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quinta-feira, 6 de março de 2008

Três erros de gestão

Hoje, no Diário de Aveiro e no jornal "O Aveiro" notei três erros que eu não cometeria. Dois mais graves, um já sequencial.

Primeiro - Como todos sabem, é prática comum o Diário de Aveiro ter páginas temáticas (ACA, CMA, EPA, Hospital, APA, Mercado, entre muitas outras). No entanto, algo era comum a todas: eram instituições.
Hoje aparece uma página, ao que parece quinzenal, da Decathlon [registo de interesses: adoro ir lá comprar roupa e equipamento]. Já não é jornalismo, é uma empresa e visa o lucro. Mal, errado.

Segundo: A coluna/blog do José Gonçalo Fonseca e do Belmiro Couto no "O Aveiro". Afinal é quinzenal, o que é pena. Mais valia que fosse ao desafio. Agora a opção editorial para preencher o espaço é que é caricata: os comentários do blog. Mesmo os anónimos. Isto já ultrapassa o jornalismo. Mesmo que seleccionados, são anónimos. Quem assume? O director e o subdirector? A escolha é dos colunistas? Do jornal? Agora anónimos já aparecem em letra impressa?

Terceiro e recorrente, menos grave do que os outros dois - Alguns dos editoriais de um subdirector que não o consegue ser. Se escrevesse noutro local do jornal, num espaço de opinião, nada a opor. Como subdirector, está a associar o seu pensamento ao jornal. Por mim tudo bem.

Isto não são erros de jornais. Não são sequer jornalismo.

14 comentários:

  1. João, estou totalmente de acordo na análise que fazes a estas três situações. Abraço.

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  2. Caro João Oliveira

    Obrigado, mais uma vez, pela atenção que presta a O Aveiro. Se um dos seus trabalhos como assessor de imprensa é manter relações, no mínimo, cordiais com a comunicação social, dê-me o benefício da dúvida de pensar que talvez não seja com este tipo de comentários públicos que o consiga. De qualquer das formas o seu comentário está feito pelo que sou tentado a perguntar-lhe em que cátedra se formou a sua clarividência sobre o que é ou deixa de ser o Jornalismo? Tem currículo na área? Tem alguma tese efectuada sobre o tema? Tem autores credíveis que argumentem do seu lado? Ou é apenas uma consideração pessoal?
    ...
    As mesmas perguntas coloco-as ao autor do comentário acima publicado, Pedro Neves (colaborador/jornalista do Diário de Aveiro), recordando-lhe que ainda há uns meses atrás o próprio me jurava olhos nos olhos, como o fez a outras pessoas, que era ele o autor da coluna de opinião "Ave e Rio" que O Aveiro publica na última página há já sete anos. Claro que mo disse sem saber o meu nome e o que faço profissionalmente. Depois deste episódio ter ocorrido julguei-o mais controlador da fome que o próprio tem de ser protagonista à custa do trabalho dos outros.
    ...
    Esta história serve para dizer ao João Oliveira que "à mulher de César não basta sê-lo". Serve também para dizer ao sr. Pedro Neves, quanto à credibilidade que vejo em qualquer palavra que ele diga ou publique onde quer que seja, que vozes de burro não chegam a lado nenhum, muito menos ao céu.

    Cumprimentos

    Pedro Farias, editor coordenador do jornal O Aveiro

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  3. Caro Pedro Farias,

    Agradeço o seu comentário.

    É público, neste blog, a minha actividade profissional e o meu curriculo e percurso profissional estão disponíveis online - basta pesquisar ou ir a http://www.linkedin.com/in/joaomanueloliveira

    O meu blog é, por natureza, um espaço pessoal. Se quiser entenda-me como um leitor exigente e com alguns conhecimentos humildes do tema devido à minha actividade profissional.

    Quanto ao cerne do seu comentário, presumo que, na minha humildade de blogger há cinco anos, de utilizador intensivo da Net desde 1995 tenha alguma opinião formada sobre a questão dos anónimos na Net e nos blogs.

    Da mesma forma tenho em relação ao escrito anónimo em qualquer suporte.

    Entendo pelas suas palavras que essa parte não o incomoda, como editor. Fica à sua consciência. Acredito pela forma que argumentou que nem uma tese académica sobre o uso de anónimos no jornalismo mudaria a sua opinião. Este leitor atento continuará atento. Esqueceu-se foi de ler que entitulei o texto de "erros de gestão". E nem sei quem escolhe os textos dos "anónimos". Se são os autores do blog, o editor-coordenador, outro jornalista, ou os directores. Não sei nem me interessa.

    É um assunto ético interessante. Disponível estarei para o argumentar. Quanto a grande parte da sua argumentação acredite que não a percebi, decerto pela falta da cátedra. E não sou mulher de ninguém, muito menos de César. Além que acho que nem escolheu o dito popular correcto.


    O Pedro Neves que responda aqui ou no seu blog se assim o entender.

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  4. Quem é que "assume" os anónimos publicados neste blog? O João Oliveira? Quanto à história relatada pelo Pedro Farias, a ser verdade é no mínimo incrível.

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  5. Caro anónimo,

    Como poderá ter lido na caixa de comentários antes de escrever, a assumpção dos anónimos que forem aprovados é dos responsáveis desta casa. Aliás, se alguma vez fosse levado a tribunal por causa de algum comentário injurioso realizado por um anónimo, se não conseguir provar quem é o mesmo, serei eu condenado. Isto vem da lei, meu caro.

    Tentei durante muito tempo ter um sentido lato na aprovação de comentários. Deixei-me disso.

    Cumprimentos
    João Oliveira

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  6. Caro senhor João Oliveira!
    Obrigado pela sua passagem no meu espaço, fiquei honrado com tão importante visita, a partir de hoje ficará linkado no falar-das-coisas, contudo, antes de me despedir, deixe que lhe diga uma coisa, o que disse apelidando-me de mentiroso não será aquilo que a maioria dos jornalistas costuma fazer!
    Deixe-me estar sossegadinho no meu espaço por favor.
    Pedro Santos

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  7. Este comentário foi removido por um administrador do blogue.

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  8. Há gajos com cada cara de pau... Incrível. Será que é o sr. Pedro Neves que escreve também a coluna do Pacheco Pereira no jornal Público?

    AL

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  9. A propósito de anónimos, acho que quem se deve anonimizar por uns tempos (ou mesmo de vez da praça pública) é o sr. Pedro Neves. Depois de lhe terem descoberto a fome plagiadora, as tendências para a mentira e a grande lata que tem, quem poderá acreditar mais nesse senhor e numa só linha que ele escreva, seja no Diário de Aveiro, seja onde for?

    Ricardo B

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  10. Deixem-me só dizer o seguinte: fiz aqui um pequeno comentário a post do João Oliveira. Limitei-me a concordar com o autor do blogue, ou seja, três situações d'O Aveiro e do Diario de Aveiro que tb não me parecem correctas. E assinei, como sempre. E é isso que para mim é o mais importante: dar a cara, assinar, ser frontal. Nao ataquei pessoalmente o Pedro Farias nem ninguem em particular. Para terminar, digo apenas o seguinte: por muito que possam denegrir o meu trabalho, tenho a minha consciencia tranquila. É só isso que posso dizer. Tenho esperanças de um dia poder vir a prová-lo ao proprio Pedro.
    Abraço.

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  11. O Pedro Neves diz que está de consciência tranquila e que há quem tente "denegrir" o seu trabalho. Porém, não confirma nem desmente os factos relatados pelo Pedro Farias, que é o realmente é relevante nesta matéria. Aconteceram da forma que foi relatada ou não? Era isso que tinha curiosidade em saber.

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  12. Caro João Oliveira

    Os comentários, tornados públicos apenas em espaços exclusivos destinados a eles, pela própria definição da palavra, invocam opiniões e não notícias, pelo que não precisam de estar associados à deontologia dos jornalistas. Por outro lado, ao publicar-se determinado comentário (e é sobre os comentários publicados em blogues que trato aqui) é apenas a ideia subjacente a este que é relevante e não o seu autor; pelo facto de ser anónimo, não significa que seja menos credível ou inteligente. O que dirá de um indivíduo que utiliza um pseudónimo? Um cobarde?
    Pelo facto de serem anónimos não significa que não sejam feitos por pessoas inteligentes. É preciso dar a cara por tudo o que se faz? Ou é uma necessidade de protagonismo inconsciente?
    E porquê essa aversão tão grande aos anónimos? A própria legislação portuguesa contempla a existência destes, até no mundo literário. O artigo 30º do código de direitos de autor prevê que estes existam para autores anónimos.
    E se dúvidas restarem ainda, faço minhas as palavras que respondeu em cima a um anónimo: "... a assumpção dos anónimos que forem aprovados é dos responsáveis desta casa. Aliás, se alguma vez fosse levado a tribunal por causa de algum comentário injurioso realizado por um anónimo, se não conseguir provar quem é o mesmo, serei eu condenado. Isto vem da lei, meu caro".
    ….
    Só para concluir: Do alto da sua experiência bloguista, quem lhe garante que sou eu mesmo a escrever estas linhas? Quem me garante a mim que desse lado está mesmo o João Oliveira, o assessor de imprensa da Câmara de Aveiro? Que garantias tem na blogosfera uma assinatura? Mas as boas ideias, essas, não precisam de dono para voarem bem alto….

    Pedro Farias, coordenador editorial do jornal O Aveiro
    (ou serei o Neil Armstrong, o primeiro homem a pisar a Lua?)

    PS: Quanto ao sr. Pedro Neves (que na tal conversa antiga pouco faltou para me dizer, com a tal frontalidade que diz ter, que também tinha sido ele próprio a escrever os Lusíadas – ou será que já se esqueceu o quanto adora o anonimato e os pseudónimos perfidamente roubados?) aconselho-o a dar uma espreitadela a este vídeo e a resumir-se ao que é: http://www.youtube.com/watch?v=VWe01kvfpG0

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  13. Pedro (ou um palhaço a fazer de conta),

    Acredita uma coisa. Estava para deixar morrer este assunto mas como parece que para ti tem uma importância desmesurada, deixa-me que te diga que a argumentação que utilizaste não está ao nivel intelectual que penso de ti. Mas enfim. Utilizas as minhas palavras que eu escrevi EXACTAMENTE para responder às perguntas feitas no post que tanto te irritam. É que o que eu pus em causa foi a assumpção de anónimos, de cobardes, de pessoas que falam sem consequências por parte da direcção do jornal, pois conheço perfeitamente a lei. Mas a isso não respondeste.

    É um erro, mas enfim, é o vosso erro. Agora as tuas considerações sobre o ser vaidoso na blogosfera, o valor de uma assinatura ou de uma opinião, ainda por cima neste dia em que a própria classe dos jornalistas considera-o em nome dos que dando a cara, perderam direitos ou mesmo a vida... Enfim, Pedro. Pensa o que quiseres.

    Sabes perfeitamente quem está deste lado. Associado ao meu perfil está um email válido, o meu, etc, etc... Mas se os teus conhecimentos de Internet são assim, percebo as tuas dúvidas. E em relação aos anónimos, tenho mesmo problemas. Sem dúvida. E terei.

    Como imaginas, depois de tu pores em causa as tuas próprias e supostas palavras, nada mais terei a fazer que solicitar que futuros comentários TEUS sejam assinados. Arranja uma assinatura, no blogger, no Open Id, onde quiseres. E um email válido. Que afinal, não é a primeira vez que apanho anónimos em casos ligados com "o Aveiro".

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  14. Caro João Oliveira

    É com repúdio que mais uma vez vejo a minha profissão ser usada para denegrir alguém. Que mal fizeram os palhaços para que chamar palhaço a alguém possa ser considerado um nome depressiativo?

    Batatinha

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