrocínios “políticos” que teve e que não conseguiram mostrar que este era um projecto com futuro. No início o divórcio entre as partes que o constituíram também era notório e o ramalhete conjunto não ajudava. Por fim, algumas forças externas que nunca gostaram do projecto tal como ele estava ajudavam ainda mais este projecto a não vingar.
A decisão de “alerta para a crise” desencadeada esta semana pelo Aveiro Basket esperemos que não irá perigar a situação de direito desportivo. Dois jogadores irão para já sair e outros possivelmente irão pelo mesmo caminho. Seis meses para revigorar o projecto serão suficientes? Penso que Gonçalo Fonseca tem algumas condições para dar a volta por cima mas deve estar desgastado pelo modo como certas coisas se passam…
Um projecto como o da Aveiro Basket - ou de outro tipo – poderá ser possível se tivermos a consciência do que queremos para Aveiro, um dos temas recorrentes das minhas crónicas. Parabéns, para já, aos aveirense “Oliveira e Irmão” pelo apoio que dão à equipa.
Quem gosta de basquetebol não se poderia esquecer nunca dos “derbies” citadinos entre Beira-Mar e Esgueira, a saudável rivalidade dos jogos entre Illiabum e o Beira-Mar. Jogos de pavilhão cheio, gritos de incentivo do princípio ao fim, promessas de “vingança” na próxima jornada. Será que isso acabou? Ou acabaram as equipas?
Aveiro, que tem um problema por resolver com o futebol da cidade, deve resolver a bem o assunto basquetebol: por favor, sem fusões… até com outras divisões… mas a bem. Nunca com decisões de afastar quem está no basquetebol porque gosta.
Uma pequena nota de rodapé: quem escreve, sem dúvida, que o faz por duas por três razões. Ou tem uma estratégia superior, maquiavélica quem sabe, ou decide que tem o direito à indignação ou, por fim, escreve sobre um assunto algo que lhe interessa. Felizmente para nós, simples seres humanos, não são somente os académicos que deslizam a sua pena sobre o papel. Felizmente para nós, meros cidadãos, não são apenas os detentores da verdade absoluta pois esses raramente nos contam as verdadeiras motivações por detrás das supostas “óptimas” decisões…
Felizmente vivemos em sociedade. Mas é claro que certos decisores deviam saber sobre o qual falam…
jmo@esoterica.pt
As crónicas estão disponíveis em http://aveirolx.blogspot.com Leiam e comentem!
Foi com esta “imagem de marca” que passei a minha infância, a minha adolescência. Pequenas diferenças, um pouco por todo o lado, davam brilho a essa designação: tabelas de basquetebol um pouco por todo o lado, professores de Educação Física que eram treinadores das melhores equipas nacionais, e muitas equipas da nossa região na divisão maior do basquetebol nacional – com a Ovarense a chegar mesmo ao título de campeã nacional.
Quando começou a competição profissional de basquetebol pensei que esse poderio poderia ser ampliado. Ao contrário, por percalços e deslizes, uns políticos, outros nem por isso, o poderio só tem sido esvaziado.
O processo do Aveiro Basket começou, infelizmente, mal desde o início e não melhorou nada com os patrocínios “políticos” que teve e que não conseguiram mostrar que este era um projecto com futuro. No início o divórcio entre as partes que o constituíram também era notório e o ramalhete conjunto não ajudava. Por fim, algumas forças externas que nunca gostaram do projecto tal como ele estava ajudavam ainda mais este projecto a não vingar.
A decisão de “alerta para a crise” desencadeada esta semana pelo Aveiro Basket esperemos que não irá perigar a situação de direito desportivo. Dois jogadores irão para já sair e outros possivelmente irão pelo mesmo caminho. Seis meses para revigorar o projecto serão suficientes? Penso que Gonçalo Fonseca tem algumas condições para dar a volta por cima mas deve estar desgastado pelo modo como certas coisas se passam…
Um projecto como o da Aveiro Basket - ou de outro tipo – poderá ser possível se tivermos a consciência do que queremos para Aveiro, um dos temas recorrentes das minhas crónicas. Parabéns, para já, aos aveirense “Oliveira e Irmão” pelo apoio que dão à equipa.
Quem gosta de basquetebol não se poderia esquecer nunca dos “derbies” citadinos entre Beira-Mar e Esgueira, a saudável rivalidade dos jogos entre Illiabum e o Beira-Mar. Jogos de pavilhão cheio, gritos de incentivo do princípio ao fim, promessas de “vingança” na próxima jornada. Será que isso acabou? Ou acabaram as equipas?
Aveiro, que tem um problema por resolver com o futebol da cidade, deve resolver a bem o assunto basquetebol: por favor, sem fusões… até com outras divisões… mas a bem. Nunca com decisões de afastar quem está no basquetebol porque gosta.
Uma pequena nota de rodapé: quem escreve, sem dúvida, que o faz por duas por três razões. Ou tem uma estratégia superior, maquiavélica quem sabe, ou decide que tem o direito à indignação ou, por fim, escreve sobre um assunto algo que lhe interessa. Felizmente para nós, simples seres humanos, não são somente os académicos que deslizam a sua pena sobre o papel. Felizmente para nós, meros cidadãos, não são apenas os detentores da verdade absoluta pois esses raramente nos contam as verdadeiras motivações por detrás das supostas “óptimas” decisões…
Felizmente vivemos em sociedade. Mas é claro que certos decisores deviam saber sobre o qual falam…
jmo@esoterica.pt
As crónicas estão disponíveis em http://aveirolx.blogspot.com Leiam e comentem!
terça-feira, 25 de fevereiro de 2003
Praias
No passado fim de semana fui, como por vezes me apetece, passar um bocado de tempo às praias da Barra e da Costa Nova. Iniciei a minha caminhada perto do farol, depois voltei à estrada, estive na Costa Nova e deliciei-me com o mar revolto, as ondas brancas como flocos de neve e a areia, relativamente limpa. Mais do que tudo isso, impressionou-me a aposta que os dinheiros comunitários e municipais conseguiram: o projecto de passadiço contínuo está a avançar a olhos vistos e dá gosto caminhar, correr até, pelas travessas de madeira. Não sei se o olhar mágico que tive deste fim de semana não se perderá durante o Verão, mas sem dúvida que as praias estão mais bonitas, mais interessantes.
Claro que falta muito e não será preciso um viajante ocasional para o dizer ao Eng. Ribau Esteves. É necessário mais apoio – casas limpas, infraestruturas básicas – a coragem da destruição de dois ou três mamarachos e uma correcta definição do que se pretende para cada uma das praias do concelho.
Noutro pólo de desenvolvimento temos S. Jacinto. Uma freguesia “perdida”, com custos de insularidade por vezes não cobertos pela Câmara de Aveiro mas que merece outras oportunidades. Merece aposta, merece vida e também merece outras visões. Claro que, é uma terra que terá sempre um estigma: aquilo que as suas populações por vezes defendem poderá não ser consentâneo com o bem comum e público, uma situação que gera sempre conflitos e problemas graves.
A freguesia de São Jacinto merece a minha maior consideração. As suas apostas estratégicas devem ser as suas pessoas, as suas características únicas, como a ainda existência de um espaço militar – com crescente perda de influência, é certo – mas igualmente a criação de condições para que os seus cidadãos possam usufruir de uma vida digna. Se para isso, for necessário socorrermo-nos de protocolos ou decisões sábias, porque não?
Só tenha pena de algo: que São Jacinto não tenha aproveitado um projecto de qualidade – apoiado com largos fundos da freguesia – que a iria tornar num centro de estágio de reconhecimento internacional. Mas muitas vezes, a visão tacanha de certos projectos faz pensar que aquilo que é necessário são estradas e mais estradas e não infraestruturas de qualidade...
Investimentos não têm existido. Casas, essas pupulam por quem conhece o local. A praia tem algum abandono... Claro que para alguns, São Jacinto é meramente um lugar para um espectáculo festivaleiro onde a Câmara irá gastar alguns fundos – e fazer a limpeza... onde a freguesia não vai aguentar a quantidade de pessoas que irá receber! Claro que vai ter publicidade... pois...
Claro que falta muito e não será preciso um viajante ocasional para o dizer ao Eng. Ribau Esteves. É necessário mais apoio – casas limpas, infraestruturas básicas – a coragem da destruição de dois ou três mamarachos e uma correcta definição do que se pretende para cada uma das praias do concelho.
Noutro pólo de desenvolvimento temos S. Jacinto. Uma freguesia “perdida”, com custos de insularidade por vezes não cobertos pela Câmara de Aveiro mas que merece outras oportunidades. Merece aposta, merece vida e também merece outras visões. Claro que, é uma terra que terá sempre um estigma: aquilo que as suas populações por vezes defendem poderá não ser consentâneo com o bem comum e público, uma situação que gera sempre conflitos e problemas graves.
A freguesia de São Jacinto merece a minha maior consideração. As suas apostas estratégicas devem ser as suas pessoas, as suas características únicas, como a ainda existência de um espaço militar – com crescente perda de influência, é certo – mas igualmente a criação de condições para que os seus cidadãos possam usufruir de uma vida digna. Se para isso, for necessário socorrermo-nos de protocolos ou decisões sábias, porque não?
Só tenha pena de algo: que São Jacinto não tenha aproveitado um projecto de qualidade – apoiado com largos fundos da freguesia – que a iria tornar num centro de estágio de reconhecimento internacional. Mas muitas vezes, a visão tacanha de certos projectos faz pensar que aquilo que é necessário são estradas e mais estradas e não infraestruturas de qualidade...
Investimentos não têm existido. Casas, essas pupulam por quem conhece o local. A praia tem algum abandono... Claro que para alguns, São Jacinto é meramente um lugar para um espectáculo festivaleiro onde a Câmara irá gastar alguns fundos – e fazer a limpeza... onde a freguesia não vai aguentar a quantidade de pessoas que irá receber! Claro que vai ter publicidade... pois...
terça-feira, 18 de fevereiro de 2003
Marketing
Marketing
Aveiro tem qualidades, Aveiro tem capacidades. Aveiro tem falta de políticos, de quem viva esta terra e a faça crescer (não, não é no sentido erróneo do crescimento urbanístico...).
Uma cidade, uma região deve viver de um conceito, de uma imagem de marca e de uma estratégia cujos actores são peças fundamentais, quase mais importantes que os recursos naturais e as condições geográficas da mesma região.Os pólos de excelência, a paixão deve ser vivida de tal forma que incentive a busca de mais, a permanente insatisfação com o presente.
Coimbra viveu um grande período de poder pelo poder, não merecido, exactamente porque gerou um conjunto de líderes e de contactos que mostram o seu amor à terra. Curiosamente, em Aveiro, com raras excepções, isso não acontece em Aveiro e é verificado, num exemplo infeliz, no desporto: a Académica caiu no último lugar e ia “caindo o Carmo e a Trindade”. O Beira-Mar está aflito e uma calma suspeita continua a pairar na cidade, apenas glosada com a ideia de inaugurar no Estádio com o Beira-Mar na segunda liga...
Mas se no desporto se vive assim, com essa calma... a mesma calma e pouco afecto são notadas noutras áreas, ou por “falta” de impaciência ou desdém pelos que se lançam em algo mais arrojado. Como sabem os mais perspicazes, não é somente pelo mérito que os negócios e a política se gerem mas sim pela rede de ligações que se cria, pelas amizades verdadeiras que se têm e que quebram a formalidade das relações. Será isso que uma nova geração irá criar para Aveiro?
Notas de rodapé. Primeira nota de rodapé para o Estádio: já conhecem a minha aversão a tal edificação e a tal custo. No entanto não quero deixar de sugerir algo que ainda não vi publicado em lugar algum (e se alguém já exprimiu estas notas, o meu aplauso e o meu humilde pedido de desculpas por “roubar” a ideia) que é a manutenção do nome de Mário Duarte para o novo Estádio, sempre referido até agora como Estádio Municipal de Aveiro. É da mais elementar justiça que assim aconteça e não se corre o risco de ter outro nome menos digno a ser lançado para a praça pública.
E como também referi noutra peça, claro que acho que o “relvado” que vai ficar no lugar do actual palco dos jogos beiramarenses não permanecerá com dignidade para honrar tal nome do dirigismo aveirense.
Por fim, uma nota política de rodapé. A semana que passou marca, sem dúvida, algo de novo para a política aveirense. Pouco tempo passado da eleição de Ulisses Pereira para a concelhia do PSD e da declaração de Ribau Esteves que pretende ganhar a Câmara de Aveiro, algo de novo surge. Uma proposta de disponibilidade demonstrada por alguém que brilhou acima de Aveiro, um empreendedor nato. A saída de Manuel Fernandes Thomaz da presidência da ANJE e a sua aposta definitiva por negócios com base em Aveiro irá dar-lhe o “background” e a disponibilidade que não tinha. Caso queira apostar, será o candidato natural e vitorioso que o PSD nunca teve em Aveiro, por laixismo ou burrice...
Aveiro tem qualidades, Aveiro tem capacidades. Aveiro tem falta de políticos, de quem viva esta terra e a faça crescer (não, não é no sentido erróneo do crescimento urbanístico...).
Uma cidade, uma região deve viver de um conceito, de uma imagem de marca e de uma estratégia cujos actores são peças fundamentais, quase mais importantes que os recursos naturais e as condições geográficas da mesma região.Os pólos de excelência, a paixão deve ser vivida de tal forma que incentive a busca de mais, a permanente insatisfação com o presente.
Coimbra viveu um grande período de poder pelo poder, não merecido, exactamente porque gerou um conjunto de líderes e de contactos que mostram o seu amor à terra. Curiosamente, em Aveiro, com raras excepções, isso não acontece em Aveiro e é verificado, num exemplo infeliz, no desporto: a Académica caiu no último lugar e ia “caindo o Carmo e a Trindade”. O Beira-Mar está aflito e uma calma suspeita continua a pairar na cidade, apenas glosada com a ideia de inaugurar no Estádio com o Beira-Mar na segunda liga...
Mas se no desporto se vive assim, com essa calma... a mesma calma e pouco afecto são notadas noutras áreas, ou por “falta” de impaciência ou desdém pelos que se lançam em algo mais arrojado. Como sabem os mais perspicazes, não é somente pelo mérito que os negócios e a política se gerem mas sim pela rede de ligações que se cria, pelas amizades verdadeiras que se têm e que quebram a formalidade das relações. Será isso que uma nova geração irá criar para Aveiro?
Notas de rodapé. Primeira nota de rodapé para o Estádio: já conhecem a minha aversão a tal edificação e a tal custo. No entanto não quero deixar de sugerir algo que ainda não vi publicado em lugar algum (e se alguém já exprimiu estas notas, o meu aplauso e o meu humilde pedido de desculpas por “roubar” a ideia) que é a manutenção do nome de Mário Duarte para o novo Estádio, sempre referido até agora como Estádio Municipal de Aveiro. É da mais elementar justiça que assim aconteça e não se corre o risco de ter outro nome menos digno a ser lançado para a praça pública.
E como também referi noutra peça, claro que acho que o “relvado” que vai ficar no lugar do actual palco dos jogos beiramarenses não permanecerá com dignidade para honrar tal nome do dirigismo aveirense.
Por fim, uma nota política de rodapé. A semana que passou marca, sem dúvida, algo de novo para a política aveirense. Pouco tempo passado da eleição de Ulisses Pereira para a concelhia do PSD e da declaração de Ribau Esteves que pretende ganhar a Câmara de Aveiro, algo de novo surge. Uma proposta de disponibilidade demonstrada por alguém que brilhou acima de Aveiro, um empreendedor nato. A saída de Manuel Fernandes Thomaz da presidência da ANJE e a sua aposta definitiva por negócios com base em Aveiro irá dar-lhe o “background” e a disponibilidade que não tinha. Caso queira apostar, será o candidato natural e vitorioso que o PSD nunca teve em Aveiro, por laixismo ou burrice...
terça-feira, 11 de fevereiro de 2003
Qualidades
Tenho um dia de trabalho cansativo. Decido deslocar-me a um centro comercial lisboeta, bastante conhecido. Dou uma volta pelas lojas mas antes, não resistindo a um bom filme, desloco-me à bilheteira de um cinema Warner-Lusomundo e adquiro um bilhete para um filme que já ia na sua terceira semana e que já estava remetido para uma das salas de menor capacidade.
Continuei a dar voltas, passei-me por mais umas lojas, adquiri um livro na FNAC e fui ao cinema. Confortavelmente instalado e decidido a esquecer o dia-a-dia de reuniões, telefonemas e recados que tive que enfrentar.
O mesmo cenário, com algumas diferenças, passado somente uns dias...
Desta vez era um sábado ao final da tarde, queria ir ver um filme que estava em estreia, marcado igualmente para as 21.30 horas. Só que era na Warner-Lusomundo do Fórum Aveiro. Pois... Os bilhetes para uma sala de 200 pessoas para uma sessão em estreia não tinham lugares marcados e obrigam, por isso, uma pessoa a jantar à pressa para tentar ter um lugar, a uma hora que não está definida para arranjar um lugar também não definido. E se isso é fácil para uma pessoa, talvez não seja fácil para quatro...
O ponto fundamental desta história é uma questão que ultrapassa a mera empresa que só olha para lucros... À racionalidade económica de conseguir ter todos os lugares potencialmente vendidos deve-se subtrair, todavia, a questão da qualidade de serviço que qualquer pessoa que adquire deve ter. Claro que certos gestores não devem perceber isso...
Este problema passa-se a todos os níveis da administração pública às empresas privadas com algumas e honrosas excepções. No entanto, deveria ser prioritário. Mudar a forma como servimos os nossos “clientes” deve ser a regra no “front-office”, qualquer que ele seja, pois dessa forma permite ter alguém feliz, satisfeito e que regressa ao nosso espaço... Isto, digo, vale tanto para os serviços de informações de grandes empresas como para uma autarquia.
No caso desta última, a importância e a atenção deverá ser ainda maior do que é normal. Em primeiro lugar porque o público tem uma abrangência enorme no que respeita aos níveis de escolaridade e cultura geral. Por outro lado, porque o desconhecimento das bases legais não deve ser desculpa para informar convenientemente o cidadão, servindo como seu procurador/provedor e não como alguém que, por “azar” tem que perder tempo.
Mais grave parece ser quando, a pretexto de dar a informação, não se adequa o suporte e a mensagem ao destinatário. Sem isso, esta não serve para muito mais do que criar “equívocos” suplementares... Mas isso fica para uma próxima coluna de opinião...
Continuei a dar voltas, passei-me por mais umas lojas, adquiri um livro na FNAC e fui ao cinema. Confortavelmente instalado e decidido a esquecer o dia-a-dia de reuniões, telefonemas e recados que tive que enfrentar.
O mesmo cenário, com algumas diferenças, passado somente uns dias...
Desta vez era um sábado ao final da tarde, queria ir ver um filme que estava em estreia, marcado igualmente para as 21.30 horas. Só que era na Warner-Lusomundo do Fórum Aveiro. Pois... Os bilhetes para uma sala de 200 pessoas para uma sessão em estreia não tinham lugares marcados e obrigam, por isso, uma pessoa a jantar à pressa para tentar ter um lugar, a uma hora que não está definida para arranjar um lugar também não definido. E se isso é fácil para uma pessoa, talvez não seja fácil para quatro...
O ponto fundamental desta história é uma questão que ultrapassa a mera empresa que só olha para lucros... À racionalidade económica de conseguir ter todos os lugares potencialmente vendidos deve-se subtrair, todavia, a questão da qualidade de serviço que qualquer pessoa que adquire deve ter. Claro que certos gestores não devem perceber isso...
Este problema passa-se a todos os níveis da administração pública às empresas privadas com algumas e honrosas excepções. No entanto, deveria ser prioritário. Mudar a forma como servimos os nossos “clientes” deve ser a regra no “front-office”, qualquer que ele seja, pois dessa forma permite ter alguém feliz, satisfeito e que regressa ao nosso espaço... Isto, digo, vale tanto para os serviços de informações de grandes empresas como para uma autarquia.
No caso desta última, a importância e a atenção deverá ser ainda maior do que é normal. Em primeiro lugar porque o público tem uma abrangência enorme no que respeita aos níveis de escolaridade e cultura geral. Por outro lado, porque o desconhecimento das bases legais não deve ser desculpa para informar convenientemente o cidadão, servindo como seu procurador/provedor e não como alguém que, por “azar” tem que perder tempo.
Mais grave parece ser quando, a pretexto de dar a informação, não se adequa o suporte e a mensagem ao destinatário. Sem isso, esta não serve para muito mais do que criar “equívocos” suplementares... Mas isso fica para uma próxima coluna de opinião...
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