No meu tempo, para se passar, estudava-se.
Acham que é com isto que se melhora as estatísticas? Eu não acredito...
Acho pedante este modo de pensar, de vitimizar o coitadinho que não aprendeu o suficiente e por isso não vai poder acompanhar os companheiros na passagem do ano... Por favor!
"Os conselhos pedagógicos das escolas básicas terão o poder de decidir se os alunos repetentes em vias de voltar a não passar de ano vão ou não ter aproveitamento, no âmbito de avaliações extraordinárias.
Segundo noticia hoje o "Diário de Notícias", a medida pode ser já aplicada em Janeiro, não necessitando de esperar pelo próximo ano lectivo. O Despacho Normativo nº50/2005 do Ministério da Educação define as estratégias para combater o insucesso e o abandono escolar no ensino básico, que passam por estas comissões extraordinárias de avaliação dos alunos em riscos de repetir o mesmo ano.O artigo nº 4 do despacho, assinado pelo secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, incide sobre a "retenção repetida" e estipula que os alunos do ensino básico que se encontrem em situação de reprovar de ano (com três ou mais notas negativas), e que já tenham ficado retidos pelo menos uma vez ao longo do seu percurso escolar, beneficiem de uma última oportunidade através de uma "avaliação extraordinária".De acordo com o despacho, a "avaliação extraordinária" ficará a cargo dos conselhos pedagógicos das escolas, que ponderarão "as vantagens de nova retenção".O adjunto da ministra da Educação, Ramos André, disse ao "Diário de Notícias" que a medida se destina apenas a situações "excepcionais", depois de se terem esgotado todos os restantes mecanismos de recuperação.Mas, escreve o jornal, o diploma não especifica sequer um limite de negativas a partir do qual o aluno esteja impedido de beneficiar desta possibilidade. Assim, "pelo menos em teoria, qualquer repetente com maus resultados poderá passar de ano, se o conselho pedagógico da escola assim o entender".Apesar da indefinição, a decisão de "retenção ou progressão do aluno" terá de ter em conta um conjunto de factores, como o processo individual do aluno, o balanço das actividades de enriquecimento e planos de recuperação aplicados e os pareceres dos encarregados de educação e do serviços.Além de definir um plano de acompanhamento, uma decisão favorável poderá passar pelo encaminhamento do aluno para um percurso alternativo: os chamados "cursos de formação".Anualmente, entre 15 a 17 mil alunos deixam as escolas sem terminarem o 9º ano de escolaridade."
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quarta-feira, 16 de novembro de 2005
TEMA rescinde com Paulo Ribeiro (Actualizado com JN)
O Diário de Aveiro de hoje, o JN e o Público referem hoje a saida de Paulo Ribeiro e do seu adjunto do Teatro Aveirense.
Tenho pena, porque considero que Paulo Ribeiro tem feito um bom trabalho e é alguém com uma imagem positiva e que traria valor acrescentado ao Teatro Aveirense, com ou sem empresa municipal. A razão apontada, os valores financeiros, passam certamente pela questão da programação e não pelos vencimentos deles, muito competitivos e saudáveis.
Ficam aqui os links para as noticias do Diário de Aveiro e do Público (acesso exclusivo a assinantes) e do JN e três excertos.
Diário de Aveiro - Não será possível contar para o ano de 2006 com o nível de financiamento municipal previsto no orçamento desta empresa», esclarece a TEMA e O escasso período de tempo em que os senhores Paulo Ribeiro e Albino Moura desempenharam as suas funções foi suficiente para demonstrar a sua competência profissional, pelo que o Conselho de Administração da TEMA está convicto de que as suas carreiras continuarão a ser de sucesso», terminam os três administradores
Público - A administração do Teatro Municipal de Aveiro, assegurada pela empresa municipal TEMA, garante que vai "honrar os compromissos" assumidos na área de programação por Paulo Ribeiro para os primeiros meses de 2006 (até Maio), mas manifesta vontade de adoptar "uma nova política" cultural na principal sala de espectáculos da cidade. Na próxima reunião da autarquia, marcada para 21 de Novembro, será proposto o nome de um novo director-geral do teatro, que terá poderes alargados na área da programação e da gestão. O PÚBLICO apurou que se trata de uma figura de Aveiro ligada ao ensino e à cultura. Para já, Paulo Ribeiro teme que venha a verificar-se um desinvestimento da autarquia num "equipamento cultural de grande qualidade" e com uma "equipa fantástica" como o Teatro Aveirense. "As autarquias continuam a olhar para a actividade cultural como uma coisa secundária, supérflua", defende, "achando que qualquer pessoa pode programar, mesmo sem respeitar a necessidade de uma oferta diversificada, capaz de formar públicos e massa crítica".
JN - Câmara de Aveiro dispensa Paulo Ribeiro"A minha contratação foi um excelente negócio para a Câmara de Aveiro. Trabalhei um mês e deixei cinco meses de programação elaborados. Por 3000 euros, o meu ordenado ilíquido, ficaram com um trabalho que vale muito mais". As palavras de Paulo Ribeiro ao JN não escondem o desagrado pela forma como passou temporariamente pela Câmara de Aveiro. (...) O orçamento para 2006, segundo revelou Paulo Ribeiro, ao JN, ascendia aos 650 mil euros. O comunicado da TEMA acrescenta que a empresa municipal aceitou a programação efectuada por Paulo Ribeiro para os cinco primeiros meses de 2006. "Só lamento não ter saído mais cedo e de ter dado o benefício da dúvida a este executivo. Tenho pena que o nosso projecto não avance. O Teatro e a equipa de trabalho são excelentes e mereciam um projecto que a actual Câmara não tem, como a cidade vai perceber rapidamente".
Na noticia do Público, anuncia-se para 21 o conhecimento do novo director geral e artístico. Com o perfil designado, aceitam-se apostas...
O JN aponta Maria da Luz Nolasco.
Comentário extra - Não ando distraido. Leio o JN online e costumo ver as noticias do Centro bem como no Público. Neste caso, li na minha edição papel do Público e a notícia que vinha na vertente "Cultura" chamou-me a atenção.
Em relação ao Paulo Ribeiro que fala para o JN, nem parece o mesmo. O tipo de frases e de acusações que faz não são simpáticas nem polidas. Não precisavam de o ser, e até pode ter razão, se se tivesse demitido antes. Não o fez. E isso é pena.
Quanto ao nome de Maria da Luz Nolasco, continuo a esperar para ver. Parece ser uma possibilidade...
Tenho pena, porque considero que Paulo Ribeiro tem feito um bom trabalho e é alguém com uma imagem positiva e que traria valor acrescentado ao Teatro Aveirense, com ou sem empresa municipal. A razão apontada, os valores financeiros, passam certamente pela questão da programação e não pelos vencimentos deles, muito competitivos e saudáveis.
Ficam aqui os links para as noticias do Diário de Aveiro e do Público (acesso exclusivo a assinantes) e do JN e três excertos.
Diário de Aveiro - Não será possível contar para o ano de 2006 com o nível de financiamento municipal previsto no orçamento desta empresa», esclarece a TEMA e O escasso período de tempo em que os senhores Paulo Ribeiro e Albino Moura desempenharam as suas funções foi suficiente para demonstrar a sua competência profissional, pelo que o Conselho de Administração da TEMA está convicto de que as suas carreiras continuarão a ser de sucesso», terminam os três administradores
Público - A administração do Teatro Municipal de Aveiro, assegurada pela empresa municipal TEMA, garante que vai "honrar os compromissos" assumidos na área de programação por Paulo Ribeiro para os primeiros meses de 2006 (até Maio), mas manifesta vontade de adoptar "uma nova política" cultural na principal sala de espectáculos da cidade. Na próxima reunião da autarquia, marcada para 21 de Novembro, será proposto o nome de um novo director-geral do teatro, que terá poderes alargados na área da programação e da gestão. O PÚBLICO apurou que se trata de uma figura de Aveiro ligada ao ensino e à cultura. Para já, Paulo Ribeiro teme que venha a verificar-se um desinvestimento da autarquia num "equipamento cultural de grande qualidade" e com uma "equipa fantástica" como o Teatro Aveirense. "As autarquias continuam a olhar para a actividade cultural como uma coisa secundária, supérflua", defende, "achando que qualquer pessoa pode programar, mesmo sem respeitar a necessidade de uma oferta diversificada, capaz de formar públicos e massa crítica".
JN - Câmara de Aveiro dispensa Paulo Ribeiro"A minha contratação foi um excelente negócio para a Câmara de Aveiro. Trabalhei um mês e deixei cinco meses de programação elaborados. Por 3000 euros, o meu ordenado ilíquido, ficaram com um trabalho que vale muito mais". As palavras de Paulo Ribeiro ao JN não escondem o desagrado pela forma como passou temporariamente pela Câmara de Aveiro. (...) O orçamento para 2006, segundo revelou Paulo Ribeiro, ao JN, ascendia aos 650 mil euros. O comunicado da TEMA acrescenta que a empresa municipal aceitou a programação efectuada por Paulo Ribeiro para os cinco primeiros meses de 2006. "Só lamento não ter saído mais cedo e de ter dado o benefício da dúvida a este executivo. Tenho pena que o nosso projecto não avance. O Teatro e a equipa de trabalho são excelentes e mereciam um projecto que a actual Câmara não tem, como a cidade vai perceber rapidamente".
Na noticia do Público, anuncia-se para 21 o conhecimento do novo director geral e artístico. Com o perfil designado, aceitam-se apostas...
O JN aponta Maria da Luz Nolasco.
Comentário extra - Não ando distraido. Leio o JN online e costumo ver as noticias do Centro bem como no Público. Neste caso, li na minha edição papel do Público e a notícia que vinha na vertente "Cultura" chamou-me a atenção.
Em relação ao Paulo Ribeiro que fala para o JN, nem parece o mesmo. O tipo de frases e de acusações que faz não são simpáticas nem polidas. Não precisavam de o ser, e até pode ter razão, se se tivesse demitido antes. Não o fez. E isso é pena.
Quanto ao nome de Maria da Luz Nolasco, continuo a esperar para ver. Parece ser uma possibilidade...
segunda-feira, 14 de novembro de 2005
Dos Jornais...
O Diário de Aveiro continua a ter um conjunto de entrevistas políticas. Desta feita a Armando Vieira, presidente da Junta de Freguesia de Oliveirinha e que irá voltar a ser candidato a presidente da ANAFRE. Leia-a aqui e note a forma correcta de exigir projectos, sem intimidar. Armando Vieira continua um senhor da política, ao responder de forma politica correcta à questão da coligação.
Hoje, também no DA, dá-se conta da demissão formal de Alberto Souto da Federação do PS. O mais curioso não é isso mas duas afirmações enigmáticas que merecem ser investigadas pelos jornais a fundo. "Alberto Souto (...)já havia confirmado ao Diário de Aveiro o pedido de demissão, adiantando que «não está relacionado» com os resultados das recentes eleições autárquicas, que ditaram a sua derrota" e «Compreendo a decisão de Alberto Souto», frisou João Bernardo. A saída do autarca aveirense da presidência distrital dos socialistas «pode parecer colada à derrota nas eleições autárquicas, mas não existe nenhuma relação com isso», garantiu. «A decisão está tomada há algum tempo e já tinha sido anunciada aos colaboradores mais próximos».
então, o que se terá passado? Em associação curiosa, José Mota, que não morre de amores por Alberto Souto ataca-o ferozmente numa peça do Jornal de Notícias de hoje, igualmente... "O que é que se pode pensar de um presidente que, tendo em conta a notável obra feita, perde a Câmara? Já sabia que isto iria acontecer. Alberto Souto lutou pelos interesses de Aveiro, mas esqueceu as pessoas. Penso que sempre sofreu de autismo, sempre falou com as pessoas do cimo da burra", criticou José Mota. "Isto será um aviso para muitos outros presidentes e candidatos a presidentes de Câmara que procedem de maneira idêntica. Não chega ser simpático na altura das eleições"
Com companheiros de partido destes...
Hoje, também no DA, dá-se conta da demissão formal de Alberto Souto da Federação do PS. O mais curioso não é isso mas duas afirmações enigmáticas que merecem ser investigadas pelos jornais a fundo. "Alberto Souto (...)já havia confirmado ao Diário de Aveiro o pedido de demissão, adiantando que «não está relacionado» com os resultados das recentes eleições autárquicas, que ditaram a sua derrota" e «Compreendo a decisão de Alberto Souto», frisou João Bernardo. A saída do autarca aveirense da presidência distrital dos socialistas «pode parecer colada à derrota nas eleições autárquicas, mas não existe nenhuma relação com isso», garantiu. «A decisão está tomada há algum tempo e já tinha sido anunciada aos colaboradores mais próximos».
então, o que se terá passado? Em associação curiosa, José Mota, que não morre de amores por Alberto Souto ataca-o ferozmente numa peça do Jornal de Notícias de hoje, igualmente... "O que é que se pode pensar de um presidente que, tendo em conta a notável obra feita, perde a Câmara? Já sabia que isto iria acontecer. Alberto Souto lutou pelos interesses de Aveiro, mas esqueceu as pessoas. Penso que sempre sofreu de autismo, sempre falou com as pessoas do cimo da burra", criticou José Mota. "Isto será um aviso para muitos outros presidentes e candidatos a presidentes de Câmara que procedem de maneira idêntica. Não chega ser simpático na altura das eleições"
Com companheiros de partido destes...
sexta-feira, 11 de novembro de 2005
Dos jornais (actualizado)
Joaquim Marques, ex-vereador do PSD à Câmara de Aveiro dá hoje uma entrevista no Diário de Aveiro. O link para a entrevista completa fica aqui.
Da entrevista, registo esta frase: "A segunda abordagem prende-se em primeiro lugar pela realização da coligação «Juntos por Aveiro» formada pelos partidos PSD e CDS/PP que sociologicamente são a base maioritária no concelho, em segundo pela figura do candidato apresentado, Dr. Élio Maia ? que é a antítese do Dr. Alberto Souto ? figura conhecida e reconhecida pela sua dedicação às pessoas, empenho e capacidade de realizar com equilíbrio as coisas a que se propõe. Demonstração disto foi a forma como desenvolveu toda a sua campanha e como apresentou ao eleitorado um programa simples, mas realista, deixando claro a que se propunha e como o pretendia desenvolver, solicitando a colaboração de todos sem excepção"
Comentem à vontade
ACTUALIZADO - Um comentário anónimo lembrou a entrevista de Girão Pereirado DA que eu tinha "saltado"... E teve razão. Essa entrevista, muito interessante, foi feita num dia em que tive uma carga de trabalhos e pouca atenção dei ao blog. Peço desculpa e fica aqui o link . Aliás, sugiro a leitura pois revela um Girão Pereira na sua melhor veia...
Da entrevista, registo esta frase: "A segunda abordagem prende-se em primeiro lugar pela realização da coligação «Juntos por Aveiro» formada pelos partidos PSD e CDS/PP que sociologicamente são a base maioritária no concelho, em segundo pela figura do candidato apresentado, Dr. Élio Maia ? que é a antítese do Dr. Alberto Souto ? figura conhecida e reconhecida pela sua dedicação às pessoas, empenho e capacidade de realizar com equilíbrio as coisas a que se propõe. Demonstração disto foi a forma como desenvolveu toda a sua campanha e como apresentou ao eleitorado um programa simples, mas realista, deixando claro a que se propunha e como o pretendia desenvolver, solicitando a colaboração de todos sem excepção"
Comentem à vontade
ACTUALIZADO - Um comentário anónimo lembrou a entrevista de Girão Pereirado DA que eu tinha "saltado"... E teve razão. Essa entrevista, muito interessante, foi feita num dia em que tive uma carga de trabalhos e pouca atenção dei ao blog. Peço desculpa e fica aqui o link . Aliás, sugiro a leitura pois revela um Girão Pereira na sua melhor veia...
terça-feira, 8 de novembro de 2005
Guerra de Comadres
Há coisas que eu não entendo. Acho que temos leis a mais, decisões políticas a mais, há algo que não funciona bem no país. A semana passada estive a jantar com um advogado e com um arquitecto e ambos estavam de acordo: há óptimas leis, provavelmente mal compiladas e ainda menos fiscalizadas. E estavamos a falar de dois regimes diferentes.
Hoje leio a noticia no Público e no Noticias de Aveiro sobre a questão do "França Morte" e da guerra de palavras entre Silva Vieira e Pedro França. É pena que os dois colossos da pesca aveirense não se entendam. Mas convém analisar as acusações de favorecimento que Silva Vieira faz a Pedro França. E que se saia aquilo que faz com que Portugal não possa pescar mais do que pesca e que as empresas da região não se modernizem como podem.
Para lerem mais:
Público (disponivel só para assinantes da versão online)
Noticias de Aveiro
Entretanto, aviso desde já que durante as próximas duas semanas vou começar a testar as várias formas de moderação possíveis dos comentários. Durante alguns dias vou moderar os comentários: isto é, não aparecem directamente online, só depois de aprovação. Depois voltarei ao sistema completamente aberto para apagar erros à posteriori. Depois irei testar o sistema fechado - só para registados no blogger.
Em algum havemo de chegar a um consenso. Senão chegarmos, perdemos todos. Mas uma coisa vos garanto: não me arrisco a um processo por calúnias por causa de um anónimo, isso é garantido...
Hoje leio a noticia no Público e no Noticias de Aveiro sobre a questão do "França Morte" e da guerra de palavras entre Silva Vieira e Pedro França. É pena que os dois colossos da pesca aveirense não se entendam. Mas convém analisar as acusações de favorecimento que Silva Vieira faz a Pedro França. E que se saia aquilo que faz com que Portugal não possa pescar mais do que pesca e que as empresas da região não se modernizem como podem.
Para lerem mais:
Público (disponivel só para assinantes da versão online)
Noticias de Aveiro
Entretanto, aviso desde já que durante as próximas duas semanas vou começar a testar as várias formas de moderação possíveis dos comentários. Durante alguns dias vou moderar os comentários: isto é, não aparecem directamente online, só depois de aprovação. Depois voltarei ao sistema completamente aberto para apagar erros à posteriori. Depois irei testar o sistema fechado - só para registados no blogger.
Em algum havemo de chegar a um consenso. Senão chegarmos, perdemos todos. Mas uma coisa vos garanto: não me arrisco a um processo por calúnias por causa de um anónimo, isso é garantido...
segunda-feira, 7 de novembro de 2005
Sobre o fim de semana...
Ufa, este fim de semana foi cansativo q.b. Mais uma vez (um pleno de vitórias em casa) o Beira-Mar ganhou e mantém a liderança isolada da Liga. Aveiro este fim de semana esteve animada, com múltiplas inaugurações - com a da galeria Nuno Sacramento, onde estive presente - e que recomendo - Aveiro Arte, uma boa festa na Estação da Luz... e muito mais.
Deixei propositadamente os comentários dialogarem entre si mas não posso deixar de comentar o anónimo que teve a distinta lata de escrever " A situação tem vindo a alterar-se, mas numa cidade pequena como Aveiro a democracia não é tão adulta e infelizmente face ao cargo que ocupo usar o meu nome real só me causaria uma ou outra dor de cabeça que sinceramente acho escusado face à importância do blog. Em segundo lugar mas mais importante, nunca daria a cara neste blog porque não estão reunidas todas as condições democráticas para o fazer. O João criou este espaço como o seu reino e impôs as suas regras. Contra isso não tenho nada, mas é claro que este mini modelo fascista afasta um democrata convicto a mostrar-se. O problema dos pequenos reinos é recusar aceitar as verdades mais pungentes. Um dia quando os anónimos deixarem de escrever também eu deixarei de opinar. Em terceiro lugar o anonimato não se traduz numa falta de coragem, mas uma voz existente que reúne a si todos os meios para falar sem pudores, o que se revela interessante."
Caro Anónimo: como qualquer espaço moderado - e é da ordem que se chega à luz - o senhor tem muita razão: eu criei este espaço como o meu reino, com as minhas regras, que qualquer um que venha ao meu reino terá que cumprir... pelo seu modelo anárquico de vida, estou certo que não saiu de Portugal e recusar-se-á a ir a países onde lhe fazem perguntas tão pungentes como " qual o seu nome?" e "O que vem cá fazer?". Para si, deverá ser o antro secreto do fascismo internacional.
O tipo de palavras que usou e a teoria da conspiração que levanta são no mínimo levianas. Se usasse um pseudónimo, ainda aceitaria. Aliás, o senhor critica o meu reino mas usa as regras do mesmo reino para criticar: "Um dia quando os anónimos deixarem de escrever também eu deixarei de opinar"... Sem comentários, pois esqueceu-se que, também é um deles?
Continuarei a ter a espada na mão. Neste blog, com ou sem moderação, continuarei a apagar os comentários que ache insultuosos, que façam ataques pessoais e lancem calúnias sem o minimo de fundamento. Agora posso eliminar de vez os anónimos ou moderar todos os comentários antecipadamente... Vamos ver...
Os jornais de hoje trzem duas peças a ler. Uma no Público, para quem pode ver o jornal em papel sobre o projecto de documentar entrevistas orais aos "lobos do mar" de outrora que só posso aplaudir e oferecer, publicamente, a minha ajuda.
A outra, que é do Diário de Aveiro mas pode ser melhor interpretada na entrevista do Ministro da Ciência e Ensino Superior, faz ruir por terra as hipóteses de Aveiro ter uma licenciatura em Medicina num futuro a curto prazo. Leia aqui.
Deixei propositadamente os comentários dialogarem entre si mas não posso deixar de comentar o anónimo que teve a distinta lata de escrever " A situação tem vindo a alterar-se, mas numa cidade pequena como Aveiro a democracia não é tão adulta e infelizmente face ao cargo que ocupo usar o meu nome real só me causaria uma ou outra dor de cabeça que sinceramente acho escusado face à importância do blog. Em segundo lugar mas mais importante, nunca daria a cara neste blog porque não estão reunidas todas as condições democráticas para o fazer. O João criou este espaço como o seu reino e impôs as suas regras. Contra isso não tenho nada, mas é claro que este mini modelo fascista afasta um democrata convicto a mostrar-se. O problema dos pequenos reinos é recusar aceitar as verdades mais pungentes. Um dia quando os anónimos deixarem de escrever também eu deixarei de opinar. Em terceiro lugar o anonimato não se traduz numa falta de coragem, mas uma voz existente que reúne a si todos os meios para falar sem pudores, o que se revela interessante."
Caro Anónimo: como qualquer espaço moderado - e é da ordem que se chega à luz - o senhor tem muita razão: eu criei este espaço como o meu reino, com as minhas regras, que qualquer um que venha ao meu reino terá que cumprir... pelo seu modelo anárquico de vida, estou certo que não saiu de Portugal e recusar-se-á a ir a países onde lhe fazem perguntas tão pungentes como " qual o seu nome?" e "O que vem cá fazer?". Para si, deverá ser o antro secreto do fascismo internacional.
O tipo de palavras que usou e a teoria da conspiração que levanta são no mínimo levianas. Se usasse um pseudónimo, ainda aceitaria. Aliás, o senhor critica o meu reino mas usa as regras do mesmo reino para criticar: "Um dia quando os anónimos deixarem de escrever também eu deixarei de opinar"... Sem comentários, pois esqueceu-se que, também é um deles?
Continuarei a ter a espada na mão. Neste blog, com ou sem moderação, continuarei a apagar os comentários que ache insultuosos, que façam ataques pessoais e lancem calúnias sem o minimo de fundamento. Agora posso eliminar de vez os anónimos ou moderar todos os comentários antecipadamente... Vamos ver...
Os jornais de hoje trzem duas peças a ler. Uma no Público, para quem pode ver o jornal em papel sobre o projecto de documentar entrevistas orais aos "lobos do mar" de outrora que só posso aplaudir e oferecer, publicamente, a minha ajuda.
A outra, que é do Diário de Aveiro mas pode ser melhor interpretada na entrevista do Ministro da Ciência e Ensino Superior, faz ruir por terra as hipóteses de Aveiro ter uma licenciatura em Medicina num futuro a curto prazo. Leia aqui.
sábado, 5 de novembro de 2005
Virgilio Nogueira, parte 2
A noticia do JN
O ex-director executivo da Filarmonia das Beiras, Virgílio Nogueira, vai processar judicialmente a Associação Musical das Beiras (AMB), a entidade responsável pela Filarmonia. A informação foi ontem confirmada, ao JN, por Virgílio Nogueira, que desta forma pretende ser reintegrado na estrutura da Orquestra.
Recorde-se que a Orquestra das Beiras foi extinta, em Outubro de 2004, na sequência de um braço de ferro entra a Direcção da Associação e os músicos, que reivindicavam contratos de trabalho e um regulamento interno. Alguns dos membros da Associação, nomeadamente a Câmara de Aveiro, não aceitaram o fim da Orquestra, começando uma série de contactos que levaram ao renascimento da Filarmonia. A Direcção aprovou o regresso dos músicos em Julho passado. As garantias de financiamento dadas pelo Governo, a assinatura de contratos de trabalho (a termo certo) com os músicos, a aceitação de um novo regulamento e a reafirmação do interesse dos associados da AMB, na continuação do projecto, foram determinantes para a reactivação da orquestra.
Regressaram os músicos e o maestro, António Lourenço, mas ficaram de fora o director executivo e alguns funcionários administrativos. Virgílio Nogueira afirmou, ao JN, que está desde Setembro à espera de uma resposta às cartas enviadas para a Associação. "Como não dizem nada e porque considero que deveria ser reintegrado na Filarmonia, vou levar o caso para o Tribunal de Trabalho, de forma a defender os meus direitos".Virgílio Nogueira diz que está disposto a entregar à Associação a indemnização que recebeu em Outubro do ano passado, aquando da extinção, "como ficou combinado no caso, como veio a acontecer, da Orquestra ressurgir".
O ex-director é vogal, não remunerado, do novo Conselho de Administração da Empresa Municipal do Teatro Aveirense.
O JN tentou falar ontem com Manuel Assunção, porta-voz da Associação Musical das Beiras, mas este esteve incontactável.
*com José Carlos Maximino
Aquilo que vos tinha afirmado, está aqui comprovado. Afinal, a história não estava totalmente contada.
Aviso desde já que não vou aceitar neste post comentários anónimos em relação ao Virgilio Nogueira. Senão apago.
O ex-director executivo da Filarmonia das Beiras, Virgílio Nogueira, vai processar judicialmente a Associação Musical das Beiras (AMB), a entidade responsável pela Filarmonia. A informação foi ontem confirmada, ao JN, por Virgílio Nogueira, que desta forma pretende ser reintegrado na estrutura da Orquestra.
Recorde-se que a Orquestra das Beiras foi extinta, em Outubro de 2004, na sequência de um braço de ferro entra a Direcção da Associação e os músicos, que reivindicavam contratos de trabalho e um regulamento interno. Alguns dos membros da Associação, nomeadamente a Câmara de Aveiro, não aceitaram o fim da Orquestra, começando uma série de contactos que levaram ao renascimento da Filarmonia. A Direcção aprovou o regresso dos músicos em Julho passado. As garantias de financiamento dadas pelo Governo, a assinatura de contratos de trabalho (a termo certo) com os músicos, a aceitação de um novo regulamento e a reafirmação do interesse dos associados da AMB, na continuação do projecto, foram determinantes para a reactivação da orquestra.
Regressaram os músicos e o maestro, António Lourenço, mas ficaram de fora o director executivo e alguns funcionários administrativos. Virgílio Nogueira afirmou, ao JN, que está desde Setembro à espera de uma resposta às cartas enviadas para a Associação. "Como não dizem nada e porque considero que deveria ser reintegrado na Filarmonia, vou levar o caso para o Tribunal de Trabalho, de forma a defender os meus direitos".Virgílio Nogueira diz que está disposto a entregar à Associação a indemnização que recebeu em Outubro do ano passado, aquando da extinção, "como ficou combinado no caso, como veio a acontecer, da Orquestra ressurgir".
O ex-director é vogal, não remunerado, do novo Conselho de Administração da Empresa Municipal do Teatro Aveirense.
O JN tentou falar ontem com Manuel Assunção, porta-voz da Associação Musical das Beiras, mas este esteve incontactável.
*com José Carlos Maximino
Aquilo que vos tinha afirmado, está aqui comprovado. Afinal, a história não estava totalmente contada.
Aviso desde já que não vou aceitar neste post comentários anónimos em relação ao Virgilio Nogueira. Senão apago.
quinta-feira, 3 de novembro de 2005
E mais outro blog
Finalmente Aveiro está a ficar dessassosegada na blogosfera. Depois de muito tempo a ser o único a pregar no deserto da participação civica e politica no concelho, vejo com agrado mais e mais blogs a surgir. O último, da autoria de um misterioso "Capitão" é o "Ecos da Capitania..."
Em relação a este, que promete alimentar polémica e qualidade à discussão pública e política em Aveiro, queria lembrar-lhe o seguinte:
Em Estarreja, vários eram os elementos da Assembleia Municipal, "da posição e da oposição" a debater as problemáticas dando a cara e passando as discussões da praça pública da blogosfera para o debate na Assembleia Municipal, num esforço de preocupação pelo cidadão e de prestação de contas - para além de afinar argumentos.
O mesmo queria ver em Aveiro. Por isso, e considerando que acredito que o "Capitão" pensa o mesmo, estou certo que daqui a poucos dias este blog já será assinado pelo nome detentor de tão distinta patente e rica prosa.
Outra tendência que observo com agrado é a preocupação, demonstrada por vários dos mais ilustres pensadores e politicos da nossa praça em registar o seu nome no blogger, de forma a comentar sem pruridos os vários blogues e a assumir a sua identidade.
Só fico contente com isso, pois possibilitará algumas alterações que vocês percebem...
Em relação a este, que promete alimentar polémica e qualidade à discussão pública e política em Aveiro, queria lembrar-lhe o seguinte:
Em Estarreja, vários eram os elementos da Assembleia Municipal, "da posição e da oposição" a debater as problemáticas dando a cara e passando as discussões da praça pública da blogosfera para o debate na Assembleia Municipal, num esforço de preocupação pelo cidadão e de prestação de contas - para além de afinar argumentos.
O mesmo queria ver em Aveiro. Por isso, e considerando que acredito que o "Capitão" pensa o mesmo, estou certo que daqui a poucos dias este blog já será assinado pelo nome detentor de tão distinta patente e rica prosa.
Outra tendência que observo com agrado é a preocupação, demonstrada por vários dos mais ilustres pensadores e politicos da nossa praça em registar o seu nome no blogger, de forma a comentar sem pruridos os vários blogues e a assumir a sua identidade.
Só fico contente com isso, pois possibilitará algumas alterações que vocês percebem...
quarta-feira, 2 de novembro de 2005
Dois novos blogs (Dois, não! TRÊS!) - actualização
Descobri recentemente dois novos blogs, a quem saudo de forma viva por serem pessoas que eu gosto de ler e que sabem escrever.
Para além disso, darão mais cor à blogosfera aveirense e estarão activos, cada um na sua área. Curioso foi que, tendo cada um cerca de quinze dias, os tenha descoberto no mesmo dia!
O primeiro é mais uma produção de João Pedro Dias. Chama-se Deputado Municipal e versará, como já o demonstra sobre a sua actividade de deputado municipal na AM de Aveiro. De louvar, um exemplo público de quem vai mostrar aquilo que faz aos seus cidadãos eleitores.
O segundo, do também activo na Internet, Júlio Almeida, tem um carácter completamente diferente: o Já Agora da-nos a conhecer o outro lado das notícias, a outra forma e aquilo que não se escreve. Impressões pessoais.
Duas presenças em breve na coluna da direita, dois blogs a seguir com atenção.
O terceiro, que merece também distinção na coluna da direita é o Debaixo dos Arcos, um verdadeiro espaço de blogue... físico, como é óbvio. De Miguel Pedro Araújo, também é um local onde passo, real e virtualmente, muitas vezes...
Para além disso, darão mais cor à blogosfera aveirense e estarão activos, cada um na sua área. Curioso foi que, tendo cada um cerca de quinze dias, os tenha descoberto no mesmo dia!
O primeiro é mais uma produção de João Pedro Dias. Chama-se Deputado Municipal e versará, como já o demonstra sobre a sua actividade de deputado municipal na AM de Aveiro. De louvar, um exemplo público de quem vai mostrar aquilo que faz aos seus cidadãos eleitores.
O segundo, do também activo na Internet, Júlio Almeida, tem um carácter completamente diferente: o Já Agora da-nos a conhecer o outro lado das notícias, a outra forma e aquilo que não se escreve. Impressões pessoais.
Duas presenças em breve na coluna da direita, dois blogs a seguir com atenção.
O terceiro, que merece também distinção na coluna da direita é o Debaixo dos Arcos, um verdadeiro espaço de blogue... físico, como é óbvio. De Miguel Pedro Araújo, também é um local onde passo, real e virtualmente, muitas vezes...
Virgilio Nogueira
Recebi há alguns minutos um email do Virgilio Nogueira avisando-me que iria responder aos anónimos que escreveram sobre ele no post anterior. Dei-lhe os parabéns pessoais porque não tolero faltas de carácter de anónimos cobardes.
Depois de me mandar o texto, vi que era mais do que um mero texto para a caixa de comentários. Apaguei-o de lá e coloco-o aqui. E renovo-lhe os parabéns pela atitude.
"Tenho muito respeito e consideração pelas pessoas, independentemente da sua condição profissional ou social. Julgo que todas as profissões honestas são dignas e nenhuma me envergonharia. Sentir-me-ia bem atrás de um balcão de uma hamburgaria se não tivesse por cliente um anónimo e covarde.
Agradeço as tuas palavras, João, mas algumas acho-as injustas, em especial aquelas que se dirigiam ao Senhor Jaime Borges. Conheço algum do seu longo percurso de serviço público, colaborei na homenagem que lhe foi feita após ter cumprido o mandato como Vereador da Cultura, pelo que me permito deixar-te esta menção.
Nadei na nossa ria, aprendi a remar nos Galitos, mas tenho aversão à lama. Por isso evito-a. Ainda por cima quando ela oculta alguém, que não o tendo, pretende atingir o meu carácter.
As pessoas que estão de boa-fé, como tu, reconhecerão que, de facto, não fiz muito pela nossa cidade, pela cultura, mas que ainda assim já dediquei algum tempo a abraçar causas e casas, por onde me deu muito prazer passar e onde colhi ensinamentos úteis para a minha formação cívica.
Estive, como recordarás, pois eras colaborador nesse jornal, no Litoral, como Coordenador de Edição. Procurei ajudar o CETA, como vogal da Direcção, durante 4 anos, 2 mandatos, tendo a felicidade de colaborar nas obras de requalificação do Teatro de Bolso. Já estive nos órgãos sociais da Cooperativa de Artesanato «A Barrica» e na Mesa da Assembleia do Cineclube de Aveiro. Fui convidado e integrei a Comissão de Toponímia da Câmara Municipal de Aveiro. Já publiquei artigos, que sei que leste, em publicações, inclusive no Boletim Cultural do Município de Aveiro. Já dei a cara pelas minhas opiniões dezenas de vezes no Diário de Aveiro e no O Aveiro. Presidi a uma Associação Juvenil que tem um património curto mas generoso no que concerne a actividades realizadas: muitos lembrarão a ?Open House? em que foste parceiro na organização, os concertos com bandas locais aveirenses, as exposições com jovens pintores, fotógrafos, enfim...
Sei que há gente da minha idade que já fez muito mais pela nossa cidade.
Também já ?fiz? uma licenciatura, uma pós-graduação e mestrado, e o tempo não terá dado para tudo. Por que sou uma pessoa de convicções também tenho tido uma militância activa num Partido Político e o tempo, inexorável, não sobeja.
Foram 8 anos de Orquestra Filarmonia. Dizem que ninguém é bom juiz em causa própria. Mas, no meu íntimo habita um grande orgulho por ter tido a oportunidade de ajudar ao seu nascimento e ao seu crescimento, sabendo que essa é etapa mais difícil.
Presumo nunca me ter eximido a nenhuma responsabilidade. Pela Orquestra Filarmonia passaram 3 Direcções e foram os seus membros quem me puderam avaliar devidamente, no contacto quotidiano. Não aceito, não admito, avaliações espúrias, maldosas, produzidas sob anonimato, de alguém que não me conhecendo me pretende aliciar para o seu estilo, para o seu nível. Sei que não vou por aí.
A Filarmonia por mérito de muita gente tornou-se uma instituição prestigiada e, se alguns créditos possuo, eles estão associados aos 70 acordos financeiros assinados com entidades da região, na renegociação do contrato de incentivo financeiro com a tutela, no crescimento do programa pedagógico «Música na Escola», na iniciativa do programa Orquital, numa gestão corrente com práticas administrativas eficientes.
Hoje já sabemos que os músicos que intentaram os processos judiciais contra a Orquestra Filarmonia reclamando Contratos de Trabalho não assinaram os que lhes foram propostos, forçando a Orquestra a uma outra solução, podendo o público, assim, finalmente, entender qual era o objectivo final dessas acções judiciais que conduziram à ruptura que todos lamentamos!
Sei bem que ter uma actividade pública representa exposição e crítica. Não me incomoda que assim seja, desde que ela se expresse com lealdade, venha assinada, seja sustentada e honesta.
Quem me conhece, como tu João, sabe que não vivo de vaidades vãs, convivo com a lúcida consciência da transitoriedade das coisas. Como nos conta a narrativa do Velho Oeste, depois do pistoleiro mais rápido virá sempre um pistoleiro ainda mais rápido.
Como sabes, ajudei na concepção do programa eleitoral da Coligação, e foi-me dada, agora, a oportunidade de ajudar a concretizá-lo. Espero que ao fazê-lo contribua para que Aveiro seja melhor. Enquanto acreditar neste projecto e essa confiança for recíproca, tudo farei, no dia-a-dia, para continuar a ter orgulho e a consciência limpa com que me subscrevo!
Um abraço,
Virgílio Nogueira"
Depois de me mandar o texto, vi que era mais do que um mero texto para a caixa de comentários. Apaguei-o de lá e coloco-o aqui. E renovo-lhe os parabéns pela atitude.
"Tenho muito respeito e consideração pelas pessoas, independentemente da sua condição profissional ou social. Julgo que todas as profissões honestas são dignas e nenhuma me envergonharia. Sentir-me-ia bem atrás de um balcão de uma hamburgaria se não tivesse por cliente um anónimo e covarde.
Agradeço as tuas palavras, João, mas algumas acho-as injustas, em especial aquelas que se dirigiam ao Senhor Jaime Borges. Conheço algum do seu longo percurso de serviço público, colaborei na homenagem que lhe foi feita após ter cumprido o mandato como Vereador da Cultura, pelo que me permito deixar-te esta menção.
Nadei na nossa ria, aprendi a remar nos Galitos, mas tenho aversão à lama. Por isso evito-a. Ainda por cima quando ela oculta alguém, que não o tendo, pretende atingir o meu carácter.
As pessoas que estão de boa-fé, como tu, reconhecerão que, de facto, não fiz muito pela nossa cidade, pela cultura, mas que ainda assim já dediquei algum tempo a abraçar causas e casas, por onde me deu muito prazer passar e onde colhi ensinamentos úteis para a minha formação cívica.
Estive, como recordarás, pois eras colaborador nesse jornal, no Litoral, como Coordenador de Edição. Procurei ajudar o CETA, como vogal da Direcção, durante 4 anos, 2 mandatos, tendo a felicidade de colaborar nas obras de requalificação do Teatro de Bolso. Já estive nos órgãos sociais da Cooperativa de Artesanato «A Barrica» e na Mesa da Assembleia do Cineclube de Aveiro. Fui convidado e integrei a Comissão de Toponímia da Câmara Municipal de Aveiro. Já publiquei artigos, que sei que leste, em publicações, inclusive no Boletim Cultural do Município de Aveiro. Já dei a cara pelas minhas opiniões dezenas de vezes no Diário de Aveiro e no O Aveiro. Presidi a uma Associação Juvenil que tem um património curto mas generoso no que concerne a actividades realizadas: muitos lembrarão a ?Open House? em que foste parceiro na organização, os concertos com bandas locais aveirenses, as exposições com jovens pintores, fotógrafos, enfim...
Sei que há gente da minha idade que já fez muito mais pela nossa cidade.
Também já ?fiz? uma licenciatura, uma pós-graduação e mestrado, e o tempo não terá dado para tudo. Por que sou uma pessoa de convicções também tenho tido uma militância activa num Partido Político e o tempo, inexorável, não sobeja.
Foram 8 anos de Orquestra Filarmonia. Dizem que ninguém é bom juiz em causa própria. Mas, no meu íntimo habita um grande orgulho por ter tido a oportunidade de ajudar ao seu nascimento e ao seu crescimento, sabendo que essa é etapa mais difícil.
Presumo nunca me ter eximido a nenhuma responsabilidade. Pela Orquestra Filarmonia passaram 3 Direcções e foram os seus membros quem me puderam avaliar devidamente, no contacto quotidiano. Não aceito, não admito, avaliações espúrias, maldosas, produzidas sob anonimato, de alguém que não me conhecendo me pretende aliciar para o seu estilo, para o seu nível. Sei que não vou por aí.
A Filarmonia por mérito de muita gente tornou-se uma instituição prestigiada e, se alguns créditos possuo, eles estão associados aos 70 acordos financeiros assinados com entidades da região, na renegociação do contrato de incentivo financeiro com a tutela, no crescimento do programa pedagógico «Música na Escola», na iniciativa do programa Orquital, numa gestão corrente com práticas administrativas eficientes.
Hoje já sabemos que os músicos que intentaram os processos judiciais contra a Orquestra Filarmonia reclamando Contratos de Trabalho não assinaram os que lhes foram propostos, forçando a Orquestra a uma outra solução, podendo o público, assim, finalmente, entender qual era o objectivo final dessas acções judiciais que conduziram à ruptura que todos lamentamos!
Sei bem que ter uma actividade pública representa exposição e crítica. Não me incomoda que assim seja, desde que ela se expresse com lealdade, venha assinada, seja sustentada e honesta.
Quem me conhece, como tu João, sabe que não vivo de vaidades vãs, convivo com a lúcida consciência da transitoriedade das coisas. Como nos conta a narrativa do Velho Oeste, depois do pistoleiro mais rápido virá sempre um pistoleiro ainda mais rápido.
Como sabes, ajudei na concepção do programa eleitoral da Coligação, e foi-me dada, agora, a oportunidade de ajudar a concretizá-lo. Espero que ao fazê-lo contribua para que Aveiro seja melhor. Enquanto acreditar neste projecto e essa confiança for recíproca, tudo farei, no dia-a-dia, para continuar a ter orgulho e a consciência limpa com que me subscrevo!
Um abraço,
Virgílio Nogueira"
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