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sexta-feira, 30 de setembro de 2005

Nós precisamos de uma ponte aqui? (Actualizado)

O cidadão comum ficará muitas vezes surpreendido com aquilo que se desenha, se define e se lança nos corredores de quem decide. Fica supreendido porque não sabe, não conhece e mesmo quando a obra avança - nos casos em que é obra - não sabe bem aquilo que é. Muitas vezes porque não sabe compreender os riscos de arquitecto ou desenhador ou porque não "atinge" a razão da dita obra.

Defendi há tempos, publicamente, uma solução que a iniciativa privada usa muito quando pretende vender "sonhos": a representação 3D de todos os projectos, publicitados antecipadamente de forma a que se possam discutir os mesmos. Essa ideia teve eco em propostas concretas e gostava de a ver surgir em Aveiro.

Vem esta conversa sobre a notícia hoje do Diário de Aveiro, onde a Polis refere que está a ver se financia uma nova ponte sobre o Canal das Pirâmides, entre o Rossio e o actual edifício abandonado da EPA. Projecto este que está aprovado em plano de urbanização. Ok, tudo dito, avancemos...

Calma ai. Olhem para a fotografia e digam: Aveiro precisa de uma ponte ali? A paisagem de Aveiro precisa de uma ponte ali? Este é um assunto que importa somente aos proprietários dos edifícios junto à EPA para irem mais depressa para o Rossio/Praça do Peixe ou é de todos os aveirenses?

Em termos de paisagem, faz sentido? Desvirtua ou não esta entrada de Aveiro, por via terrestre ou marítima?

O Eng. Matos Rodrigues, actual responsável máximo pela Polis, apressou-se a publicar um comentário aqui: "Meu caro, permita-me uma pequena nota: a ponte aí, está aprovada no plano de Urbanização da Polis de Aveiro (já publicado em diário da republica), e como deve saber essa zona, no futuro será pedonal, quando a nova entrada da cidade estiver concluida com a nova alameda.Matos Rodrigues ( aveiropolis) "

Caro Eng. Matos Rodrigues, agradeço-lhe a informação e a rapidez demonstrada em esclarecer os assuntos. Como sabe, há muitas pessoas que não ficaram nada contentes com o resultado da consulta pública da Polis. Aliás, sou um descrente das consultas públicas tal como elas são feitas actualmente. Mas ainda bem que existem. Aquilo que defendo também lho digo a si: a zona da Lota e a opção prevista para essa entrada, com mais habitação são os grandes erros de Aveiro. Mas sobre isso falamos depois, quando quiser.
O mesmo se poderia falar da ponte circular pedonal no Cais dos Botirões, mas sobre essa escrevo noutro post.

43 comentários:

  1. Meu caro, permita-me uma pequena nota: a ponte aí, está aprovada no plano de Urbanização da Polis de Aveiro (já publicado em diário da republica), e como deve saber essa zona, no futuro será pedonal, quando a nova entrada da cidade estiver concluida com a nova alameda.
    Matos Rodrigues ( aveiropolis)

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  2. se tem logica? tem toda a logica... desde sempre que a zona da antiga empresa de pescas estava "afastada" do rossio pela rio, na pratica vai dar muito geito... o tipo de ponte q la vao por e' outra coisa... ou seja espero que n seja tipo estadio !!

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  3. Caro Matos Rodrigues,

    Agradeço o esclarecimento. Como vê, metade do meu post faz todo o sentido. Se eu, que estive nos debates da Polis e das propostas que estavam em cima da mesa, não tinha reparado na existência de uma ponte nesse local, muita gente não faz a mínima ideia.

    Irei colocar o seu esclarecimento no post. Mas esta não é a única critica que tenho das propostas da Polis. Como fiz saber na altura.

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  4. Caro João,
    Só uma sobreocupação profissional me impediu de responder ao seu comentário. Terei o maior gosto em marcar um encontro. Onde sugere? E quando? Aguardo sugestões. Jorge Ferreira

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  5. Olá João, gostei mto do seu blog e aproveito p fazer um convite, se vc estiver em Lisboa não pode perder a estréia de "O Assalto" de José Vicente no Teatro Cinearte, uma produção do Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona - São Paulo, Brasil; direção de Marcelo Drummond c Haroldo Ferrari e Fransérgio Araújo.
    "O Assalto" de José Vicente
    Teatro Cinearte
    largo de Santos, 2 Lisboa
    dias 29 e 30/09;
    01, 02,06, 07 e 08/10
    às 21h30
    tel: 213965360
    213965275

    mais informações sobre o espetáculo em:
    http://www2.uol.com.br/teatroficina/servico.html
    e
    www.teatroficina.com.br

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  6. O engenheiro Matos Rodrigues, que por mera coincidência é candidato à Câmara pelo PS (!), deveria também suspender as funções de propagandista do Polis (contem as notícias no DA nos últimos dias ...) e fazer campanha mas de forma menos velada. O "poder" não escolhe meios para atingir os fins.
    Fernando, Aveiro

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  7. Caro João ,

    O projecto polis, não pretendeu agradar a todos. Felizmente cada um de nós tem a sua versão de cidade. Confesso que pessoalmente fico desiludido por existir ainda desconhecimento do plano de Urbanização Polis de Aveiro. Como sabe foi o primeiro plano de urbanização a ter consulta pública na internet, com todas as peças desenhadas e escritas disponíveis a tempo e horas. As sessões de Debate publico infelizmente foram muito pouco participadas e focalizou-se, como sabe, muito nos interesses dos utilizadores de embarcações à vela, que sendo assunto importante, não é determinante no planeamento de uma cidade.
    Matos Rodrigues ( aveiropolis)

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  8. Caro Fernando

    O calendário da Polis não tem nada a ver com as eleições. Temos um plano estratégico e um plano de actividades a cumprir. As noticias que tem saído não tem origem na polis. A Aveiropolis, limita-se a dar resposta a questões que os órgãos de comunicação social lhe colocam.
    Tirando os artigos de opinião que tenho enviado ao diário de Aveiro, que são uma reacção a outros artigos, tenho-me limitado a gerir a empresa e a seguir o plano de actividades...
    Matos Rodrigues (Aveiropolis)

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  9. Eu acho que Aveiro precisa duma ponte ali. De muita coisa que se fez em Aveiro (estádio, mamarrachos atrás do CC Oita, edifício Vera Cruz, bomba de gasolina do jumbo, etc) com que não concordo, admito que esta considero-a oportuna e importante. Não acho que seja só importante para os proprietários dos edifícios junto à EPA, mas sim para todo o Rossio, Alboi, e até Universidade (ainda há muitos estudantes que andam a pé)

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  10. Caro Eng. Matos Rodrigues,

    Lembro-me perfeitamente como foram as dicussões públicas. Também me lembro de nos projectos apresentados não se mostrar as soluções especificas quando se quer fazer um porto de recreio inland (junto ao porto sul) ou dizer que não se saberia se havia financiamento para o famoso tunel até ao Hospital.

    Tambem me lembro de saber que as propostas apresentadas pelo pouco tolerante Arq. Nuno Portas contemplavam habitação e mais habitação e ele ter respondido que isso fazia parte dos conceitos transmitidos pelo promotor.

    Claro que há bases. Claro que sabemos o que poderá acontecer. Claro que temos, felizmente, opiniões diversas.

    E felizmente que debate as suas. A isso agradeço e elogio.

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  11. Muito bem João.
    De facto a "consulta pública" foi um tapar de olhos à população em que foi imposta a posição da Aveiropolis (Souto).
    O Arq Portas encabulado justificou que a monstruosidade de construção proposta lhe tinha sido "encomendada" para suportar financeiramente o projecto.
    O projecto final da Lota transformou-se num projecto habitacional para a elite.
    O Eng. Matos Rodrigues que agora está a por a cabeça de fora so tem a seu favor o facto de ser um yesman do Souto. Outras ideias ou obras não se lhe conhecem.

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  12. Mais importante que tudo isto: amanhã a Filarmonia das Beiras está de regresso! No teatro Aveirense às 21h30!

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  13. Gosto de debater ideias, não gosto de ?yesmens? , não sou nunca o fui, mas na Polis não sou Engenheiro, nem tenho obra, sou gestor de um plano estratégico e que tento cumprir o que ali está como se fosse uma bíblia. É para isso que aqui estou .
    Mas gosto de discutir sem ideias feitas ou pré-concebidas. A minha opinião sobre a tão falada especulação imobiliária da zona da lota foi expressa num artigo de opinião (Escrever números, para se desenhar Cidade) que saiu no diário de Aveiro ( desculpem mas não me lembro quando). Apenas repito e sublinho, que se passou de 55 mil m2 para 31mil ( habitação, comércio e serviços) e não foi sugestão do Arquitecto Nuno Portas, mas sim do Sócio Câmara e da própria Polis de Aveiro. Foi assim que decorreram as coisas. Concordar ou não concordar com os 31 mil m2 numa zona de 369 mil m2 é coisa de cada um, mas não me parece que ?densificar desta forma? se esteja a praticar uma especulação imobiliária, seja aqui ou em qualquer parte do mundo.
    Quanto à discussão publica do Plano de Urbanização, o que me pareceu foi que dado o detalhe do mesmo, ( ao qual nem os munícipes nem os técnicos de planeamento estavam habituados) as pessoas confundiram plano com projecto, e um plano de urbanização não tem o detalhe nem o deve ter, de quantificar a cota a que deve ser feito o desaterro de um porto de abrigo. O projecto ( que não compete à polis executar, porque no plano estratégico é um projecto complementar), esse sim deverá definir e deverá ser sujeito a um estudo de impacto ambiental e apresentar varias alternativas de cotas, para se definir que tipo de embarcações poderão vir a ser alvo de utilização daquele espaço. ( foi isso que defendi na altura do debate, é isso que defendo hoje)
    Se a localização devia ou não ser noutro local, não me prenuncio. Como é óbvio tendo em vista a rentabilização da zona da lota, veria com bons olhos, como gestor, a sua localização naquele local, como inicialmente estava previsto mas que o ICN chumbou.
    Não aceito, porque considero injusto, dizer que a consulta publica é uma forma de tapar os olhos à população. Não considero os aveirenses destituídos de opinião, participa quem quer, opina quem quer e da forma que quiser.
    Como foi publico, as reclamações em fase de inquérito publico, incidiram quase exclusivamente em questões de interesse privado ( terrenos no futuro parque central da cidade) e sou de opinião que um plano de urbanização não deve ser desenhado tendo em conta o cadastro de propriedade. Doutra forma não se faz cidade , mas retalha-se a cidade .
    Fica ainda uma nota pessoal: Não estou a por a cabeça de fora, mais do que costumo pôr, sempre que sinta necessidade de defender a missão que me foi confiada e pela qual me sinto responsável. Não tenho, nunca tive objectivos outros do que executar tarefas ou projectos em que acredito e como tal defendo-os sempre com o entusiasmo e a determinação necessárias para lhes dar corpo.
    Matos Rodrigues ( aveiropolis)

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  14. E aquele mamarracho da empresa de pescas ou lá o que é, semi destruído, não estraga também a paisagem da cidade?
    Não era fácil tirar dali aquilo?
    Vivemos num país em que é mais fácil construir do que destruir o que já não presta!

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  15. Gosto de ver assim esta cidade, com vontade de discutir as opções urbanísticas e de questionar as decisões técnico-políticas. É MUITO saudável! A mim não me choca a ideia de uma ponte pedonal ali, mas também reconheço que é de utilidade relativa. Não percebi é como se vai conciliar a ponte com o tráfego das embarcações de recreio e turismo. O tabuleiro é basculante? A cota da ponte é elevada? Neste último caso o impacto visual aconselha alguma ponderação... Hei! Ó João lembrei-me agora: e que tal um tunelzinho? ;)

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  16. Por uma questão de ética, não é nada saudável o envolvimento do gestor do Polis Aveiro, que também é candidato a vereador na lista do Presidente da Câmara, no anúncio de obras em vésperas de eleições, comprometendo a aveiropolis.
    Tenho até algumas dúvidas sobre a legalidade de uma candidatura a vereador de um funcionário de uma empresa participada pela Câmara.
    Pelos menos, de certeza que não eticamente correcto.

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  17. O Sr. Matos Rodrigues eng.º coimbrão e agora "gestor de planos estratégicos" em Aveiro pode-nos dizer o que é que já fez na vida com exclusão de ter sido o mandarete dos directores da Aida e agora do Souto Miranda.
    Não acha que devia ter mais respeito pela cidade que fez de si aquilo que hoje é?
    João Gabriel

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  18. Caro João Gabriel, só aceito esses insultos, porque não me conhece, se me conhecesse saberia que não sou nem nunca serei mandarete de ninguém. Quanto ao que a cidade e o Distrito fez de mim, é um orgulho meu, mas esse só a mim me diz respeito. O que fiz e o que não fiz é comigo, é o meu trajecto, como o certamente terá o seu. Espero que se orgulhe do seu tanto como eu me orgulho do meu.

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  19. o anónimo anterior sou eu como é obvio
    Matos Rodrigues

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  20. Quanto à questão de ética já é de facto discutível. Não vejo que um trabalhador, seja ele qual for seja impedido de participar em actividades públicas e politicas. Vivemos numa democracia e todos devemos ter o direito de participar. Eu participo na causa pública desde que me conheço. Sinto que posso ser útil à cidade, mas se a cidade achar que o não sou de todo, tem as suas formas democráticas de me mostrar o cartão vermelho. Fui convidado pelo Dr Alberto Souto, e integro a sua equipa como independente, porque acredito na equipa e no seu projecto.
    Matos Rodrigues

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  21. O Edifício da EPA é um problema com resolução difícil, mas não impossível e está a ser estudada a sua demolição. O problema é que o edifício pertence ao Estado ( por falência da empresa) e a burocracia é coisa que ainda mina as vontades do querer fazer?
    Matos Rodrigues

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  22. Caro João Gabriel,
    agradeço que tenha dado o nome. Mas como já disse algumas vezes, em "minha casa", sou eu que mando, e não se insulta um gestor ou funcionário que aceita debater as opções técnicas e políticas. Use argumentos, não lhe chame mandarete. Um director executivo, é, por vezes, a peça essencial numa casa...

    Caro Eng. Matos Rodrigues, é sempre bom tê-lo por cá.

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  23. Caro João Oliveira

    Obrigado pelas suas palavras, sei que o seu espaço é lugar de discussão de ideias e não o de distribuição de insultos. Vivo em serenidade suficiente para que os insultos não me incomodem. O que me incomoda é a incapacidade de discussão. Aprendi com um velho lobo do Mar ( França Morte) ( homem da Vossa terra e que me ajudou o olhar ) que é a ouvir que se chega a uma boa ideia, porque ela só pode ser boa se nascer das contradições . É esse o meu caminho, com insultos ou sem eles.
    Um abraço
    Matos Rodrigues

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  24. caro David Afonso
    Tem toda a razão no que diz, o que vier a nascer ali, não será uma simples ponte, mas uma obra de arte.
    Infelizmente para a cidade de Aveiro, o Ip5 já limitou em parte o acesso a algum tipo de embarcações, a única coisa que sei neste momento, é a ponte eclusa ( que irá substituir a velha e ineficiente eclusa junto do edifício da antiga lota do porto de Aveiro),e esta nova ponte que fará a interligação com o Rossio, terão que ser ex-libris da cidade, porque serão a porta de entrada, pelo seu elemento mais emblemático...a água.
    Matos Rodrigues (aveiropolis)

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  25. O Engº Matos Rodrigues tinha a obrigação de saber que a própria lei limita a participação de alguns cidadãos nas listas autárquicas, nomeadamente os funcionários da Câmara.
    E o objectivo é claro.
    Mesmo que haja dúvidas quanto ao seu caso, a lei pretendia evitar casos como o seu.
    Por muito que lhe custe, não podemos ter todos os benefícios que queremos.
    Gostaria de o ter visto mais interventor nos problemas da Cidade, quando o seu outro patrão era o Governo PSD/PP.
    Por tudo isto, não pode deixar de reconhecer a fragilidade da sua posição no que respeita à questão ética.
    À MULHER DE CÉSAR...

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  26. Mas eu não sou ( funcionário da câmara, nem sequer funcionário público, tenho um contrato de trabalho com uma empresa de capitais públicos (60% Estado e 40% Câmara municipal de Aveiro) que termina em Dezembro de 2006, terminado o qual vou a minha vida, mas isso é problema meu e não seu. Nada me impele contra governo A ou B seja ele qual for. Movo-me por missões e defendo-as até onde puder e como souber.
    Lutei até ao limite para que não fossem cortadas verbas durante a indefinição que surgiu quanto ao caminho a dar ás sociedades polis (esta e as outras). Não me vê a discutir aqui opções de governos, mas opções da cidade. Não confunda alhos com bugalhos.
    Na AIDA( Associação Industrial do Distrito de Aveiro, de onde sou oriundo), insurgia-me contra qualquer governo que de uma forma ou outra impedia que a competitividade se instalasse no Distrito de Aveiro, ou que relegasse Aveiro para papel secundário.
    Quanto ás noticias que saíram da Polis, foi o diário de Aveiro que as publicou, porque me telefonou a questionar o que estava em vias de adjudicação. Tive o cuidado de sublinhar à Cristina (jornalista que me telefonou) que estávamos em período eleitoral e que não gostaria de confusões. A opção de publicar foi do Jornal e não minha. De qualquer forma a Polis não pode nem deve parar, só porque se está em eleições.
    Matos Rodrigues

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  27. Bom! Só espero que essa «obra de arte» seja alvo de concurso público de arquitectura/engenharia e não adjudicada directamente a algum arquitecto de renome ou, ainda pior, a algum arquitecto da casa ou, pior ainda, a um arquitecto amigalhaço. Eu sei que se trata de uma empresa e que por lei não está obrigada a estas chatices, mas os capitais são públicos e a cidade tem o direito de participar na escolha da melhor opção. Isto, claro, se vier a existir a tal ponte. Aceito-a, mas não me parece uma prioridade.

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  28. Caro David Afonso

    Não sei se sabe mas estas pontes estavam inicialmente para serem projectadas pelo arquitecto Adriaan Geuze/West 8 ( Holanda). O conselho de Administração optou por não convidar a equipa por achar que havia saber e arte suficiente para poder ser produzida com os nossos arquitectos (portugueses).
    A modalidade para esta ponte, confesso que ainda não está decidida, porque apenas se está em fase de estudo financeiro e não foi tomada nenhuma decisão.
    A sociedade Polis está de facto sujeita a concurso público para as empreitadas, mas não no caso de fornecimento de serviços. No caso do fornecimento de serviços temos adoptado várias modalidades, mas como sabe somos sujeitos a auditorias periódicas do tribunal de contas e do ROC.
    Matos Rodrigues

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  29. Caro João Oliveira
    Parece como eu disse que a ?consulta pública? do Polis deve servir como exemplo do que não deve acontecer num projecto tão importante para a cidade como este.
    O projecto final inclui uma monstruosidade de construção (quer na Lota quer na zona do Bóia/EPA) que o arq. Nuno Portas publicamente fez questão de dizer que só aceitou por ser uma imposição da Câmara e da Polis. E o Engº Matos Rodrigues? Concordou com a densificação ou também aceitou as imposições?
    O sr. Engº também não apresenta o seu currículo. Está no seu direito. Mas seria interessante, para quem ocupa um cargo tão importante para os Aveirenses publicá-lo.
    È que para além de sabermos que serviu bem os interesses de França Morte e Souto Miranda pouco mais se sabe do director executivo do AveiroPólis. (retiro o mandarete que se calhar é excessivo)
    O Sr. Engº Matos Rodrigues acaba por se desmascarar quando fala de França Morte ?homem da VOSSA terra?. Fica muito mal a um candidato à Câmara da NOSSA terra dizer isso.
    Cumprimentos
    João Gabriel

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  30. Matos Rodrigues mora em COIMBRA!
    Sim, em COIMBRA!!!!Precisam de mais?

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  31. Não sei onde morrerei, sei que nasci em Lisboa ( sou mouro, é verdade), durmo em Coimbra ( sou pecador, mas os quilómetros diários só a mim me doem), e dedico-me desde 1988 a Aveiro. A minha dedicação não tem limites, como em tudo em que me empenho.
    Quanto o meu curriculum é o meu trabalho que sempre foi em equipa e não individual, bom ou mau está à vista. Uma Associação Industrial forte e respeitada.
    Quanto à Polis neste momento da discussão, ( neste espaço, e que me desculpe o João Oliveira)
    já não vou adiantar mais nada, porque pelo que começo a perceber , não pretendem discutir mas insultar. Quando me referi a ?Vossa terra?, foi uma provocação assumida de facto , se estivessem mais atentos saberiam já que não nasci em Aveiro, não o escondo e ponto final.
    Matos Rodrigues

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  32. post sriptum para João Gabriel ( pois é aqui teve que ser memo postsripum, João Oliveira)
    Girão Pereira Nasceu em Aveiro?
    Professor Celso é Aveirense?
    é preciso mais nomes?
    Matos Rodrigues

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  33. Credibilidade para poder comentar qualquer Humano a tem. Como o velho ditado nos ensinou "Cada macaco no seu galho", em suma, que credibilidades têm certas pessoas para poder comentar um assunto que nem é da sua área. Vejamos, algum médico a falaria da construção de pontes? Advogado? Mecânico? Empregado de mesa? Electricista? Veterinário? Suponho que serão aqui todos os comentaristas do ramo da construção civil, arquitectos, engenheiros de ordenamento do território!??
    Acho que qualquer coisa anda errado.. cada pessoa que se preocupe em evoluir na sua profissão e deixem (quem sabe) exercer o seu trabalho..
    Não se esqueçam é que os jornalistas gostam de cheirar tudo e por isso o seu dever é com certeza o de informar a população! Carácter informativo.
    A ponte é necessária porque se trata de uma questão de solução de mobilidade.

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  34. 1º) Aveiro é sempre a mesma coisa: tem a mania de puxar pelos pergaminhos da territorialidade genética quando devia era se preocupar com os aveirenses (e se me permitem: ilhavenses, gafanhões e outros)que têm de abandonar o torrão em busca de ar respirável. Se o senhor não foi manufacturado em terras da ria, não seja essa circunstância vista como uma insuficiência! Aveiro, um dia (quando os meus netos tiverem perdido os dentes todos) ha-de ser uma cidade cosmopolita. Mesmo assim o melhor é começar a fazer-se ao caminho...
    2º)Isto não é uma questão de nacionalismo arquitectótico, mas de cultura cívica e de cultura cultura mesmo. A mim é indiferente que o arquitecto da ponte seja um espanhol de Badajoz, um portugês de Esgueira ou uma superstar das revistas de arquitectura! O que eu quero é um concurso international de ideias e ponto final! A modalidade só pode ser esta. Já começo a ficar farto desta batota de se criarem empresas de domínio privado com capitais públicos para se fazer o que bem se entender (salvaguardadas as questões do brio legal). Estou muito descontente com os Polis e as SRUs que têm sido verdadeiras «caixas-negras»: não sabemos como aconteceu, apenas sabemos o resultado final. Ninguém faz cidade contra os cidadãos!

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  35. Caro David Afonso

    Se me perguntar se para executar um programa do tipo Polis era essencial criar uma sociedade anónima, dir-lhe-ia, hoje que o programa (plano estratégico) se poderia executar através de um contrato programa entre o Estado e a Autarquia. A nossa autarquia tem técnicos suficientemente motivados e com qualidade técnica, para executar um programa da e para a cidade. Mas é este o modelo que existe e agora há que leva-lo até ao fim com determinação e empenho. Só não lhe dou resposta, hoje, relativamente ao modelo de concurso a adoptar porque o Conselho de administração ainda não se prenunciou sobre o mesmo. Mas tudo está em aberto.
    Um abraço
    Matos Rodrigues

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  36. Permitam-me tecer alguns comentários: em primeiro lugar, estou espantado que um blog tenha esta interactividade e que o Eng.Matos Rodrigues aceite nele participar. Isto, não sendo extraordinário e devendo até ser a norma, não é costume. Os meus parabéns por isso, a todos os que aqui participam. Por outro lado, como conimbricense, não entendo as críticas ao Engenheiro Matos Rodrigues por morar em Coimbra. Esse ódio anti-Coimbra não faz sentido, até porque não é retribuido por nenhum coimbrão que eu conheça... Pelo contrário, falando por mim, eu tenho carinho por Aveiro, uma bela terra, da qual se podem orgulhar.

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  37. Sou Aveirense desde 1990, mesmo não o sabendo na altura. Nasci em Moçambique, cresci na Maia e no Porto, já vivi na Califórnia, Inglaterra e Japão, já viajei por mais de 20 países em 4 continentes, mas volto sempre a Aveiro, porque me sinto Aveirense.

    E choca-me que se comente aqui se alguém é capaz de mais do que outros, porque nasceu ou vive em Aveiro. É por causa destes bairrismos que Aveiro e Ílhavo estão de costas voltadas, quando deviam se unir para lutar por causas comuns. É por isso que em Aveiro, ainda há uma mentalidade mesquinha, mesmo quando a cidade já cresceu para uma dimensão que não a devia de ter. Há pessoas que ainda não perceberam que qualquer dia há mais pessoas não nascidas em Aveiro na cidade e pela cidade, do que aquelas que se dizem puros Aveirenses.

    Eu sei o que a cidade pensava da Universidade de Aveiro quando aqui cheguei, de comboio em Outubro de 1990. Havia estudantes de Coimbra, uns "doutores", que vinham cá vender postais para se poderem embebedar na Queima das Fitas e os estudantes da UA eram considerados uns "anormais" e eram presos à saída da discoteca. Numa altura em que não havia A Praça do Peixe, que agora é usado por todos os partidos para fazerem campanha eleitoral, mas que está cheia de gente que não nasceu em Aveiro.

    A cidade de Aveiro é dos Aveirenses, aqueles que nasceram, vivem ou trabalham em Aveiro. Porque a esses diz respeito o futuro da cidade.

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  38. Caro João
    Concordo plenamente que "A cidade de Aveiro é dos Aveirenses, aqueles que nasceram, vivem ou trabalham em Aveiro. Porque a esses diz respeito o futuro da cidade". Não é no entanto de quem enche a boca com Aveiro para apenas "servir" os seus mesquinhos interesses pessoais.
    O Eng Matos Rodrigues acabou por confirmar tudo o que dele disse e, obviamente, não deu resposta às perguntas formuladas, se calhar porque não lhe dava jeito.
    Três notas finais:
    Tentando utilizar, em seu proveito, o bom nome desse émérito empresário aveirense que foi França Morte chamou-lhe "Lobo do Mar" o que demonstra que andou perto dele mas nunca o procurou entender, o que é grave, sabendo como nós sabemos que FM fez por aquele jovem e inexperiente eng. que lhe apareceu em 1988. E o pobre deve dar voltas no tumulo ao ouvir estas coisas.
    Quando o sr. eng. diz que deu o seu melhor nas organizações em que esteve fica uma questão no ar. Então não é para isso que lhe pagam?
    Quando as coisas cheiram a esturro o sr. eng. diz sempre que o CA se vai "prenunciar" ou que ainda não se "prenunciou". Mau Prenúncio!
    João Gabriel

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  40. caro João Gabriel
    Por uma questão de respeito e enorme admiração que tenho por França Morte, não tecerei qualquer outro comentário, apenas reforço o meu agradecimento ao Mestre que me ensinou a usar a cana de pesca. É verdade que com ele que cresci profissionalmente,que aprendi a dedicar-me a Aveiro, ou ir até ao fim pelas causa em que se acredita, com ponderação e sem atropelos. É verdade que foi ele, França Morte aquém pedi conselho quando me convidaram para dirigir a Polis. Aqui fica mais uma vez o meu agradecimento a quem soube acreditar nos jovens. Fica a certeza que somos sempre inexperientes, porque felizmente há inúmeros pontos de vista, inumeras formas de estar na vida. Saber vê-los e ponderá-los é caminhar sem vergonha nos passos que damos.

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  41. Caro João,
    Peço desculpa por estar a utilizar outra vez o teu espaço mas juro que é a última vez sobre este assunto.
    De facto os jovens, como eu, são sempre inexperientes e sentem-se profundamente enganados quando alguém mais experiente e manhoso os utiliza em proveito próprio. O sr. Eng, gestor estratégico e agora candidato a político que ponha a mão na consciência.
    E se o Dr. Alberto Souto tiver mais votos devido à presença desse senhor na lista, "está no tempo de emalar a trouxa e zarpar". Vamos a ver o que acontece.

    O problema que nestas eleições autárquicas se levanta a um monárquico como eu, que nas últimas eleições votou A. Souto, é em quem votar nestas eleições.

    - No Dr. Alberto Souto e no seu 6º vereador?
    - Nos desclassificados do BE?
    - No Élio? E o príncípio de Peter?

    Estou com dúvidas.
    - Será que, como estou inclinado, temos de votar no Salavessa,tapando o símbolo e bebendo dois Alka Seltzer?
    Sábado vou-te telefonar para ir-mos beber um copo e assentar ideias. Abraço,
    João Gabriel

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  42. Caro João Gabriel,

    Está à vontade. Só te sugiro uma coisa: faz o mesmo que o matos rodrigues e regista-te para participações para nenhum anónimo utilizar o teu nome... E para poderes continuar a comentar quando eu fechar a loja a anónimos...


    Bem, no próximo sábado - ou mesmo na sexta, ainda não sei bem - farei aquilo que habitualmente faço: indicar o meu sentido de voto... :)

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  43. Hello, as you can see this is my first post here.
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O Notas de Aveiro não é responsável pelos comentários aqui escritos e assumidos pelos seus autores e a sua publicação não significa que concordemos com as opiniões emitidas. No entanto, como entendemos que somos de alguma forma responsáveis pelo que é escrito de forma anónima não temos pejo em apagar comentários...

Por isso se está a pensar injuriar ou difamar pessoas ou grupos e se refugia no anonimato... não se dê ao trabalho.

Não sabemos se vamos impedir a publicação de anónimos. É provável que o façamos. Por isso se desejar continuar a ver os seus comentários publicados, use um pseudónimo através do Blogger/Google e de-se a conhecer para notasaveiro@gmail.com.

João Oliveira

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